Garotas da hora. O novo comportamento das estrelas...Kristen, Lily, Julia...




Com essa foto incrível feita pelo meu brother Antônio Barros ( aliás, todas fotos desse post são dele), abro o assunto para linkar com duas colunas que publiquei sobre Cannes essa semana. Uma foi no Terapia do Luxo e outra no Bem Paraná. Mas vou dar uma palhinha aqui para vocês continuarem lendo lá. Tá rolando a revanche. As it-girls, aquelas que só sabem ser cabides de roupas e vender vender vender, começam a perder terreno para as atrizes. Esse fenômeno já aconteceu no começo do século 20, quando estilistas como Paul Poiret, por exemplo, preferiam vestir vedetes do teatro da época a investir em modelos. Eram elas quem faziam um costureiro ficar conhecido quando faziam aparições públicas.  Mais tarde, começaram a fazer campanhas publicitárias e mais sucesso com Marylin Monroe, por exemplo, eternizando o Chanel n 5 na famosa frase que dormia apenas com elas. Passadas algumas décadas, surgiram as super modelos como Veruschka, Twiggy e daí para frente a gente já conhece a história até chegarmos às it-girls. Garotas ricas que usaram seus poderes aquisitivos para se lançarem no mercado de venda de beleza. Não apenas garotas, garotos também. Foi uma febre. A gente sabe, só que agora elas começam a ser neutralizadas por uma turma forte: as novas estrelas do cinema e também algumas veteranas. Marcas como Chanel, Lâncome, Versace, entre outras que não me lembro agora, investem numa modelo que tenha algo agregado: no caso aqui um grande talento ou potencial para tal. Julia Roberts, Kristen Stewart tomam conta do pedaço ao lado de Uma Thurman, Tilda Swinton, Kate Winslet, até chegar na ninfeta Lily-Rose Depp, filha de Vanessa e Johnny. Fórmula infalível para vender para mulheres que querem o ideal= sucesso por si mesmas, inteligência, talento e por fim, obviamente, beleza. 

Bem... Eu disserto sobre isso nas duas colunas sobre Cannes. Link para o Terapia do Luxo 


E vou colocar na íntegra o texto que está no BEM PARANÁ:




E o frufru tem Cannes para mostrar que os looks dos tapetes vermelhos não estão tão datados e caricatos. Existe algo fresco no ar. Existe juventude e uma atitude mais realista dentro de uma irrealidade total que pode ser a do showbusiness*. Uma das responsáveis por esse frescor é Kristen Stewart, atriz conhecida pela saga Crepúsculo e uma das maiores revelações do cinema mundial, muito pelo seu talento nas telas, mas também pelo que representa fora delas. Cool, punk, chique, bissexual, garota-propaganda da Chanel e um dos salários mais bem pagos de seu meio, Kristen é uma garota de menos de 30 anos que parece não estar nem aí em suas aparições públicas. Ela não faz caras e bocas e anda descabelada (o tal messy hair que os fashionistas brasileiros começaram a utilizar para falar de cabelos bagunçados). Mas não é só Kristen que imprime uma nova elegância despojada dentre as atuais queridinhas do cinema patrocinadas por marcas como Dior, Chanel, Gucci, Givenchy, Versace, entre outras. Temos mais. Temos a ninfeta Lily-Rose Depp. A única filha mulher, fruto do amor da francesa Vanessa Paradis e do astro Johny Depp, é a garota da vez. Aos 16 anos e perfeitamente pronta para aparições em tapetes vermelhos, Lily-Rose estrela filmes, campanhas publicitárias, ganha emancipação dos pais e consegue imprimir uma expressão natural, nada deslumbrada, apesar dos milhões de euros que giram em torno dela. Um pouco mais veterana, mas radiante num começo de gravidez, está Blake Lively. Tirem tudo dela e ela continuará maravilhosa, sorrindo ou não, com os cabelos um pouco desfeitos, talvez desproposital, talvez não. Bem. É isso. Elas são moda. Bons exemplos de beleza, sucesso e elegância. Para recortar e colar na parede. Saem as caricaturas, entram os sorrisos sinceros. A inteligência emocional dessas jovens as faz mais do que corpos e rostos. Elas são a nova forma de expressão que ajuda a tornar menos patéticos eventos feitos para vampirizar o mundo em torno de uma massacradora indústria do cinema que insiste em vender perfeição.

Fotos gentilmente cedidas por Antonio Barros, amigo e fotógrafo que está lá em Cannes e abriu seus arquivos para mim. 



Para ler na página com as legendas das fotos entre aqui:


Espero que gostem! Logo logo tem mais!

Bisous

A+



Um comentário:

Juliana Figueiredo disse...

Maravilhosa dissertação!Verdade que as its deram uma sumida e é tão bom ver mulheres que podemos nos identificar de alguma maneira.

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