Best looks 2015.... Street style Paris... Da quimonomania ao preto total...


 Vamos ao balanço do ano mais complicado dos últimos tempos para a moda? Looks que amei e fotografei. Do quimono às franjas. Dos óculos exagerados e engraçados aos estilo Janis Joplin. Tudo que imperou nas ruas de Paris em 2015. Confere esse batidão. Tem mais. Aqui é apenas uma desgustação:


                                                                 Minimal 





The 70's 




                                                 It's over baby! 
   






Le nouveau chic 




                                           Le mix maximal cool 




                                                     Le vintage 





Bisous!


Som????





Street 2015...



Que não nos falte originalidade para a moda em 2016. Aproveito algumas fotos do meu street de 2015 para dar umas ideias do que levar em frente, do que podemos inventar através de imagens de lindas mulheres que encantaram Paris. A moda passou por momentos difíceis. Nós todos passamos, mas isso não nos impede de continuarmos a amá-la e de termos o prazer de nos vestirmos para encantar, seduzir, arrasar. 


O sonho do consumo pode andar meio adormecido pela falta de tempo, de grana, de vontade de mudar de look, mas ele sempre volta em algum momento e por algum motivo. 
O meu começa a voltar. Quero mudar de casca, de casa, de perspectivas. 






Quero ir em frente e sei que esse meu desejo é um pouco do seu. Estamos todos conectados. Cada vez mais. Isso nos confunde a mente, pois são muitos desejos e muitos deles acabam não condizendo com as nossas realidades. E é aí que entra a mistura, a busca, o romantismo, o rock, o punk, a fantasia. 


Ficam aqui essas palavras rápidas, mas extremamente ligadas ao que sinto hoje aqui em Paris. Escuto Erykah Badu sem parar: 




Me segue no Snapchat anagarmendia68

Bisous
Que 2016 seja melhor e lindo e nos traga cada vez mais amor em tudo. 
#VIVAAVIDA

Sobre quando a moda e os blogs puíram...




Tenho escrito tanto no meu face e postado no meu Instagram que o blog ficou de lado. A pergunta é? Os blogs morreram ou morreram nossas inspirações em postar como fazíamos antigamente? Continuo ligada em moda, gente, ruas, tendências, posso dizer que sei de todas as exposições que acontecem e do roda e agita que acontece no mundo das grandes marcas. Sei que o povo quase se matou ontem para comprar as peças da Balmain na H & M e sei porque Marc Jacobs saiu da LV ( assunto velho, mas a versão original e não publicável, guardo comigo), mas não consigo escrever aqui. É como se um fosse um campo minado. É como se tudo tivesse explodido e se eu postar serei bombardeada à morte. Sensação bizarra. Continuo com ele pulsando vez ou outra e penso em projetos. Pedi parceiros e recebi os posts de uma querida, a Juliana. Ela me ajudou com suas reflexões. O post dela está aqui .




Continuando...

O que me incomodou nesse processo todo e acho que muita gente está nessa vibe foi a farsa das postagens. As entregas de produtos. A defenestração da dignidade de escrever uma opinião própria, sem amarras, com o coração, o talento e a vontade de oferecer algo bom a quem lê. O enganar o leitor, o dizer que você ama algo, mas está sendo pago por isso é deplorável. Tudo seria diferente, se fosse anunciado que é publipost, mas não, as postagens viraram uma febre e o mercado se atirou em cima desses blogs que nada sabiam de moda e sim pertenciam a gente que precisava ganhar dinheiro e usou o mecanismo para isso. Falsos perfis foram montados. Milhões de seguidores da noite por dia. A invasão de Paris. O apoderamento da cidade por gente que, juro, não conhece nada além do triângulo Costes, L'Avenue e Flore. Os desfiles tomados por especialistas que não sabem como se escreve Sidney Toledano 
(PDG da Dior) e tampouco que Yves Carcelle saiu da presidência da Louis Vuitton para morrer de câncer e não por uma suposta falta de competência dele em manobrar as peripécias sexuais do astro Marc Jacobs. 
Ok, que existe o mercado para mostrar as modas, as roupas e as it-girls são perfeitas para isso, mas o caldo se misturou. Era para elas serem modelos e não especialistas em moda. Era para ter lugar para todo mundo. E era para o povo não misturar religião com moda. Influências que se atravessaram. Interesses. Tudo puiu. 

 Todo esse fenômeno, essa ética para quem é jornalista de diploma e carteira internacional é quase um crime. Uma das minhas prioridades sempre foi a de não dar "lixo" ao meu leitor, mesmo que hoje eu tenha inaugurado uma coluna nova no jornal Bem Paraná e tenha escrito esse texto: 
"O jornalismo impresso é uma cachaça". Sempre gostei de pensar que meu trabalho poderia girar muitas vezes e em muitas mãos quando trabalhasse num jornal papel. Essa paixão, mantive quase toda minha carreira, mas desde o final de 2014 estava fora do impresso. Minhas colunas já não passavam mais das mãos do jornaleiro ao porteiro que entregava para a governanta dar à madame, que o lia no café da manhã na cama. Tampouco para o político passar os olhos, durante o trajeto guiado pelo motorista entre a casa e o serviço público para depois de alguns dias, ou até no mesmo, enrolar um peixe, abraçar umas flores ou ganhar um belo xixi de cachorro na área de serviço do apartamento. Sempre amei essa ideia. Do luxo do pensar ao lixo do xixi. Agora estou de volta ao papel. Todas às sextas-feiras no Bem Paraná. Obrigada Josianne Ritz por abraçar essa ideia comigo e me receber com tanto carinho e respeito. Vamos decolar!"

Fiz um jogo com as palavras e gosto mesmo do fim que é dado ao papel jornal. Ele se recicla. É orgânico e nossas ideias vão junto para o infinito. O fim rápido de um registro. O factual. Palavras que se dissolvem na chuva. É isso gente. A ideia é reunir meus textos publicados no Face e algumas fotos e postar no blog. Espero que os blogs estejam apenas agonizando momentos de pneumonia e que tenham volta à vida normal. Também não tenho vontade de dar notícias que milhares de pessoas dão ao mesmo tempo e tampouco de fazer de minha vida pessoal um palco. Gosto da minha privacidade. Gosto de reservar o meu pensar, gosto de publicar minhas fotos.

Para me ler por aí, estou no Terapia do Luxo , no Donna, no Bem Paraná, no Face Ana Clara Garmendia e em colaborações nacionais especiais com a revista Elle. 




Continuo fotografando para meus arquivos e colunas e para meu insta no dia-a-dia de Paris.

Minha música?
 Amando o novo single da Lou Doillon



Bisous
A+



Camila Coelho à Paris...PFW...


Eu dei, mais uma vez, uma parada de postar, mas agora não posso perder de entrar ao vivo aqui de Paris. Tenho feito muitas coisas. Insta, Face, frilas, o blog acabou entrando em modo avião. Acho que os blogs deram lugar às outras redes sociais, mas isso não quer dizer que eu não tenha algo em mente para esse espaço aqui. Tenho sim. Enquanto isso, aproveito para postar uma das muitas fotos que fiz com a Camila Coelho aqui em Paris. Tive o prazer de passar três dias trabalhando nesse projeto que, para mim, é mais um desafio. Fazer fotos me interessam quando o assunto é a valorização do humano. A roupa entra em segundo plano. Fotos de personagens ( como é o caso da linda e valorosa Camila) fazem meu coração inflar e meu trabalho entrar na rota que eu tanto amo. Divido aqui com vocês uma parte desse amor pela foto e pela arte, coisa que a Camila também tem e por isso o resultado vai além do previsto. Bem além do look du jour. Voilà. 
Bisous
A+

Amy, Tale of Tales, Donna, Luxo...







Loiras e de preto. Essa foi a invasão quase massiva da semana de couture Paris. Tem muito mais textos nas minhas colunas publicadas em outros sites. Seguem os links e os títulos. 






O LUXO NÃO MORA AQUI





POR QUE O PRETO É A COR DO VERÃO PARISIENSE



Minhas dicas...




AMY FOREVER...


A história da foto está no texto O luxo não mora aqui, lá em cima, mas eu não posso deixar de acrescentar algumas coisas. Esse foi um cruzamento casual. Ela não é modelo. Ela é uma fã de Amy que anda assim pela rua para viver e, coincidentemente, passou por mim no momento onde havia um cartaz do filme atrás. Eu amei isso. Não posso explicar como. Conheci Amy num sebo em Amsterdã. Não me lembro mais se o disco era o Frank ou o Back to Black, mas sei bem que me apaixonei primeiro pela imagem da capa e, depois pela voz, pelas músicas. Isso aconteceu antes que ela virasse um fenômeno mundial. Acompanhei toda sua carreira, dei o disco para um amigo com o qual eu dividi algumas sessões de terapia e música e agora vendo jovens inspiradas em seu look, anos após sua morte, posso compreender ainda melhor a força de seu personagem e como ela entra para a galeria das grandes artistas que o século 21 projetou. 

É isso. Ouvir e falar de Amy me faz chorar. De emoção e de prazer e também quero dizer que tenho um projeto novo aqui para o blog. Você gosta de escrever? De música, moda, arte, fotografia? Manda mensagem para mim e vem colaborar no blog! Vamos fazer desse espaço um lugar para todos?
Posta aqui seu contato e sua intenção e eu dou retorno, ok? 





Quer me acompanhar diariamente?
Facebook Ana Clara Garmendia
Instagram @anagarmendia

Bisous
A+


A excêntrica Couture de Paris...

Paris vira uma festa de carnaval em semana de alta-costura e alto verão. Não tem quem segure a onda no vestir e tampouco no olhar ou no se comportar. São apenas quatro dias de desfiles e a cidade fica lotada de excêntricos fashionistas que apontam para onde a moda vai nos próximos meses.
E ela vai ser divertida, colorida, mas vai ser também radical, clássica e agressiva. Tudo junto no mesmo batidão. Um mix de filme sexy com uma história de vampiros. Homens de couro e mulheres de paêtes. Intelectualidade com liberdade X fúteis com autoridade. E o melhor de tudo isso? Todos podem conviver numa boa.
As modas se cruzam, conversam e mantém seus guetos intactos. Quem não entender que, para ficar ou estar na moda vai precisar estar sinceramente dentro de um desses espaços, despencará no desuso. Você estará mortinho. Fora do jogo. Quer entender essa vivacidade toda? Olha as fotos.
E pense em tudo com graça e sem pretensão. Se ficar pretensioso sai fora e pula duas casas para trás ou seja, ostracismo. Entenda que mesmo para ser cafona, você tem que saber ser. Se não, entra mesmo na categoria escolas de samba que não é o caso da alta-costura Paris. Um luxo exagerado, mas apurado. Complexo, mas verdadeiro. Bisous. Semana que vem não tem Fashion Week, mas ainda tem Paris por aqui. #ficacomigo #diretodeparis @anagarmendia
Erotismo efeito drácula
0907
Ela parece um personagem vindo de um filme sobre Drácula. Vai ser moda o estilo branca, cabelos avermelhados e óculos arredondados. Assista e se inspire. Vou colocar um clipe no final do post para você se inspirar melhor…
Madame Shangai
0907a
Coque alto, mechas coloridas e muito brilho. O paetê se mescla com a pele. O corpo aparece. A dama delira.
Ponto e contraponto
0907b
Ele é Peter Marino, um dos grandes nomes da arquitetura de lojas de luxo no mundo. Faz o design das principais boutiques Chanel e Dior da França e fora daqui também. Marino não abre mão do look total couro. É adorável como personagem. Ela flutua por ali com códigos de fashionista e percebe a força da união entre aparentar e ser.
Mulher gato 2015…
0907d
Botas de vinil… O material continua em alta em 2015/2016 e vai arrasar em cuissardes ( botas que cobrem as coxas) ou em modelos de cano curto. Vale azul, vermelho, rosa, verde. Prepara sua dose de ousadia..

Um filme para te inspirar? 




Bisous!!!!!!!

Sobre o luxo e seus novos rumos...


Falando sobre o luxo lá no site Terapia do luxo. Passa e confere minhas conclusões sobre as novas sacadas desse universo. Link aqui




Tem também coluna sobre o vermelho na revista Top View impressa, mas vocês podem ler na internet através do PDF. Estou na página, confere aqui. 


Onde mais? No Donna. A coluna mais recente foi sobre a peça mais usada no inverno passado parisiense. Passa lá? Aqui. 

E todos os dias no meu Instagram: @anagarmendia. Mando fotos e notas direto de Paris ou de onde eu esteja. Fica por aqui e por lá?
Bisous
A+

Quer me ler mais? Te passo os endereços: Top View...


Não tenho sido uma boa blogueira, aliás nunca fui, sou uma jornalista e fotógrafa independente de moda e vida que tem um site...Mas tenho feito colunas e publicações semanais em outros veículos. A de ontem está no site da revista Top View, lugar ao qual eu orgulhosamente volto depois de quase nove anos afastada. Tão bom ser recebida de braços abertos por um veículo que me acompanhou desde minha chegada aqui em Paris. Eu agradeço. Eu amo voltar para onde tive e tenho sucesso com profissionais e leitores maravilhosos. Quer saber mais por que o preto é sempre infalível? E também que as barbas estão entrando em desuso? Acessa TOP VIEW e lê.
A partir de agora, irei colocar aqui meus posts para quem não sabe por onde ando. 
Bisous
A+




Renascendo...


Passando aqui para dizer que não abandonei meu blog, meu site, meu amor pela foto, pelos textos e pela vida. Ando curtindo minha vida como europeia em Paris. Renasci aqui mais uma vez e aproveito para me remontar. É um tempo necessário. Quero escrever novos textos. Talvez totalmente desconexos com a moda, que tal? Vou começar a exercitar essas ideias que passam como fragmentos pela minha cabeça, mas que constituem histórias de uma vida, da minha e de outras que convivo e aprendo. Quem quer continuar comigo pode acessar o site da Top View onde publico semanalmente e também no Donna e ainda uma vez por mês no Terapia do Luxo , além das minhas colaborações sazonais com a Vogue Brasil. 
No Insta você pode me acompanhar diariamente @anagarmendia. No Snapchat eu começo também a me infiltrar como Ana Clara Garmendia.

Voilà
Fica por perto que logo logo vou soltar umas histórias picantes.

No som?

Chopin! Os clássicos para dar intensidade!


https://www.youtube.com/watch?v=9E6b3swbnWg





Paris Fashion Week AW/15. Street Style...



  No desfile que passa ao lado das passarelas, as influências de divergem. Anos 70 são os mais fortes, mas temos uma atualidade em tudo isso. Alguns looks são simples, mas carregados de beleza e informação. A praticidade é grande vitoriosa em meio a composições extremamente raras. Esse post faz esse contraponto. Maneiras diferentes de vestir que aportam a uma mulher que faz o que ela bem entende, mesmo respeitando os códigos de nossa época. Anota o cinza, o dourado, as peles falsas e os cabelos em liberdade, sejam curtos, puxados ou mesmo super longos. 



As unhas são longas. Pontudas, vermelhas. Paixão. As saias longas justas lisas ou estampadas com fendas ou 70's podem substituir as skinnys, mas não as afastam da nossa possibilidade. Os acessórios são grandes. Voltam as bolsas. Os 'sacs de ville' onde carregamos tudo que precisamos durante o dia. 




Quando é hora de dar pinta, ok, você usa as pequenas, as clutchs e encha as suas mãos de anéis, pulseiras de prata em forma de corrente. Azul? A grande paixão fashionista do momento. Não a deixa passar...




Um som? Seu Jorge. Amo e toca enquanto eu escrevo. 



Bisous
Bora viver 
A+



PFW/AW15/16 O look do dia e o mico do dia. Streetstyle by me.. Veronika Heilbrunner, Dries Van Noten..

 Existe uma moda histórica por detrás de tudo e é esse o foco de algumas fashionistas realmente amantes do vestir. Saber a utilidade dessas roupas e quem vai usá-las é o desafio da temporada. Bem, quer saber a predominância? Os shapes largos.  Calças que arrastam no chão, casacos longos ou amarrados, como nas roupas dos lutadores de artes marciais ou como no da foto. É 70 na cabeça. Total. Mais uma vez. Mas as calças têm uma parte acinturada e é aí que o bicho pega...Ainda penso em como usar as minhas, mas não consigo dissociá-las do salto alto. Tenho que estudar. Os looks anos 70 são bem complicados de por em prática, apesar de serem inesgotáveis fontes de criação para os estilistas. É a moda fácil de criar para ser amada pela mídia e crítica, mas nem tão fácil assim no modos operandi. 




Numa versão hippie 70, com pegada 80 nas calças e botas, Veronika Heilbrunner se diverte com o mico que se tornou ser fotografada pela trupe de paparazzi. Eles surgem de todos os lados e estão sempre enlouquecidos por tudo que se mexe. Sim, informo, com tristeza: o street-style era uma paixão e uma arte de captar boas imagens de pessoas bem vestidas e agora virou uma selvageria sem fim. #naoseiparaondeir... Só que não. Eu continuarei do meu jeito a captar minhas imagens. Sempre tem um jeito... Encontrarei. Fica ligado tá? No meio dessa galera que vive o clima de ou mata ou morre, não fico. Prefiro viver. Com eles por perto tenho vontade de chorar e chamar a polícia. Não entendo o desespero. Não tem grana para quem trabalha assim. A foto pensada e trabalhada como arte sempre ganhará espaço frente a essas automáticas. É o fast-street e não mais o snap-shot do street-style. 
Sobre as tendências, elas estão por tudo, além do mais para quem mora em Paris. Amanhã tem mais. 
Bisous
A+

Por que as mulheres mais maduras viraram moda?


As campanhas com modelos de idade avançada são o assunto desse começo de ano. O que é uma grande jogada de todas as marcas sincronizarem nessa ideia. Mulheres maduras não tem medo de errar. Já aprenderam. Estilo é uma escolha. Chocar pode ser muito divertido. A uma certa altura da vida, ser normal pode representar ficar no esconderijo que a idade forçosamente vai nos colocar ( eu, você, as musas, as outras, as não musas, enfim, todas). Ninguém presta atenção aos mais velhos. Ouço muito isso de pessoas que já tem mais idade. E tenho que concordar. Só que o que o povo não sabe ( não saber não é a palavra. Melhor dizer: não processa por que não pensa e pensar custa tanto, não?) é que esses mais maduros já foram jovens e, muitos deles, têm histórias incríveis para contar e ideias fantásticas de como se vestir bem. Viveram décadas a mais que nós. Rodaram as saias nos anos 50, vestiram as batas transparentes indianas nos anos 70, extrapolaram com as minissaias e botas nos 60 e brilharam nas pistas de danças dos anos 80 com muitas ombreiras, plumas e paetês! Quer mais? Essas mulheres têm dinheiro para comprar várias bolsas e ainda tem um estoque incrível no acervo delas herdados das avós, das tataravós, das sogras, primas e até amigas que já partiram. Quer mais ainda? Elas somos nós amanhã. E tomara que tenhamos a classe e a sensatez para nos permitirmos o ir além, porque o fim é certo para todos e que ele venha lentamente e com muita alegria e moda para inventar e contar. 
Gros bisous
A+



Clogs, por que eles vão voltar e vamos usar....Lily Allen, Chanel 2010...


Lembro do primeiro clog que tive na vida. Ele não era exatamente como os que vejo nas ruas de Paris, mas tinha o mesmo princípio: salto de madeira, formato de tamancos e parte da frente de couro. Isso era na década de 80 e usávamos muito no verão com vestidos soltinhos. Eu adorava a sensação de calçá-los para  ir a festinhas, lanches, reuniões com as amigas. Hoje, ao ver a moda trazendo de volta um acessório controverso ( muita gente detesta) tenho uma grande e declarada simpatia por ele. Apesar de não ser saudosista, não tenho como não olhar para trás para entender seus processos. Sem história, não existiriam os modismos. Acredito que hoje seja mais complicado o clog pegar valendo pelas ruas. Impossível vivermos, sem carros, com eles nos pés. Não importa. Deixo de lado meu discurso de moda funcional e confesso: são lindos de ver numa cena casual como essa. Fica aqui o meu amor por eles. E a minha dica de que estão de volta. A última vez que fizeram sucesso? Na coleção da Chanel que tinha o celeiro e a Lily Allen cantou ao vivo, quem lembra?  Foi em 2010 e os clogs acabaram não pegando muito não. Não são práticos, mas são lindos. 

Fica aqui o vídeo para gente lembrar. Foi um momento lindo da grife. Um desfile inesquecível:





Bisous
A+

Por que eu acredito no vintage...


Durante esse inverno parisiense cheguei a passar dias repetindo o mesmo look por falta de opções no vestir. Andei de loja em loja para comprar algo que gostasse, mas na verdade, não achei nada que me enchesse os olhos. Minha vida tem sido de idas e vindas nos últimos nove anos, mas depois de 2014, resolvi ficar definitivamente na Europa, o que me fez não ter muita noção na hora que arrumei as malas para vir para Paris, em setembro do ano passado. O resultado foi um closet escasso de roupas de frio e uma imensa vontade de resgatar peças que tenho, mas que fica complicado trazer pelo correio. Motivos óbvios. Enviar roupas é uma incerta. Podem chegar ou não. Aliás, eu não entendo qual o motivo de ser tão complicado, mas é. Custa uma fortuna e já aconteceu de eu ter roupas e outros objetos extraviados. Então tive que entrar no "mode avion". Economizei misturas, esqueci os saltos, os casacos com estampas e eliminei as cores. Tenho me vestido basicamente de cinza, jeans e preto, mas confesso que sinto falta de um toque diferente. Não precisa ser nada espalhafatoso, nada muito colorido, mas algo que me faça sentir um pouco menos sem graça. E é aí que entra a vontade de vintage. Quando lembro de peças, roupas ou acessórios que funcionaram uma época, tenho vontade de resgatá-los no tempo e voltar a usar. Exemplos? Um casaco verde militar com capuz que vejo em cada canto de Paris (esqueci em Curitiba) e que, em Berlim ( onde passei alguns dias em janeiro), é uma peça conhecida como 'berlinense'. Lá eles usam tanto que existem os modelos de verão, sem as peles e revestimentos pesados e os cheios de revestimentos para proteger no frio que não é pouco.  Segundo: os casacos de pele. Volto a defendê-los. Os de época, que já existem, que você herdou, que não vão deteriorar o planeta com os terríveis tratamentos químicos que as roupas em geral sofrem hoje. Uma amiga trouxe o meu, herdado da minha tia, para Paris. Hoje, com temperaturas negativas, vou sair com ele. Misturado com tênis e jeans e ainda uma toca simples de lã, crio um novo estilo vintage, sem gastar e sem perder a graça que sinto tanta falta. O bom do vintage é poder ir bem além do que um casaco. Podemos nos inspirar em penteados, comprar óculos como o da foto ou os lindos brincos... Tudo ganha uma vida nova com um toque do passado num presente tão massacrado por fórmulas e com preços abusivos. É isso. Qual o seu tema preferido para vestir? Tem alguma fantasia? Amanhã vou abordar esse tema na minha coluna do Donna. Passa por aqui que darei o link de lá.
Vou para rua viver...

Som???

Vou descobrindo dia a dia coisas novas e outras nem tanto. O espírito de me lançar em frente é que me move. O lema é: a cada dia ter algo novo, seja uma ideia de som, livro, roupa, viagem e muitas ideias de como levar a vida numa boa. É a minha vibe:








Bisous
A+


Em defesa de Uma Thurman...


Fiz esse portrait snap-shot da Uma Thurman ano passado aqui em Paris, ou mesmo, ano retrasado. Ela chegava ao desfile da Versace Couture. Era fim do dia. Luz natural. Eu fazia a cobertura para a Vogue Brasil. Eram minhas fotos habituais. Percebi a presença das vivências e do tempo nas feições de Uma, mas isso não me deixou apavorada. Pensei em como ela continuava bela, mesmo com algumas marcas naturais que todos temos com a passagem dos anos. Disfarçar, muitas vezes, é ressaltar o tempo. Isso eu já percebi e faz tempo. Ontem, Uma foi assunto nas mídias. Foi julgada fortemente ao aparecer transformada em um evento, em Nova York. A imprensa e os críticos de tudo levaram a mudança visual, provocada por uma cirurgia de pálpebras e a aplicação de Botox ( sem esquecer que o Botox dura de 3 a 6 meses. Não é um procedimento irreversível) como algo terrível. Terrível, por quê? Certo que ela sempre foi e continuava linda, mas ela tem o direito de fazer o que quiser com seu rosto, seu corpo, sua vida. A liberdade é um exercício pleno. Uma não ofende ninguém e nem maltrata a humanidade ao corrigir erros que, para ela, podem ser insuportáveis. Quem sabe, as bolsas dos olhos a tiraram a vontade de se olhar no espelho? Quem sabe a retiraram de um papel ao qual sempre sonhou por estar um pouco além da idade? Ninguém sabe o que nós mulheres sofremos por sermos mulheres. Não falo nem de idade, pois esse é um assunto mais forte nos Estados Unidos e na América Latina, onde apenas os jovens são tratados como sexys, belos e em condições de viver a vida plenamente.  Falo em sermos, desde sempre, relegadas a função objeto. Quando se elogia alguém fala-se da beleza física, nunca na inteligência. Privilegia-se a aparência ao conhecimento. Desfaz-se de pessoas que já tem mais idade. Por sorte, o momento resgata um pouco o respeito a beleza madura, mas não acredito que essa moda vai durar. O efêmero vende mais que a permanência e o mercado precisa sempre de algo novo, mesma que seja velho, como é o caso das inúmeras novas Brigittes, Giseles, Kates...Enfim, finalizando a Uma. Deixem-as em paz. Elas sabem o que fazem. Ganham para isso. Precisava? Não gosta? Não faça você. Você tem a liberdade a seu favor. 

Bisous
A+

A simplicidade mora ao lado...Baryshnikov and Lil Buck...

Sei que eu deveria estar falando de looks de Carnaval, mas em Paris não existe Carnaval, então eu deveria falar do que quero e intuo. A intuição do dia? Um look simples, mas não sem graça que não mostre o seu interesse por você mesma. Uma sandália prata que vai no inverno e no verão. Eu amo sandálias com meias e, se bem pensadas, essas da foto podem ficar boas com...Depende de como usa. Tudo depende do uso. Quase tudo. O bom da moda é que ela é tão delinquente que a gente faz o que quer com ela, até transformá-la em algo que não se entende. É isso. Não entende bem. Diz que é moda. Fica fácil acreditar no que você não sabe ao certo. Mas saiba: você usa= os outros também vão usar. Não tem mistério e nem matemática. A simplicidade habita ao lado mesmo. E ela está na moda.


SOM?????






A melhor campanha dos últimos tempos é essa...

Claro que ter mais idade está no alvo da moda. Quem tem dinheiro e maturidade para consumir bem merece um destaque. A realidade merece destaque. O simples merece destaque...Obrigada Luciene Vieira por postar no meu face o texto sobre o assunto com esse vídeo. Respira fundo e absorve...Vale a pena ver o grande bailarino Mikail Baryshnikov ao lado de Lil Buck...  Play e vê! 







Bisous
A+

Saias para amar e usar em 2015...




Andei meio de mal com a moda nos últimos meses. Difícil assumir, mas tudo bem, de repente aquilo que é sua grande paixão, simplesmente passa. O amor tem começo, meio e fim. Como nos filmes, nas músicas, nos livros. Tudo me pareceu tão fútil e primário na moda 2014 que realmente esgotei minhas possibilidades de amá-la. Por isso a deixei dormir para vê-la acordar em mim no momento que ela decidisse se manifestar. E o momento chegou nesse começo de ano quando fui às ruas com minha câmera ver o street-style da couture Paris. Fiz questão de não ir aos desfiles. Nem sequer pedi um convite. Era um desafio para mim voltar a me interessar. E me interessei fortemente pelas saias que vi. Senti uma necessidade incrível de voltar a elas. A usá-las. E me interessei em saber por que me desinteressei. Descobri finalmente. Falta a espontaneidade. Tudo virou um grande catálogo de marcas e isso faz a moda ficar feia, mas por sorte, tem vida nela. Tem quem resgate estilos. Tem as saias em suas mais diversas formas. Da mini à maxi. Vou por essa linha para voltar a te amar moda minha querida...


E vou te exercitar. Vou sair e te copiar. Vou achar uma saia igual a essa e fazer esse look. Para voltar às origens do meu trabalho. Vou para rua buscar inspirações reais para os looks de 2015.  




Sempre uma grande fonte de inspiração:




Bisous
A+


Onde você me lê? 
No caderno Donna da Zero Hora todas às sextas. Link aqui.

Couture street Paris...Vogue Brasil...Pretty woman...










Pretty Woman is back. Quem lembra de Julia Roberts no filme de 1990 onde ela contracena com Richard Gere? Bem, entre o estilo das  garotas de rua interpretado pela atriz norte-americana e o das musas do street style de Paris, como Ece Sukan ( na foto) não existe muita diferença, apenas 25 anos de distância, você gosta? Se anima? Tem coragem de encarar? Eu não. Ela pode porque é da moda. Tem mais fotos street couture Paris na minha galeria exclusiva para a Vogue Brasil. Entra lá pelo link aqui:


Uma música? Escuto agora sem parar...




Bisous
Paris 2015

Couture Paris hiver 2015...Dior...Chiara Ferragni ...


Começou com beleza a primeira semana de Couture do ano de 2015. Chiara Ferragni surprende na Dior. Para constar que hoje as frequentadoras de desfiles são separadas em cotas. São bloggers escolhidas a dedo, vestidas com as roupas da marca. Para constar também que, quem vai ao desfile da Dior não vai ao da Chanel. É uma exigência das maisons ao patrocinarem algumas personalidades ( informação dada por uma blogueira de peso que está nesse time de exclusivas). Enfim, tudo se resume a um grande balcão de negócios,  firmado antes em almoços, reuniões com agentes e cachês não sei, mas acredito que algumas recebam e muitas queiram mesmo aparecer e depois vender outros produtos em seus sites e blogues. No caso da Chiara, ela tem a marca dela. No de muitas outras, vendem de pacotes de viagens a kits de clareamentos para os dentes. Um mercado fantástico para alguns e duvidoso para outros. É o anti-jornalismo de moda. Nada tem a ver com quem fala sobre roupas, shapes, criações, que fique claro. É jabá puro.

 Depois de fechado quem vai onde, elas se preparam como stars e aparecem para viver esse momento quando algo em torno de 200 fotógrafos ( a maioria mal-educados, diga-se de passagem) se batem para scanear as moças e vender as fotos. Fora as bloggers que são as responsáveis pela pulverização gratuita e instantânea das imagens da marca pelo mundo inteiro ( o que aguça o desejo de milhões de seguidoras em querer ter essa beleza, essa roupa, essa realidade tão frívola, mas ao mesmo tempo complexa. Um paradoxo que não se desvenda em apenas uma simples postagem. Que conste também), temos as editoras das revistas, os consumidores, os produtores e alguns stylishs realmente importantes. São eles que garantem editoriais e celebridades maiores nos tapetes vermelhos com as roupas da couture. É assim que o tal circo está estruturado. Um pouco sem romance. Zero poesia? Não. Onde existe vida temos a possibilidade de vermos expressões que nos façam amar a moda. E é por esse caminho restrito e doce que vou. Amei o look da Chiara. O costume seco perfeito no corpo e o detalhe da voilette. Primeira tendência forte: um classicismo sedutor, mas sem muitos fru-frus. Amo isso. E também a cor de cabelo da Chiara. 



Os 70's nunca morrem...

Achou que podia guardar o casaco King-kong no fundo do armário? Não. Ele não dá trégua. Faz frio e vai muito bem com o vestido Folk que volta pela milionésima vez em versão bem original. Eu já tenho o meu. Sempre funciona. Não esquecer: maquiagem fraca e sem brincos. Eles estão em baixa por aqui. Acredite. 




E para contrabalançar, um pouco de aristocracia...



A França não existe sem os bordados. A broderie française é uma das maiores tradições que as grandes maisons fazem questão de manter. Para usar com categoria? Um budget enorme. Só vale se você tiver os originais. A coleção passada de Raf Simons para a Dior trazia peças inspiradas na idade média, mas bem adaptadas para aos nossos tempos. Eu, particularmente, acredito em dois caminhos que podem salvar a moda: a história e o vanguardismo.

Na história corre-se o erro de fazer fantasias. No vanguardismo, cria-se novas necessidades. E sempre as teremos.
Bem, a semana de moda continua até amanhã ( quinta, mas os grandes desfiles até quarta).
Vou acompanhar e publicar apenas o street a minha maneira aqui, no meu insta @anagarmendia e também preparo uma galeria especial para a Vogue Brasil.


Uma influência feminina...




Bisous
A+


Oui, je suis Charlie... Charlie Hebdo...






Lembro bem a primeira vez que fui morta por ser jornalista. Final dos anos 90 e eu, recém-formada, tinha o sangue quente e a cabeça fervendo de ideias, características que ainda tenho até hoje em relação ao trato da minha profissão. Volto logo para essa morte, antes preciso explicar uns detalhes. 
Vamos lá: sou uma jornalista por acaso. Seu for acreditar em destino: ele me escolheu. Quando saí de casa, da pequena Bagé no Pampa Gaúcho, aos 17 anos, para estudar em uma grande cidade, ouvi meu pai dizer: "jornalismo é furada". Naquela época, era um sonho ir morar sozinha e não importava a faculdade que eu fizesse. O que valia era a independência da cidade que nasci e não da minha família, que me criou livre. Em casa, não conheci a palavra repressão. Tudo era permitido, desde que não feríssemos aos outros e a nós mesmos.  Assim entrei no curso de Comunicação Social, opção Relações Públicas com a aprovação e respeito dos meus pais e quando fui convencida pela turma que eu passava minhas noites fazendo festas e trocando ideias a mudar para o Jornalismo, recebi o sim absoluto da família. Eu tinha a certeza que eu iria adentrar a uma profissão que, se levada à risca na ética e no tradicionalismo, é sacerdócio,  mesmo assim, fui. Sem medo. "Você não tem nada a ver com Relações Públicas. Vem pro jornalismo" diziam meus amigos, uns nove poetas, fotógrafos, sonhadores aos quais eu vivia grudada e os ouvia como se fossem deuses. A palavra deles tinha um sentido incrível e hoje sei que muito da não vasta cultura literária que tenho me foi introduzida por eles. De Gabriel Garcia Marques a Bukowski. Depois me soltei e achei meus escritores favoritos, mas aquela turma da faculdade mudou meu futuro. 
Voltei.
 Dentre os meus inúmeros assassinatos: ao me tornar jornalista, comecei a ser fuzilada. Fui morta ao perguntar a um bispo porque a igreja católica condenava o uso da camisinha,  embora eles tivessem inúmeros casos de HIV dentro das congregações. Fui assassinada por usar salto alto na redação e ter a humildade de deixar claro que eu precisava da ajuda dos meus colegas para desenvolver uma matéria sobre saúde e depois fui assassinada mais umas quatro ou cinco vezes por simplesmente discordar com o assédio de um chefe ou até mesmo por não direcionar a pauta como a pauteira do jornal queria. Sempre acreditei que o leitor merecia a verdade. Nunca o lixo dos interesses desse ou daquele grupo, por isso acabei me deixando outras vezes ser brutalmente assassinada. Me mataram recentemente para limpar a sujeira de uma administração vaidosa que, no afã de desenvolver uma rede de revistas, acabou dizimando mais outros 50 jornalistas. Me mataram por eu não ser ambiciosa ao ponto de mentir ter dons que não tenho. E seguem me matando por eu ser uma profissional que antes de ver os cifrões, não vende a alma para o diabo. Mas o mais impressionante é que quanto mais eu morro, mais eu nasço. O jornalista nasce para morrer mil vezes e renascer na resistência. Por isso JE SUIS CHARLIE baby e nada vai me matar a ponto de que eu não posso me levantar e continuar.   Europa, 
Texto escrito no trajeto entre Berlim e Paris. 
Imagem da capa da edição do jornal Charlie Hebdo lançado ontem aqui em Paris.


Paris em choque...Charlie Hebdo...


Hoje de manhã quando saí para correr achei Paris diferente. Juro. Não foi uma sensação normal de ver a bruma do inverno a minha frente. Realmente a cidade estava mais quieta do que de hábito. Como se pressentisse o que iria acontecer mais tarde. Um massacre da mídia. Um ataque direto à liberdade de expressão. Uma barbárie cometida contra profissionais de uma pequena redação situada no 11eme arrondissement. O ataque terrorista dessa manhã não foi um acaso como as brumas que chegam e vão. Foi preparado para ser hoje, com ou sem elas. Minha sensação ( de sentir a cidade diferente) foi, talvez embalada pela beleza da paisagem, mas o que vivemos não tem nada de poético ou belo. Fuzilar 12 jornalistas que trabalham para divertir os outros com a paixão das sátiras é, no mínimo, um ato de ignorância, mas não é apenas isso. O Charlie Hebdo brincava com as situações do mundo, com os conflitos religiosos, numa ânsia incontida de deixá-los mais leves. De divertir um pouco algo que é um ato de loucura. Matar em nome de uma crença religiosa é algo que deveria não existir mais na nossa sociedade contemporânea. Tem mais textos meus na revista Glamour aqui

Alguns trechos postados no meu Facebook, enquanto as notícias iam chegando: 




Paris está em alerta máximo de segurança. Não devemos sair de casa. Evitar metrôs e lugares simbólicos. Infelizmente a ignorância e a barbárie do fanatismo religioso não tem fim. Por isso, só creio nos que amam a vida e respeitam os outros. Sem Deus, sem Maomé, sem profetas. Sem igrejas, templos, terços, rezas, livros, sem nada que puna o homem pelo fato de pensar e ser livre. Não sou Cristã e não adianta me olhar torto. Tenho o direito de ser ateia.

Desde sempre querem calar a imprensa. Nos intimidar. Fica o recado: podem nos matar, mas acabar com a liberdade de imprensa, não vão conseguir. Covardes. Chantagistas. Assassinos. Morrem talentosos artistas que apenas traziam alegria, um ventilo em meio a uma imprensa tão vendida e abarrotada de intrusos, sedentos por se aproveitar dos pseudo-privilégios que nós, profissionais, aparentemente, temos. Morrem resistentes sonhadores. Ficamos nós. Os que amam uma boa pauta. Um bom desafio. O jornalismo criativo. O jornalismo independente. O verdadeiro exercício de se expressar e entregar a notícia sem nenhuma amarra, apenas com amor e humor e a verdade. Na verdade, morremos todos hoje, mas amanhã estaremos em pé. E a liberdade, custe o que custar, vai continuar a existir.  ‪#‎jesuischarlie‬‪#‎charliehebdo‬


Bisous
Bonne nuit 
Paris je t'aime.


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