Paris Portraits... PFWSS17 , Bob Dylan...




 Fiz uma bateria de fotos exclusivas para mim e para a ELLE Brasil nessa temporada ( LINK AQUI). .Já contei ( acho) que fotografar portas de desfiles ficou muito complicado. As boas imagens são mais raras e eu não tenho mais a mesma visão sobre essas mulheres que frequentam as portas de desfiles, acho muitas delas muito ensaiadas, são poucas as que me convencem serem realmente personagens que vestem as roupas e não apenas um look à venda no corpo de uma bela mulher. Sei que fiquei meio chata, radical, mas é o exercício do olhar e da vivência no dia a dia em Paris. Aprendi aqui que é possível ficar linda, sem forçar a barra nas caras, bocas e marcas, aliás é o que mais algumas parisienses sabem fazer. Se virar com a imensa referência cultural de moda que tem em meio a maior crise financeira dos últimos tempos. Não vou aprofundar a crise. Todo mundo sabe do que falo. 

Então, nessa temporada escolhi alguns recortes desse ano de 2016, dessa moda que traz anos 90, 80 e vai ao renascentismo em alguns bons momentos 
(precisamente em camisas e vestidos, fruto da passagem do Raf Simons pela Dior). O efeito Maria Grazia Chiuri ainda vai acontecer...







E sobre as moda...  Tem a explosão midiática da Vêtements, com a mistura de elementos e siglas dos tempos da URSS pobre e comunista ao modernismo de hoje de uma parte da Rússia rica e hypada. E ainda a bem revisitada Gucci com uma boa bateria de bolsas que dão vontade de ter, apesar de serem extremamente copiáveis e comerciais, mas ainda assim dá desejo, tesão pela peça. O conjunto da obra ficou bom. A Vêtements e a Faith Conection já me cansaram um pouco. Tudo que força muito desgasta. De todas essas ainda fico com a francesa Cèline ou com a genialidade da Comme des Garçons que coloca na roupa todo o sentimento do mundo. 

Falando ainda de moda...




O momento é também dos rústicos. Os tricôs bem peludos,  com cara de usados e que podem até ser, porque a gente tá vivendo uma fase de vintage incrível.  Sem grana para comprar roupas novas, o povo se joga nas lojas de usados e faz sua própria moda. É uma das tendências do mercado que eu mais acredito. Não falo de luxo, por que esse não tem crise certa, já que o dinheiro apenas gira, troca de mão, mas não some nunca. Falo de contexto da realidade da maioria das pessoas que trabalham, tem uma grana estável ou nem tanto, pois são freelancers e consomem moda e estilo de vida na cadência que o dinheiro vai entrando, mais ou menos. Essa é uma das minhas constatações com base também na série de entrevistas feitas para o site da Elle Brasil. Muita gente apostando na elegância e no uso de peças especiais como saída para estar bem vestida, sem muita frescura. Vou colocar aqui o link da mais recente personagem que fala bem isso:


Lea Cohen e suas preciosas dicas de elegância, simplicidade e lugares bacanas para comprar e sair em Paris. Passa lá na ELLE.



É isso gente....

Saudades enormes de todos. Me acha diariamente no Snapchat anagarmendia68 e ainda nos canais que vocês conhecem: Facebook Ana Clara Garmendia e Instagram anagarmendia.

Vou soltar um som para fechar bem essa segunda:

Bob Dylan, o Nobel de Literatura de 2016, um fato genial e novo... A música como expressão literária. Amo essas quebras de paradigmas...





Fui...


Bisous

A+






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