Au revoir 2014...


Eu gostaria de dizer muito, mas vou falar pouco. Quero apenas agradecer o imenso amor que recebo diariamente da minha família, dos meus amigos, dos meus seguidores e até das pessoas que não conheço e cruzam por instantes o meu caminho. Será 2015 em instantes. Já estamos no futuro ( eu, aqui na Europa, chego antes). É o começo do fim para alguns que amamos, mas o nascer para tantos outros. Para quem vive o agora, um muito para andar. Mil pontes a atravessar. Então, meus caros: que seja um caminho sem rancores, mesmo com todas as amargas surpresas que nos chegam. Ainda assim podemos ser leves, mesmo se usarmos toda a nossa força. 


É meu exercício de vida. 






Bom final de ano a todos.

Em 2015 tem mais....


Bisous
A+




Brasileiras X Gringas. O que vestimos melhor que elas?


Meu telefone tocou quase 1hora da manhã. Era a Luiza Garmendia ( minha sobrinha, blogger, publicitária e sócia na Garmendia/Press, entre tantas outras coisas que a vida nos faz compartilhar). "Nana, não concordo com teu post sobre as cuissardes. Acho que você foi muito agressiva, blá blá blá...). Eu, do lado de cá, bem sonolenta, argumento que não retiro nada do que escrevi e que realmente acho as cuissardes adaptáveis ao corpo das mulheres sem coxas fartas e minimalistas. "É minha opinião. Quero dá-la".  Luiza contesta um pouco mais, eu explico mais um pouco e desligamos o fone. Claro que a conversa fomentou a vontade de eu abordar mais o tema. De mostrar que, de maneira alguma, acho as brasileiras sem mão para a moda. Apenas temos características culturais e morfológicas muito diferentes das gringas e isso pode ser usado a nosso favor, ao invés de nos deixar como caricaturas. Não, não aceito ofensas anônimas de quem não curtiu. Quer se pronunciar? Faça como a Lu. Manda nome e telefone e argumente. Nada melhor do que isso para todos crescermos em qualquer assunto que seja. Onde ganhamos delas? Se é o caso de colocar em competição... São tantas coisas, mas eu amo essa foto da Luiza Sobral em Londres. Garota carioca que eu conheci aqui em Paris e acabamos trabalhando juntas já por duas temporadas. Uma maravilha de mulher, como dizem no Brasil. Linda, feliz, sorridente e dona de uma ginga que apenas a brasileira tem. 
Luiza atrai fotógrafos do mundo inteiro quando chega "sambando" em cima de uma sandália incrivelmente alta da Charlotte Olympia. Luiza sabe misturar a moda brasileira com a das gringas, sem descaracterizar nem uma e nem outra. Luiza tem humor e sabe não exagerar. Nem precisa. Já é exuberante.  As gringas, muitas vezes, não. Ela ri realmente. Ela é realmente o que veste. E é assim que a brasileira ganha da gringa. Na ginga. No ziriguidum cadenciado com a boa educação e, principalmente, fazendo de tudo isso algo muito natural. 

Bisous
A+


Elas vestem melhor que nós... Cuissardes...

Sempre que vejo uma gringa usando um par de cuissardes ( essas botas que cobrem parte das coxas, lembrando que cuisse em francês é coxa) fico maravilhada. Desde pequena tinha o sonho de portá-las, mas na verdade, nunca usei. Tenho a vontade, mas não as coxas para portá-las. Gringas têm pernas finas. Ponto a favor. Gringas simpliifcam o uso do acessórios. Elas fazem um absoluto equilíbrio entre o corpo, a roupa e o movimento. Gringas ( a maioria) não ficam vulgares ao usarem.  Quer mais? Gringas usam um par de cuissardes com se fossem um par de baskets ou qualquer outro sapato. Andam naturalmente, usam saias curtas que não mostram nada e fazem o look: "acordei e simplesmente minhas cuissardes entraram como uma luva numa manhã de corre e corre chuvosa". Parabéns para elas. Não às botas para nós. Reservem-nos as sapatilhas, os tênis, os scarpins. É um momento para aprendermos a misturar as coisas, sem alardes. Por um fashionismo brasileiro mais naturalista. Nada de ser telúrica ( ok, você pode adotar esse look), mas guardar a sensualidade, sem parecer fantasiada como uma dançarina de um show bizarro de tv. Ok que o carnaval está chegando, mas não somos porno-stars ou vedetes. Somos mulheres em busca de elegância. E ela não passa para nós pelo uso das botas longas com minissaias e diria mais: tampouco pelas botas com calça jeans, um hábito que destaca uma brasileira das demais a alguns metros de distância. Vestir-se bem não é estar na moda ditada pelas editoras de moda e sim entender o que podemos enquadrar no nosso life style e no nosso corpo cheio de curvas. 
Bonne nuit
A?


Paris hoje?
Uma inspiracão?

Arte nas ruas:



@anagarmendia

Bisous
A+


Diário de Paris... Streetstyle, Lou Reed... Repetto, Alexander Wang, Dress Down...



Como eu sempre faço com minhas fotos e pesquisas deixo-as dormindo um tempo. Aprendi anos atrás com Luis Fernando Veríssimo que devemos deixar os textos descansarem. Penso que as fotos também. É tão bom abrir os arquivos de imagens feitas no calor das emoções de exaustivas semanas de moda, um certo tempo depois que elas já não estão mais pipocando nas redes sociais. É sempre uma nova descoberta. Muitas imagens, no momento em que foram clicadas, me chegaram ao acaso. Nem me lembro se as fiz. É muito doido esse processo criativo de um fotógrafo intuitivo como eu. Na moda e na vida eu também levo tudo assim. Não sou didática, minha intuição me leva ao raciocínio que é óbvio. 

 Os dias em Paris tem sido incertos. Uns com chuva e outros com sol intenso. Não tive ainda o pique de descobrir em que parte da cidade vou achar algo realmente inspirador para uma bateria de fotos que tragam o novo das ruas reais, então vamos aos arquivos da Paris Fashion Week. Se a moda anda cansativa, sempre tem uma faísca nova.  Algo fresh e belo. E esse pode de ser o começo de uma nova fase ( aqui ela já existe). Para mim funciona assim. Ando com muita vontade de roupas confortáveis, mas isso não quer dizer que não sejam femininas. Ando com vontade de ser feminina. De andar de maiô com calça jeans e salto alto e apenas um quimono para me cobrir. Ando com paixão por roupa de ginástica. Nas lojas, a coleção de Alexander Wang para H & M mostra exatamente esse momento. 

E também é hora do dress down. Vamos nos despir de exageros e andar mais confortáveis. É o life style das grandes cidades que anuncia a necessidade. Salto alto como o da foto acima,é lindo, mas não funciona, apenas para momentos que não temos horas de locomoção. Senão é mico certo. O caminhar fica péssimo e a sedução e a feminilidade vão ralo abaixo. As parisienses não andam de sapatilhas porque amam, necessitam delas! Agora surgem as novas Repettos. Todas de bico fino. Anota aí a novidade. É QUENTE. 

Mas a saia longa da foto com o salto alto é ok. A silhueta em perfeita harmonia para o andar e o pull de malha apontam para um casamento bom. A seda com o tricô. Vale para o verão e inverno. Claro que aqui estou do outro lado do relógio de vocês. Eu ponho e vocês tiram. Mas rola aproveitar a ideia com uma malha cavada e manter a saia. Bom domingo. Essa semana estreia minha em casa nova. Vou postar aqui minha entrada no Caderno Donna da Zero Hora. Vai seu on-line. Todo mundo que curte, pode ler. 

Sons para amar:












Bisous
A+

Diário de Paris... Transparências, cores e, quem sabe, amores...2014...


E o jornalismo foi para o buraco. Acordei com essa frase na cabeça, depois de uma noite intensa de pensamentos que me levam a pensar: para onde vamos? Bem, eu vim para Paris e isso já me basta e muito. Repito sempre. A cidade não é mais a mesma de anos atrás. Aliás, eu nem gostei de Paris a primeira vez. Eu gostei depois de ver muitas vezes as mesmas coisas com perspectivas e ângulos diferentes. Por isso penso que, se o jornalismo foi para o buraco, eu posso tirar o meu de lá. Sempre se pode. Sempre mesmo. Olhar o velho e tentar renová-lo ou dar um novo ângulo para o que já foi visto milhões de vezes. É esse o desafio para os jornalistas, artistas, músicos, estilistas, para todos que amam o que fazem e, no momento, acham tudo saturado.  Ao invés de tentarmos nos aproveitar das situações e dar um cárater sensacionalista para o que não merece destaque, melhor enriquecer a vida, não? Como faz? Olha para cima, para os lados, para frente e segue! Tem túnel? Tem fim. Tem labirintos? Tem saída! Tem chuva? Tem marquise. Tem ausência? Tem novas presenças. Não tem trabalho? Invente um. Façamos nossas partes. Chega de esperar. E chega de copiar. Sempre tem quem veja. 

Um som? Das antigas, mas sempre bom: 




Bisous
A+

Diário de Paris+ a moda na minha vida...Histórias para contar...Louis Vuitton Celebrating Monogram Creative Story: Christian Louboutin by Gordon Von Steiner...


É madugada em Paris e eu me acordo para uma ataque de ideias que surgem sem dó e nem piedade. Tenho muitas ganas de dormir, mas não é por isso que vou deixar de abrir os olhos e começar a postar algo que me vem a mente exatamente nesse momento. Talvez essa inspiração não passe nunca mais por aqui. Provavelmente. A ideia é lembrar do passado para entender o hoje. Essa semana recebi uma mensagem aqui que não entendi bem o que foi escrito ( acho que faltou uma parte do texto na edição do anônimo que o publicou). Mas ele falava em oportunidades. Em alguém que está fora do Brasil e não percebeu as mudanças que aconteceram lá. Em alguém, no caso eu, que sempre teve oportuniadades. É quando eu lembro dessa foto. Eu sou a menina menor, agarrada num livrinho ao lado da irmã também agarrada no seu. Pois bem. Cresci numa casa longa que mais parecida uma tripa, como dizia meu pai, gaúcho de Bagé, interior do Rio Grande do Sul e fronteira com o Uruguai, lugar onde também nasci. Ali, no meio dessa imensa casa que quase atravessava um quarteirão em uma linha vertical, nasceram todas as minhas esperanças e referências que trago até hoje em algum ponto do meu caráter e no meu espírito. Minha mãe fazia nossas roupas. Como dá para ver, apesar de uma pequena diferença de idade, eu e Cármen, minha irmã mais velha, éramos vestidas iguais. Tecido comprado com as novidades da temporada e lá ia a mãe para a máquina nos presentear com seus modelos. Foram muitos. Inverno e verão. Tínhamos tudo que era moda feito com resignação por ela. Aqui um conjunto de saia e blusa. Me lembram muito as roupas da Isolda. Para mim são um resgate daquela época e eu confesso que não gostaria de voltar no tempo. Nem de esquecê-lo, apenas deixá-lo no lugar.  Vestíamos roupas feitas em casa porque meus pais eram professores. Pedagogia, Filosofia, Contabilidade. Essa era a realidade lá de casa. Não se falava em outra coisa a não ser estudos, contas, ideias de vida. Não tínhamos muito dinheiro. Eles eram professores. Dois intelectuais que se preocupavam em dar o melhor para os filhos. E o melhor eram os livros, a educação ( incluindo cursos de etiqueta, balé, inglês e o que precisasse para nos preparar para o mundo).  As oportunidades que tive? Foram essas. Uma família amorosa e dedicada ao saber. Nunca ganhei um carro de meu pai. Por filosofia mesmo. Ele achava que filhos deveriam ganhar educação, o que minha mãe veemente concordava. O resto era com a gente. Nunca fui a Disney com o grupo de amigas. Nunca ganhei joias caras por ter passado no vestibular. Vi meu pai inúmeras vezes discutir com minha mãe porque ele ajudava todos os necessitados e pedintes que passavam na nossa porta. No dia de sua morte, 28 de janeiro de 1992, pude ver o número de pessoas a quem ele amorosamente ajudou em vida. Escondia da mãe a caridade que fazia. Pagava caixões para mendigos não serem jogados em valas.  "Teu pai deu a primeira geladeira para minha filha poder montar a casa dela e se casar", disse emocionada com um bouquet de hortênsias lilás na mão, a primeira pessoa que entrou no velório, ao qual, eu, apesar de ser muito jovem, organizei. Então, minhas oportunidades foram seguir em frente uma educação e quase nada de grana no bolso. Trabalhei a vida toda e ainda trabalho muito para poder seguir meus sonhos. Um deles lançado como desafio pela minha mãe que até hoje não sabe porque falava isso: "minhas filhas foram criadas para Paris". Ela sentia, mas tenho certeza que não era uma ambição esnobe. Era apenas um feeling: eu, a mais fraquinha, aquela que por ser tão magra, tinha apelidos como "toco"ou "canarinho", quando usava um vestido amarelinho de renda feito por ela, poderia ser mais feliz e mais forte em Paris. Eu parecia de fato um pequeno pássaro de tão frágil que era. Tinha pesadelos, não comia e amava sim uma boa aventura embalada pelos livrinhos que ganhava e que eu dormia agarrada ( dá para ver na foto ao lado de um do Marco Aurélio, um dos sete tios, irmãos da mãe). Voava com eles. Nunca sonhei em vir para Paris, mas fiz a oportunidade acontecer trabalhando, projetando, passando cinco anos escrevendo e postando quase que diariamente e tentando sobreviver dignamente. Escolhi beber da fonte de liberdade que existe aqui. Se tive mais oportunidades do que outros? Claro, mas isso não me faz uma pessoa que não entenda o meu país. Isso não me desfaz como cidadã. Isso apenas me faz pensar nos caminhos que a gente escolhe. Me faz ter a certeza: mesmo na miséria ( às vezes estamos com a mente nesse estado), você pode levantar da sua cama e ir em busca de um trabalho, como tantos milhões de brasileiros fazem todos os dias. Sem medo de trabalhar, sem subterfúgios como sou pobre e nunca vou conseguir, por que sim a gente consegue, eu, você, o cara da esquina. Agora com discurso que discrimina, realmente o Brasil vai ficar dividido. Fui criada vendo meu pai, mesmo sem ter muito, ajudando os outros. Ele deu oportunidades. Eu tive as minhas. Eu busquei as minhas. E aqui estou. Ainda na luta, ainda pagando impostos no Brasil e ainda sendo merecedora de sonhar que o meu país vai ser mais justo com todos, pobres, classe média, ricos. Todos merecemos. Sem essa de não dividir, mas sem essa também de que devemos nos calar porque estamos em minoria. Sem essa mesmo.



Minhas inspirações da semana????

Amanhecer em Bercy. Foto tirada pelo meu celular e postada no Instagram @anagarmendia:






Uma cena simples da cidade. Banquinha de frutas numa esquina no Bairro Saint Germain.







Viram esse???




Voilà. Bonne nuit
Ana 

Pode sonhar?

Espero que o Brasil tenha sorte na vida. Espero que nossos representantes pensem que uma nação é feita por todos e não pela metade que venceu. Espero poder ver gente grande cuidando da nossa segurança. Espero poder ver criança levando vida de criança. Espero poder ver amor entre as pessoas e não o regozijo de termos horríveis como "chupa". Mais educação, por favor.

Menos discussão e embora trabalhar. Ainda dá tempo. 
PS: Foto feita no Vidigal por mim dois meses atrás.
Boa semana
Beijos





Diário de Paris+ Para sonhar + 10 Ways To Be Parisian with Caroline De Maigret + Normcore...




Eu tinha prometido postar todos os dias, mas quem posta muito, vive menos a cidade, então não vou me sentir culpada e vou deixar rolar. Let's rock, por que aqui o tempo realmente passa diferente.
O que eu ando lendo aqui e acolá me fazem perceber que realmente a moda passa longe de ter um senso comum. O que eu entendo como normal ou normcore é completamente diferente do que outros editores entendem. Bem, mas a onda é essa. E é mesmo, pelo menos na vida real, vai lá a definição: Normcore é ser normal. Vestir-se como nos vestíamos na adolescência. Jeans, camisas, camisetas, tênis, enfim roupas sem nenhum apelo de estilo ligado a nada. Tem brilhos? Não é normcore. Tem saia tutu? Tampouco. Fica aqui uma imagem e mais outra ( mais abaixo) para você tentar entrar no ritmo. 

Melhor coisa da vida de um simples fashionista em momento Barbie Girl, que acham??

 Tudo normal. Super top em momento cara lavada na saída do desfile de Vauthier.

Para quem não curte a Barbie e nem o Norm, tem também a dreamer girl:


Amo demais esse look. Juro que fiquei com vontade de ter uma saia assim. Ok, não vai rolar, mas a botinha já é wish list nas revistas francesas e, pensando bem, na minha também. 

Bom sonhar! Me lembra as insônias da infância e o prazer que era ganhar um sapato novo só para deixar a caixa do lado da cama e eu poder calçar e ficar levantando os pés antes de dormir, amando aquela posse, aquele momento. Tão fútil, mas tão bom para aguçar os desejos ( e foram e são tantos). Quem nunca viveu isso? 
Pode ser um bom momento para resgatar.
Uma música que eu tenho escutado sem parar. Para nunca mais parar de sonhar... Na moda e na vida... Muito lindo. Um amigo brasileiro Charlye Madison que me apresentou e eu fiquei paralisada! 



Ou virar uma doidinha parisiense mesmo como mostra o vídeo da Caroline de Maigret:



E mais duas imagens do meu começo e do meu fim de dia de sonhos aqui em Paris.  Tudo I-phone, ok?

Uma segunda-feira linda

Comecei assim:



Terminei assim:



More?
Insta @anagarmendia




Bisous
A+






Get the look, Paris SS 15...

Uma das palavras que eu mais leio nas páginas e páginas de moda ultimamente é get the look!  Adoro esse termo, por que realmente tem sempre um modo de vestir no ar que é o mais da "hora". Nem sei se essa gíria se usa ainda em português, mas em todo caso, não vou escrever nem 'muso' e nem 'deuso', porque essas palavras simplesmente não existem. E ainda não tenho e nem terei intenção de rasgar meu diploma de jornalismo, embora o mercado ache que não se necessita dele para escrever e trabalhar na área. Ainda sou da turma que nunca acha ruim estudar. Bem, o tal pegue o look é usar muito branco. Tanto na parte de cima, quanto na de baixo e ter esses cabelos avermelhados. Eu amo esse tom. Um desafio o cabelo tão cuidado e ao mesmo tempo bagunçado. Amo isso nas gringas. Ainda não consegui chegar nesse cabelo, mas quem sabe um dia... Vou passar no salão amanhã e ver se começo a adentrar pelos avermelhados. Começo a cansar do loiro. É hora de mudar. 




Mas o look para pegar mesmo é exatamente esse: jardineira, camisa azul e o tênis branco da Adidas. Tipo uniforme que vai dizer, comunicar o quanto você lê o termo normcore.  Entendeu bem amore? Então faz com maestria, exatamente como quem sabe usar a roupa e não é apenas um cabide. Tão bom ver quem vive o que veste.  Vá nessa direção e ponto. Não vai ter erro.
Eu vou na minha. Com fé que, em 2015 teremos tantas revoluções com a volta de Galliano na moda e com, quem sabe, um novo nome para fazer a gente suspirar. Porque tudo bem que Gisele é linda, Chanel é eterna e diamantes são para sempre, mas pode rolar uma nova vibe, você não acha?
Manifesto feminista com bolsa de 10 mil reais, não cola aqui na França. Realmente pense: aqui Maria Antoniette foi guilhotinada. Não pense que isso não pode acontecer com quem anda fazendo da moda uma grande fábrica de moer dinheiro na cara do povo. As coisas não são bem assim. 
Só um toque. Um texto desconexo, assim como a vida.

Antes um som que ouvi hoje e gostei da versão: 







Bonne nuit
Paris je t'aime 
A+

Wayfarer, Ray-ban, les classiques...Audrey Hepburn, Kate Moss, Veronika Heilbrunner, Justin O'shea...



Inspirada em tantas musas (aqui Veronika Heilbrunner de mãos dadas com seu amado Justin O'shea) que usam o Wayfarer da Ray-ban, acabei comprando um novo para mim hoje. A fase de não consumismo me bateu forte e faz um tempo. Paris e tantas viagens me fizeram entender a menor importância dos objetos e a maior de meu cuidado pessoal, mas um Wayfarer é circunstancial. Diria que básico para tem uma filosofia fashion-rock'n'roll como eu. Kate Moss também tem um igualzinho, outra musa. O bom desse modelo? É o mais tradicional. O mesmo criado em 1952. O mesmo que Audrey Hepburn usava e o que não vai sair de moda. Outro bom dele? Ao contrário dos modelos de outros labels, tem um preço super razoável (145 euros) e você sempre vai encontrar um para repor, caso perca por aí, pela vida, pelos anéis de Saturno. Enfim, é amor para sempre.
No mais? Respira-se o ar do outono por aqui. Dia meio frio e a batida é essa da foto mesmo. Preto, branco e jeans. Vamos nessa que é week end.





Bisous
A+

Perspectiva do nada...Morcheeba...Paris...

Conversa do dia: "Ana Clara o que você vai fazer amanhã?". Nada, respondo. Quer coisa melhor que ter uma sexta-feira para não fazer nada em Paris?  Para mim? Não tem. A cidade na sua mais perfeita normalidade. Sem eventos, festas, a não ser a lua. Ela está lá. Enchendo. Sexta pode ser dia de tudo. Dia nada. Pensar em programar? 
Não quero saber se a chuva vai me fazer ficar em casa. Não quero ver o glamour exacerbado das madames da Avenue Montaigne e nem os ruídos dos carros que estacionam na porta do Plaza. Quero apenas sentir Paris. Linda, plena e fumegante como ela é. 
E assim mesmo, sem querer, ela, a lua e ela, Paris, estarão aqui. Bem ao lado da minha janela. Para eu fazer nada com isso.
Basta.


Quanto custa? Muito. O deixar-se levar é complicado para muitos. Para mim não é mais. Tenho o meu maior luxo: a liberdade. O tempo para não precisar fazer absolutamente nada. Quem sabe pensar em como é bom ser simples, sem frescuras. Open mind. 

Tire você um tempo para o Dolce far niente.
It's time baby
Bonne nuit

Ps: fotos feitas com meu I-phone do trajeto do jantar para casa. 

Som?


Bisous
A+


Diário de Paris, Streetart...



O bom de viver em Paris é que essa cidade é mutante, apesar do conservadorismo francês. A arte de rua está viva.  Pulsa na mesma proporção que os problemas. Desabrigados, sujeira, insegurança, violência velada. Ainda assim Paris é linda. Ainda assim, em poucos minutos de silêncio, dentro de um metrô cheio, você consegue voltar para casa e postar um post que prometeu ser diário. Choveu muito. Ainda chove,



Música???
Aqui hoje tudo cai por acaso, assim como a imagem que vi na volta da corrida matinal e não sei se já estava ali ou se estava fresca, mas foi hoje que me tocou. O som caiu na minha time line quando eu procurava outro, mas gostei. Olhos abertos para conhecer tudo. Depois se filtra:


Bonne nuit
Amanhã eu volto...
Bisous
A+

Diário de Paris... Ben Howard, Small Things...Hediard, Elie Saab, Silencio, Delicatessen...


No post de hoje minha homenagem às mulheres. Tantas somos. Tantas querem, mas não conseguem ser o que queriam ou acham que deveriam ser. Algumas passam pela vida sem saber sequer se tem um corpo para cuidar. Outras apenas dão valor a ele. Somos complexas. "A chave está nos hormônios" repete um amigo, espécie de curandeiro, com quem travo horas de conversas, ao vivo, pelo telefone, desde que vim para Paris e onde quer que hoje eu esteja. A chave está em saber: somos livres, penso eu. Mas ok para os hormônios e para os cuidados com nossa beleza, saúde. A complexidade está em manejarmos a nós mesmas. Um dia santa. Outra bandida. Aqui um dos portraits feitos na Paris Fashion Week. Lindas mulheres reveladas. Um bom look para se inspirar. O misto entre o casto e o profano. Adoro essas palavras. Sempre que posso coloco em algum texto.  

Aproveito...


Para postar as fotos de algumas amigas, mulheres que passaram a Fashion Week perto de mim e acabei fotografando também. Ellen, o misto entre carioca e parisiense. O savoir-faire que devemos ter, ela me parece ter com a maior facilidade. Parabéns ma belle. Deixei recado no teu mural do Face e vou te mandar um Whats. Ah! E vamos no Silencio no week end??? Ellen tem a chave para entrar...






Claudia é outra das amigas que a minha profissão me deu. Mineira. Entende de tudo e veio para Paris me ver durante a PFW ( pretensiosamente digo isso, mas ela veio acompanhar os desfiles). Rápida, informada e educada. Das mulheres para quem o mundo não colocou fronteiras. Love you baby! 

Da janela do meu ônibus...



Passei o dia comprando coisas importantes para minha vida. Andando de transporte público como os ônibus! Amo ver a cidade assim de passagem com suas luzes surpreendentes. Chovia muito e de repente vem o sol para provar a fama da cidade iluminada. Corta! Supermercado Bio. Só vou na Naturália. Ali tem tudo que eu preciso para comer e ser feliz. Dos Gojis às lentilhas. Da banana ao pó de polenta. Passando por uma, entre. É para quem curte comer saudável e cuidar do corpo com amor. Vale a visita. É do mesmo grupo do Carrefour, conta um dos habitués da loja do meu bairro. Amo isso, mas aqui é a foto da esquina da George V e onde tinha uma delicatessen da rede Hediard. Fechou para abrir uma loja do Elie Saab. O estilista libanês mora no hotel George V, bem ao lado. Saab já tem uma loja ao lado da Gucci da avenue Montaigne e agora vai abrir um mega espaço ali. As roupas de festa não estão em crise. Tem mulher que, em crise hormonal, pode fazer loucuras para ter um vestido. Attention!!!



A música que escutei o dia todo sem parar:





E o filme para ver. Cult de 1991:



Até amanhã
Bisous
A+


PS: Esses posts diários são para atender o pedido de uma amiga. Ela sempre me diz: "escreve Ana". 




Street-style, beauty, Paris, London, SS15... John Galliano Martin Margiela, Zimmer Brasserie...


Hoje foi uma segunda especial. Me preparo para um recomeço. 2014 é meu ano de novos projetos. A galeria de street beauty especial para a Vogue Brasil é um deles. O desafio era fugir do lugar comum do street style. Fui atrás dos rostos. Amo portraits. Tanto que tenho um livro deles. Olhares. A expressão mais profunda de um fragmento de vida. Doido você captar uma imagem, um sentimento para uma foto. A galeria completa está no site. Entra lá e curte acessando aqui.  Espero que gostem. Eu amei ter feito. A essência do meu trabalho concentrada para lhe dar vida nova. 

E sabe qual foi a primeira boa do dia para mim hoje? John Galliano is back! Ele volta para a moda em janeiro de 2015 na couture da Maison Martin Margiela.  Enfim a redenção de Galliano. Um gênio que faz falta, assim como Marc Jacobs. A moda precisa de espetáculos. De sonho. Se não fica tudo muito comum.


Uma dica de Paris?


Terminei meu dia na brasserie Le Zimmer. Chovia, mas eu queria muito sair e afinal chuva é combustível para parisiense sair de casa. Os cafés, bares, restaurantes e brasseries lotam em qualquer dia da semana. Hoje, segundona, mas quem se importa com isso? Coloquei um trench bege vintage da Burberry 
 (eu e mais da metade das pessoas que estavam na rua! Democracia fashion) herdado da minha tia e me joguei no metrô. Rapidinho estava lá dentro. A Zimmer existe desde 1896 e fica ao lado do Teatro do Chatelet, bem no centro da cidade. Tem uma história de ligação com a arte, pois todo mundo passa ali para tomar um drinque ou jantar, antes dos espetáculos. A restauração foi feita pelo mesmo decorador do Hotel Costes, o Jacques Garcia. Isso aconteceu em 2000.  Quem já frequentou a Zimmer? Picasso. Vaslav Nijinski. E até eu queria ter vivido naquela época para ser habitué  Quer mais? Vai conhecer quando passar por aqui. Parece que a gente entra no túnel do tempo. A boa é que o lugar é restaurado, então não tem o ar decadente de alguns que se perderam entre o glamour da história e o puído do tempo (coisa nada rada em Paris).  Acesse: Le Zimmer. Obs: não comi. Tomei duas taças de vinho. Não é barato, mas também não é exorbitante. Dá para encarar, sem ter que ficar dias economizando depois como é o caso de ir frequentemente ao Costes, por exemplo. Oui! Para ficar na Europa há que se economizar baby. Vir de férias é uma.  Morar é outra. Bem diferente. 

Bisous
Amanhã tem mais
A+

Mais um diário de Paris, Vidigal, Brasil, Eleições 2014...


Hoje o diário vai ser rápido. domingo e... dizem,  não é dia de trabalhar. Trampar. Ralar. Se esforçar. E tantos os outros verbos que envolvem esse processo. Ainda bem que é Paris. Escrevi numa legenda de uma foto do Instagram. Paris é um quadro vivo. É inspiração até quando se está suspirando ou reclamando ou almejando. Paris é o lugar onde eu me sinto mais livre no mundo para falar, escrever e arriscar muitas mudanças. Mas vamos ao que interessa. Hoje foi dia de votar.  E fui cumprir meu dever de cidadã brasileira. Voto aqui faz alguns anos. Não posso perder e nem quero me ausentar do processo de escolha dos políticos brasileiros. Com esse propósito, sempre calculo para estar aqui e não deixar de dar o meu enter lá na urna eletrônica. O dia amanheceu frio. Coloquei uma roupa da Osklen e um tênis da adidas que já anda sozinho, fiz um penteado a la Chaneletes, um emaranhado de grampos que faz uma espécie de canaleta de cabelos e que dá um certo ar cuidado para um look esportivo. Usei todos os produtos que ganhei da Dior Beauty, rímel, iluminador e o air brush, me perfumei muito e fui de bolsa nova, da Luz da Lua.  Linda de tricô de couro. Faz o maior sucesso aqui em Paris. Até a vendedora da Givenchy se derreteu essa semana quando fui lá ver os modelos da marca.  Sem desvios... Ralação no domingo. Pegar duas linhas de metrô para votar.  Chegando lá já começo a rir dos brasileiros: uma senhora na porta com o passaporte querendo votar, mas como assim? Ela não sabe que para votar em algum lugar você tem que ter o título de eleitor transferido para tal país, cidade, estado, enfim, você tem que estar registrado na cidade? Não. Ela sabe viajar, deve saber como passar um cartão de crédito para pagar a bolsa cara que portava, mas não sabe ler informações sobre cumprir deveres de cidadão brasileiro. Subi com meu passaporte, pois meu título de eleitor sumiu junto com as borrachinhas de cabelo e mais um monte de badulaques que, segundo Mario Quintana, ia parar nos Anéis de Saturno. Lá deve estar rodando meu título, mas se vota sem ele. Eu já sabia. Eu leio sobre os direitos e deveres de ser cidadão em qualquer parte do mundo, enquanto minha desorganização vai jogando coisas importantes para o espaço...

Votei no 45. Aécio. Não tive escolha. Não quero mais ver o PT no poder. Não vejo o Brasil num bom momento. Os escândalos de corrupção foram o suficiente para eu achar que chega deles. Na Marina, não votaria nunca. Para mim, a religiosidade excessiva é uma prova de ignorância e tirar o PT para colocar os religiosos fanáticos está muito longe de ser algo que quero para meu país, esse que cultiva senhoras ricas que não sabem o que acontecem dentro dele. Esse que acoberta a pobreza com bolsas família e esse mesmo que faz descaso para o fato de não termos nenhuma proteção por parte do estado. O Brasil está um caos. Ninguém respeita ninguém. Um e-mail de trabalho não tem resposta, se você não está em dívida com um prazo. Quando entrega, não recebe nem muito obrigada ( salvo alguns poucos que mantém a polidez). Bem, já desvirtuei. Again

O voto que eu dei para o Aécio foi com um certo receio. Um "sei que não é o cara" . O discurso dele com a família em São João Del Rey pedindo voto me irritou. TFP. Tradição, Família, Propriedade também são valores obsoletos. Não que não valham separados, mas somos hoje um modelo de sociedade complexa.  Defender valores que, se sabe, não funcionam na vida real, apenas para discurso, é uma tristeza. Mas votei. Não tive escolha. E liguei para um amigo que me disse "descobri hoje que a Marina é evangelista", se referindo a religião da candidata, ele não articula bem as palavras em português, pois vive há muito na França, mas faz questão de votar nas eleições do país que nasceu ( ele também lê muito). E continua do outro do lado da linha enquanto eu caminho pela rua Rivoli contando que votei no Aécio: "eu prefiro votar no pobre que rouba do pobre do que no rico que rouba dos pobres. Por isso votei na Dilma." Encerra. Eu desconverso e aceito. Não vou discutir com quem tanto respeito por pessoas que não merecem meu respeito. Que sinuca. Ficam os amigos. Vão-se os candidatos. 

Fica a imagem do Brasil do Vidigal, onde passei bons momentos quando estava no Rio... Só para contar que tenho uma série inédita de #BOYSVIDIGAL para uma expo em 2015!



 E é assim o meu Brasil, estou fora, mas estou dentro. Um país emoldurado pela pobreza, com tanta riqueza a ser mostrada, vivida e explorada. Tudo clichê. Fuck off. 
Que vença o menos nocivo para meu país tão descuidado. 
Bisous
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Paris diário 2...Street, arte, flores...SS15..Normcore... Caroline de Maigret, Pharrell Williams, Snoopy Dog...



O dia amanhaceu perfeito em Paris para a corrida matinal e para eu ordenar minhas ideias. Ressaca total de Fashion Week. Minha cabeça não para de pensar em tudo que vi e vivi nas últimas semanas. Tanta informação para falar hoje flores e de rosas. O mês é da cor para gente combater o cancêr de mama e eu mesma percebo que não faço meus exames faz dois anos.  Dia desses, num jantar com o time de amigos que vem para Paris, escuto a mesma coisa de uma amiga. Ela também não faz seus exames há dois anos. Estamos todos loucos. Loucas. Muita gente fala em normalidade na moda. No Normcore, mas ele de fato sempre existiu nas ruas reais e também nas portas dos desfiles. Eu sou uma das adeptas. Opto pelo normal mesmo, que não é de maneira alguma o normal para alguém que não lide com moda. Estamos contaminados até vestindo o jeans e a camiseta branca, trazemos no espírito o astral de iniciados. É como uma marca enorme na testa. Uma letra escarlate ( ver o filme A letra Escarlate de 1995 com a Demi Moore. Toda mulher deve ver. Um clássico. A gente precisa deles para não ficar tudo tão vazio).
Bem, flores são para serem usadas assim no conjunto total, você gosta? Não sei se gosto, mas elas estão por tudo... 

Os cabelos coloridos ou descoloridos total também. E essa onda de não se pentear é o melhor alívio para quem gosta de andar normal. Para entender bem essa normalidade parisiense já encomendei o meu exemplar do livro da Caroline de Maigret "How to Be Parisian Wherever You Are: Love, Style, and Bad Habits". Não é tão fácil assim, apesar de todo mundo querer ter o estilo das parisienses e elas escreverem sobre como se faz, é impossível ser uma, sem ter nascido aqui. Nosso DNA é outro por mais simples que sejamos. 

Minha inspiração?

As camélias rosa ( essa é para você Luiza Garmendia) que cruzei durante meu treino. Veio até com a abelha avec.

SOM???




Na rádio Nova Planet enquanto escrevo.
Vida real baby
Até amanhã
Bisous
A+


Paris Fashion Week...SS15...


Depois de oito anos correndo entre desfiles e portas de Paris e também de outras cidades e países, a moda tem um outro significado para mim.  E sei que não estou sozinha nessa. Os looks do dia tomaram conta de tudo e não são algo ruim não, apenas não deveriam ser o único meio do público ter contato com a moda. 
A partir de hoje eu me proponho a fazer um post diário aqui no blog. Preciso contar tudo que vivo e vejo e acabo não fazendo por estar absorta pelo que se transformou minha carreira. Colunas, fotos e a grande surpresa: a Garmendia/Press que sou eu e fotógrafos associados.




Aqui uma foto da Gaia Garufi, minha mais nova pupila. A Gaia mora em Milão e cobriu para mim a semana de lá. A menina é italiana, mas tem pai morando em São Paulo. A Garmendia/Press é hoje então um time de talentos internacionais. Gaia é meu braço na Itália. No street da Gaia o toque italiano para cores e texturas e muito movimento. Como ela, também tenho origem italiana. Para quem não sabe: meu nome é Marcon Garmendia. 

Parêntese enorme: tenho uma vontade incrível de olhar para outros canais que renovem meu amor pela moda. E assim tenho feito. 

Mas vamos lá: tanto a Paris Fashion Week quanto Milão e Londres não trouxeram grandes novidades para quem acompanha a moda das ruas. 

O azul é mais desde o ano passado e já fiz dezenas de resenhas aqui e ali sobre ele, mas agora caio de amores pele primeiro look do post: nada novo, mas combinado de uma maneira diferente. Vamos continuar na vibe cropped barriga de fora que eu jurava que não ia vingar e vingou até em mim. Quando estou com as corridas em dia e a dieta também até eu curto a cintura alta com o cropped e o casacão e os tênis. E claro que além de ter meus tênis de muitas marcas também preciso de mais um All Star branco já que a Luiza do Shakespearedebatom.com.br pegou o meu emprestado para pintar de dourado e nunca mais tive notícias dele. 

Vou guardar mais assuntos para amanhã. Não não fui ao desfile da Chanel. A marca não convida mais jornalistas do Sul do Brasil. Perdemos para os looks du jour. É hora de renovar em tudo. E eu fui sim ao desfile da Saab, da Prada, do Gaultier, do Simoens, da Rochas, da Issa e muitos outros que, aos poucos, vão se materializando em postagens aqui e nos veículos que colaboro.

Hoje é sexta. Paris ainda é uma festa. O céu está azul. E a inspiração é essa foto que acabo de fazer ( e dar uma artsy nela) na saída do supermercado:




Pode? É vida real ma chérie. É partindo desse princípio que a vida pode ficar mais interessante. Aqui vejo listras, azul, brilhos, vazados e que mais? Dourado...
Mande suas inspirações para mim!!!
Vou amar publicar!
Bisous
Amanhã continua o desafio.
Conto mais sobre a PFW e a vida na Europa.
A+

Jean Paul Gaultier the last prêt-à-porter show in images...


































Prefiro não falar. As imagens mostram. As coisas estão precisando de renovação. Gaultier sai do prêt-à-porter. "Ainda temos a couture", diz Carine Roitfeld na saída do show. Ainda temos muito a ver.
É uma parte do show que termina.
Bisous
A+

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