Ready-to-Wear 2014: Valentino


Existe na moda duas fases bem definidas para a maison Valentino: antes e depois da saída de Valentino Garavani do posto de diretor artístico da casa. O Imperador, como o intitulam, pendurou os sleepers (sim, ele não deve usar chuteiras) depois de ter construído um império com seu trabalho como estilista. 
Valentino teve várias fases, assim como grandes artistas. A azul, a branca, a vermelha e, permeando entre elas, a grande época em que vestiu Jack Kennedy que depois virou Onassis e continuou a se vestir com ele. O estilista foi para Paris entre os anos 1940-59, mas voltou para Roma, onde fez realmente a base de sua criação. 
Bem, é preciso passar horas estudando seu trajeto para conhecer de fio a pavio esse universo deslumbrante que hoje dá nome a uma das marcas mais pops. Tudo isso graças ao trabalho de uma dupla chamada Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli.  Eles deram a levantada, a refrescada, o follow up na marca, desde quando a assumiram em 2008...
E no desfile dessa temporada houve uma interpretação de elementos do passado. Uma apresentação mais romântica e uma das mais inspiradoras. Que fique claro: nada é novo, mas tudo é lindo. Capas medievais, borboletas de Schiaparelli. Tudo para 2015!



A coleção tem uma pegada forte nos anos 1960 e 1970. Fui estudar de novo as décadas. Elas, em alguns momentos, se misturam. Os '60 continuaram a influenciar os '70 e ainda nos '80 chegamos a usar muita coisa vinda desse período, principalmente os materiais como as lãs e as cores. 
Naquela época, a moda não tinha o poder de se expandir tão rápido. Hoje ela vira na intensidade de um post da Susy Menkes.


Olhando a poética dessa apresentação ficamos todos emocionados. Uma viagem no tempo, com Valentino assistindo de camarote. Ele estava quase ao lado, na frente de onde eu me sentei, então pude acompanhar as palmas e o momento mágico no qual ele abraçou, e muito, a dupla que hoje faz seu label continuar a ser uma roupa dos sonhos... Veludos estampados tem seu come back marcados. Prevê-se uma onda forte deles, assim como as bolsas menores usadas à tiracolo. Bolsões servem para carregarmos nossas vidas, mas não são elegantes. Suavidade têm nas pequenas.  


Na minha olhada ao passado de Valentino, achei uma campanha de 1967 com a Veruschka. Ali, ela usava um caftan de bolas preto e branco. Aqui a pegada tem cor e vem em forma de vestidos - todos mídi -. E alguns momentos apareceram comprimentos mais curtos, mas a força está nos mais longos mesmo. 

Imagem que fiz no dia que revi a coleção.
No show-room da Valentino, o que eu mais amei? As botas no mesmo motivo que as roupas. Minha teoria para sustentar a paixão pelos sapatos. Sapatos você não perde, não deixa no carro, ninguém te assalta e diz "tira o Valentino dos pés" (Hahahah). Mais baratos (menos caros) do que as roupas, e mais complicados de serem copiados, embora exista uma vasta lista de marcas que insistam em fazê-lo. Sapato italiano então!!! Esses são à prova de cópias. Fica parecido, mas nunca bom. É igual a pudim de leite condensado sem ele... feito com maizena.


Olhando a coleção inteira no style.com você pode ir mais fundo e eleger algo que queira desejar muito para 2015. Na minha lista, as botas, claro.



Valentino na vida real




Um vermelho Valentino funciona assim: Não importa a fase de sua vida, ele se encaixa em todas. Mantém-se o mito.



Som: Para entrar no clima do final dos anos '60.



Não esqueça de me seguir no Instagram: @AnaGarmendia, nele, onde estiver eu posto.

Bisous,
A+

Nenhum comentário:

LinkWithin

Posts relacionados