Haute Couture Paris + Street style




Semana de Haute Couture encerrada e eu com minhas galerias publicadas no site da Vogue Brasil. Confere tudo que pude captar em três dias de muita umidade (fotos sem sol e com chuva quase todo o tempo) e novos moods para gente amar e tentar refazer nossos looks. Essa onda de cores é surpreendente para um inverno parisiense. Não tem como não cair de amores!



Preste atenção...




A bolsa de Paula Cademartori é a #1 da minha lista de desejos. E um casaco assim também!



Os curtos continuam com intensidade forte.



As pérolas da Chanel  já estão nas ruas, antes de estarem na lojas. Privilégio de clientes especiais.




Elie Saab






Não sou alucinada por vestidos de festa, mas os de Elie Saab fazem as mulheres sonhar. Então, para mim, já são uma boa eles existirem. A coleção verão tem essa pegada anos '60. Mais uma vez, os modelos de vestido lembram o figurino de Mia Farrow, em Rosemary's Baby (O Bebê de Rosemary). Voltam à moda! 



O que eu mais curti na coleção do Saab foi esse toque de cores e essa estampa incrivelmente bordada.





E também...





O contraponto de peças sem bordado. Uma coleção hi-low. 



Para fechar... Dior




Na quarta-feira, a Dior convidou para vermos os Pré-fall/2014, e lá fui eu ver de perto as peças que Raf Simons traz para o ano que vem. De cara, na chegada, me apaixono pelo casaco dois em um (tendência absoluta, anote). O trabalho de Simons é de uma pureza e beleza que não tem nada que eu não tenha gostado. 


Tem de tudo um pouco nesta coleção, o que acho ser uma tendência das maisons. Fazem roupas para os diferentes tipos de cliente que consomem a marca. Na coleção passada, Simons já dividiu a coleção em continentes.


A bolsa com arte é claro que é minha paixão. Parece que a campanha nova vem com ela.


Registro forte para o trabalho com Astrakan: a pele da hora está em casacos e bolsas e até bijus. Para quem não conhece, ela vem do carneiro. É extraída quando ainda são bebês, até mesmo antes de terem nascido... Claro que é odiada pelos ativistas. Dior faz e também trabalha com pele de pônei, entre outras. É tradição da casa o trabalho com coloração de peles. Isso desde os anos '60. 



Ao som do Muse (viciada!), é isso!


Bisous, 
A+

Haute Couture - Paris 2014 + Street style

Essa temporada de Couture tem um nome para mim: revolution. 


Dior


Quando todo mundo acha que vai ver apenas vestidos de festa no red carpet - cheios de brilho e colocados ao corpo - as maiores marcas do mundo dão uma reviravolta e fazem um refresh total nas suas criações. 
A alta-costura é feita sob medida. Já visitei e entrevistei vários dos ateliers que criam toda essa riqueza de detalhes, bordados, cortes especiais nos tecidos, plumagens etc. As peças da Couture são verdadeiras obras de arte. Feitas uma a uma, pedaço por pedaço, levam horas para serem construídas e têm especialistas que só fazem isso a vida inteira. Uma vez, durante entrevista com o monsieur Lesage, mestre de bordados morto ano retrasado, mas cujo atelier ainda existe e é quem faz as peças da Chanel, Dior, entre outras, ele me disse que suas bordadeiras faziam carreira de vida lá. Nunca vou esquecer. "Elas ficam um dia ou a vida inteira", declarou sobre a paixão que essas mulheres, na grande maioria, têm pelo trabalho. Essa é a parte técnica que faz o distanciamento dessas criações para um prêt-à-porter que pode ser feito não importa onde. E hoje quase nada mais é feito aqui na França. As fábricas francesas deixaram de produzir, em função da mão de obra ser muito cara, então a alta-costura é onde vemos o 'made in France' ainda sobreviver. Por isso um vestido custa uma fortuna. Os preços vão de £10 a £100 mil. Voltando a revolution... Dior deu a largada com peças que se assemelham com o prêt-à-porter, à primeira vista, mas que tem nos seus detalhes uma riqueza enorme. 

A coleção é para meninas mais jovens. Nada de sensualidade. Pureza total! (E os tênis bordados nos pés). 


Postei no meu instagram @AnaGarmendia e já tinha falado aqui no street do ano passado em como eles estavam aparecendo para compor com peças mais sofisticadas. Voilà! Raf Simons desafiou os limites do chique e colocou nas suas passarelas vários tênis com vestidos curtos, mas também os sapatos que são hoje um dos grandes destaques da Dior.  
A Dior foi mais além ainda, fez três desfiles: dois para imprensa, celebridades e compradores e um terceiro para estudantes de moda, no qual refletiu sobre o futuro, e em entrevista ao WWD - que a Vogue publicou (leia aqui) - declarou "Em cinco anos, provavelmente vão me expulsar [da Dior]".



Chanel 



Na Chanel, todos os looks tinham tênis nos pés. As modelos voavam ao descer as escadas. Era uma festa. Era jovem. É jovem. É como queimar os sutiãs colocar tênis em roupas de alta-costura ou com uma roupa mais arrumada. A melhor parte de tudo. Mais que as roupas, é a atitude da equipe de Lagerfeld em realmente reconhecer que é preciso quebrar barreiras; sair da caixa e voar. Gostemos ou não. É a nova onda. Eu já uso New Balance e Adidas com vestidos desde quando comecei a ver que não dava para viver em Paris ou Europa de saltos altos. Continuo usando meus tacos Prada que amooo, mas sou mais feliz e livre por saber que de tênis também posso existir.
O show foi lindo e tinha Sébastien Tellier tocando ao vivo. Eu o conhecia da NovaPlanet.com - rádio francesa que amo. Ouça o som que embalou o voo das girls da Chanel:






Ulyana Sergeenko



A coleção da russa Ulyana Sergeenko, em uma viagem oriental, cheia de sensualidade e, aqui sim, roupas para mulheres de todas as idades. Desde as que amam um bem curtinho - chique - sem colocar tudo à mostra. 


Até as mais veteranas, estilo lady russa, mesmo. Uma marca registrada que a própria Ulyana impôs nos off cat-walks com suas teatrais aparições. Agora ela vira a feiticeira, aprendeu direitinho. O desfile foi um sucesso e teve gente de peso vendo, como Carine Roitfeld, Suzy Menkes, Tim Blanks... E Jessica Stam (maravilhosa), fechando!



+ Street style


Carine Roitfeld, ex-editora da Vogue Francesa, reedita as estolas de pele.

Os turbantes de Ulyana agora aparecem em seguidoras. Todas querem ser como ela!

Kim Kardashian, esposa do cantor Kanye West, foi a celebridade convidada para o desfile de Stéphane Rolland. 



Ele é como um novo Thierry Mugler ou um novo Montana. Roupas lindas e estruturadas... Vou falar mais, quem sabe depois. 


Ah, e não deixe de conferir minha galeria de street style para a Vogue Brasil




Bisous,
A+

Menswear Fall-Winter 2014/15: Givenchy, Margiela, Kris Van Assche & Mariacarla Boscono + Street style



Complicado decidir as imagens para soltar no blog. Começo pelo final. A clássica pirâmide invertida do jornalismo, ou quase por ela. Vou primeiro às pessoas. Algumas delas, claro. Destaques dentre o muito dos espíritos que rondam esse momento tão particular de uma Fashion Week Paris, em pleno inverno. 
No masculino, o que conta é o interesse profissional de todos. Ninguém vem para cá essa época à procura apenas de festas. Essas temos no feminino. Então, se chega aqui para ver o que grandes nomes como Riccardo Tisci, Kris van Assche e outros tantos fazem no seu menswear. Aqui algumas imagens do Halle Freyssinet, desfile Givenchy e também de Kris van Assche.


Love this moment. Just that.
Uma mistura de homens. Não todos de preto. Sobriedade, mas também um toque de cor.



Kris Van Assche




Ele faz Dior Homme, mas na sua marca não parou de criar para um consumidor que já lhe era fiel. A galera que gosta da moda belga é cultuadora da beleza, sem ser deslumbrado. A roupa de Kris é comercial, com casacos de tweeed sóbrios, sem esquecer da diversão...


Eu pensei que não ia ver cores, me enganei. Estampas, cores, tudo meio discreto, mas de uma personalidade intrigante. Sei que as palavras são apenas complemento aqui. As fotos falam. Devem!



Os sapatos de Kris sempre, ou quase sempre, são coturnos, mas agora se renovam. Italian touch na moda belga. Tudo se mistura. A roupa protege e enfeita. Essa é a ideia do homem europeu de hoje. Nem tanto ao bling bling e um pouco à guerra. Foi o que se viu, no desfile que abriu o dia...



Martin Margiela





O show aconteceu no começo da manhã, na sede do Partido Comunista Francês. O prédio foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.



Como ninguém teme o comunismo (acho eu), a onda é uma roupa com cara de guerra. Casacos sóbrios e alguns detalhes nas roupas que lembram coletes à prova de balas. Dizem os especialistas que 2014 trará novas guerras ao mundo. 


A moda está liga nessa previsão.

                          

Givenchy




Como em 2013, falei o tempo todo em artsy e no desfile da Givenchy - assim como vários outros (Raf Simons fez parceria com Sterling Ruby, mas eu não assisti ao desfile, apenas li) ela apareceu - aproveito a foto de Mariacarla Boscono desfilando hoje para fazer minha arte bruta. Aqui no meu photoshop mesmo. A onda continua. É moda, é arte, é guerra. É liberdade. É sobriedade... O que você quiser!



Mais desfiles no blog de Paulo Mariotti (Paris Todo Dia), e no Style.comAmanhã tem mais...

Bisous,
A+

Menswear Fall-Winter 2014/15: Louis Vuitton & Dries Van Noten + Street style

A semana de moda masculina já tem seu astro principal: Will Smith. 



Confesso que me apaixonei

Amo os desfiles masculinos da Louis Vuitton, por ter sempre grandes personagens que não são corriqueiros da moda, mas dessa vez a presença de Smith, me impressionou. Super carisma e, acima de tudo, ciente do papel que tem: fazer a gente sonhar com um astro de cinema. 
Ele assistiu o desfile com atenção, cedeu fotos para todo mundo - mesmo com os seguranças tentando impedir, e me fez pensar uma coisa: por que muita gente não faz assim como ele? É uma estrela das grandes e se comporta como gente! Comme il faut. Amei. Além de achá-lo lindo e elegante. 
*Will já tinha ido ao desfile e festa da Valentino ontem.



Pacotão para trazê-lo nessa temporada. Valeu o investimento dos conglomerados da moda. Todo mundo babando... Dos outros astros que estavam lá ao staff.


Uma delícia este momento, tietagem light.


E mais:





A L.V. levou uma francesada elegante na platéia. A moda por aqui entre eles? Muito terno preto, barba por fazer e alguns toques de cinza, azul, nada muito exagerado. Cool!

O desfile



Jaquetas de couro bicolores, óculos espelhados, sobretudos com detalhes listrados e bolsas incríveis, chamando a atenção - uma enorme prateada. 



Street style Vuitton









Mais na minha coluna, do jornal Gazeta do Povo. É por ele que fui convidada. Então, é para lá que o post principal vai... Aqui, confesso novamente, que fiquei mais cuidando os movimentos de Will!

Momento belga no Grand Palais

Desfile primoroso de Dries van Noten, pegada rock, biker com foco no comercial, com cartela de cores que foi do rosa ao amarelo citron... Sem faltar azul e as peles. 
Noten deu uma atenção especial aos consumidores de Hong Kong ao colocá-las na coleção. Eles amaram (tinha um sentado do meu lado vestindo Dries feminimo dos pés a cabeça!!!).
Tirando essa pegada exagerada, as peças são de babar. Sobretudos divinos, cadência perfeita. De olho nas fotos...










Amanhã, de manhã, tem Margiela, depois Givenchy e Kris Van Assche.



Bonne nuit,
A+

Paris Fashion Week: Menswear A/W 2014/15 + Street style

E a Paris Fashion Week masculina, outono-inverno, 2014/15 deu a largada hoje!




Os meninos, boys, homens e girls, também, se soltaram numa cidade molhada, mas aberta ao lado cool da moda.
Sempre amei a temporada de moda masculina por encontrar uma cena mais Indie/Rock, solta de muitas preocupações comerciais, voltada para a beleza da composição de peças, sem se importar com o label. Não que ela não seja importante para o mercado, até por que temos muitos delas, mas hoje, o caso aqui é um desfile alternativo: a marca Y. Ver como a coisa funciona no batidão é tão inspirador quanto assistir desfiles de it-girls. No masculino a informação é mais bruta e mais fácil de entender, o quê e como se usam determinadas peças.


O preto predomina. Fácil entender. As variações sobre ele e a permanência de grandes ícones, como o tênis preto e branco para equilibrar tudo. Presta atenção  no cabelo dela. Uma inspiração para entendermos que ir de preto não significa, de maneira alguma, ir igual. 


Veja isso. Cabelo branco, nuances azuis; corte repicado. Tudo como num filme.  Voltamos ao futuro. (E tome xadrez).


E para irmos bem a um desfile, necessitamos de um abastecimento de boas camisas brancas. Ainda um bom casaco preto e o gorro que insiste em ficar. Mais fácil que chapéu. Bem menos over. A maquiagem é neutra. Não estamos de cara lavada, mas devemos parecer estar.



O neoprene é um dos grandes materiais da estação. 
E a camisa, você já tem a sua?


Falando em neoprene, na coleção feminina da Balenciaga aparece um tecido que parece neoprene, mas é couro estampado. A campanha traz a linda Daria Werbony como égérie. Pense em velhos materiais com novos desenvolvimentos. E pense em cabelos claros com raízes originais.


... Mas os cabelos também podem parecer, ou estar, manchados e compridos. E para eles, curtos e raspados.


As peles de carneiro; pelos também, tudo que aquece e é natural, super agrega. 


E tem também...




Lugar para todos os lindos estilos. O bom é olhar muitas vezes e entender a beleza das composições. Sem perder a autorialidade. A roupa ganha uma vida mais interessante dependendo de quem a usa. Metálicos e brilhos na linha...

Assim como:




Lindos camuflados e sapatos incríveis. Tricolor. Perfeito. Boy, você precisa de um sapato assim!


Amanhã tem mais...


  • Desfile da Louis Vuitton 
Meu convite está na mão!!!



Volto para mais boletins direto do cafofo #5. 
Paris je t'aime!!!

São anos de blog e eu nunca vou deixar de postar, ok?

Só que agora temos:

Twitter: @AnaGarmendia
Instagram: @AnaGarmendia

Bisous,
A+

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