Couture Paris hiver 2015...Dior...Chiara Ferragni ...


Começou com beleza a primeira semana de Couture do ano de 2015. Chiara Ferragni surprende na Dior. Para constar que hoje as frequentadoras de desfiles são separadas em cotas. São bloggers escolhidas a dedo, vestidas com as roupas da marca. Para constar também que, quem vai ao desfile da Dior não vai ao da Chanel. É uma exigência das maisons ao patrocinarem algumas personalidades ( informação dada por uma blogueira de peso que está nesse time de exclusivas). Enfim, tudo se resume a um grande balcão de negócios,  firmado antes em almoços, reuniões com agentes e cachês não sei, mas acredito que algumas recebam e muitas queiram mesmo aparecer e depois vender outros produtos em seus sites e blogues. No caso da Chiara, ela tem a marca dela. No de muitas outras, vendem de pacotes de viagens a kits de clareamentos para os dentes. Um mercado fantástico para alguns e duvidoso para outros. É o anti-jornalismo de moda. Nada tem a ver com quem fala sobre roupas, shapes, criações, que fique claro. É jabá puro.

 Depois de fechado quem vai onde, elas se preparam como stars e aparecem para viver esse momento quando algo em torno de 200 fotógrafos ( a maioria mal-educados, diga-se de passagem) se batem para scanear as moças e vender as fotos. Fora as bloggers que são as responsáveis pela pulverização gratuita e instantânea das imagens da marca pelo mundo inteiro ( o que aguça o desejo de milhões de seguidoras em querer ter essa beleza, essa roupa, essa realidade tão frívola, mas ao mesmo tempo complexa. Um paradoxo que não se desvenda em apenas uma simples postagem. Que conste também), temos as editoras das revistas, os consumidores, os produtores e alguns stylishs realmente importantes. São eles que garantem editoriais e celebridades maiores nos tapetes vermelhos com as roupas da couture. É assim que o tal circo está estruturado. Um pouco sem romance. Zero poesia? Não. Onde existe vida temos a possibilidade de vermos expressões que nos façam amar a moda. E é por esse caminho restrito e doce que vou. Amei o look da Chiara. O costume seco perfeito no corpo e o detalhe da voilette. Primeira tendência forte: um classicismo sedutor, mas sem muitos fru-frus. Amo isso. E também a cor de cabelo da Chiara. 



Os 70's nunca morrem...

Achou que podia guardar o casaco King-kong no fundo do armário? Não. Ele não dá trégua. Faz frio e vai muito bem com o vestido Folk que volta pela milionésima vez em versão bem original. Eu já tenho o meu. Sempre funciona. Não esquecer: maquiagem fraca e sem brincos. Eles estão em baixa por aqui. Acredite. 




E para contrabalançar, um pouco de aristocracia...



A França não existe sem os bordados. A broderie française é uma das maiores tradições que as grandes maisons fazem questão de manter. Para usar com categoria? Um budget enorme. Só vale se você tiver os originais. A coleção passada de Raf Simons para a Dior trazia peças inspiradas na idade média, mas bem adaptadas para aos nossos tempos. Eu, particularmente, acredito em dois caminhos que podem salvar a moda: a história e o vanguardismo.

Na história corre-se o erro de fazer fantasias. No vanguardismo, cria-se novas necessidades. E sempre as teremos.
Bem, a semana de moda continua até amanhã ( quinta, mas os grandes desfiles até quarta).
Vou acompanhar e publicar apenas o street a minha maneira aqui, no meu insta @anagarmendia e também preparo uma galeria especial para a Vogue Brasil.


Uma influência feminina...




Bisous
A+


Um comentário:

Anônimo disse...

Boa tarde Ana... Lembro de uma foto da Chiara aqui no blog e eu te passando o id da moça! Eu sou o anônimo que te acompanha a muito por aqui! amo seus comentários do front row/street style.

LinkWithin

Posts relacionados