Spring Summmer Paris 2014...Street Pictures, Galliano, Martin Margiela, Kris van Assche...

cabelo
E eu me propuz a fazer uma incursão curta pelo street masculino Paris primavera-verão 2014. A decisão é a seguinte: o street se afundou num mar de aspirantes a famosos que fica muito complicado um clique bom. Eu, como jornalista profissional, cheguei à fotografia por necessidade e depois por paixão. Minhas fotos de street vêm dos tempos que eu ainda ensaiava timidamente pelas ruas de Nova York captar os modismos de um movimento que para mim era e é fundamental para entender a moda e a sua industria. Não entrei pelo caminho errado, porque é sim pelas ruas que se vê o que vai pegar na moda. Mas as portas de desfiles foram além. Viraram um show à parte, muitas vezes elas esmagam as propostas das passarelas. Ninguém nem lembra quem desfilou, mas sim se tinha esse ou aquele personagem na porta ou na primeira fila. Fala-se muito desse esgotamento bling-bling e ele tem realmente os dias contados para quem, como eu, gostaria de presenciar um outro momento. Com mais atitude espontânea, menos teatro, mais realidade. Mas essa imagem acho que pode dar um pouco da real dos cabelos dos boys. Assim como ( quase)  todas as outras que eu selecionei para publicar hoje.  


lindo
Muita gente vai aos desfiles para aparecer, mas entre eles, existem os buyers, os editores sérios de moda. Esses sim mostrando por onde a verdadeira elegância passa. E ela é simplesmente uma camisa, um blazer e cabelos cortados curtos com uma barba aparada. Essa é uma das vertentes reais...



magia
Homens que estão preocupados com seu look, mas não chegam a ser metrossexuais. Tão 90's esse termo. Bem, nossos boys reais usam jaquetas em gabardine e tem sim a barba mal-feita ou um pouco mais comprida e ainda enorme!!! Concentra que tem mais... As cores vão do marrom, passam pelo verde e esplodem em diferentes tons de azul, laranja e amarelo ( passarelas mostraram. 



galliano
Vi no Margiela, no Kris van Assche e no Galliano, na foto acima.




magia1
E sempre tem os adeptos das t-shirts. Com ou sem mangas. Com ou sem bigode. Com ou sem músculos. A variedade é grande. É o estilo Vogue Homme em muitas adaptações. Tudo lindo.


bone
E tem a vibe dos boys bonés. Mais novos. Atitude rock ( total no desfile Margiela). Sempre rebeldes. Nunca menos lindos.


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E na joalheria os cordões de prata com simbolos pendurados. Veste homem e mulher. As camisas não são tão fit. Secas, mas sobram um pouco. As calças são, na maioria, curtas. Quando em jeans, com rasgos. Bermudas alfaitaria em profusão. 


numero
E rola uma numerologia. Tinha no Raf Simons, no Kris van Assche e tem nas ruas. Outra onda? Bolas.  Tinha no Assche e no Galliano. Falando na moda desse: é total voltada ao mercado oriental. Sapatos com solados enormes. Os japas amam.


E tem também...


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As gatas mais soltas. Menos patricinhas. Nunca não lindas. Adoro esse cabelo maçaroca. Rappermania. 


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E novas e simpaticas leituras do punkismo. O movimento permanece vivo e com cores. J'adore ça. 




circo
E os apaixonados por performances. Amo. Quem viu o show do Rick Owens? 

Curte aqui a banda que tocou a vivo. Se chamam Winny Puhh e fazem shows incriveis!!!




Bem, é isso.

Uma imagem das luzes naturais de Paris. Thanks life.



Continuo por aqui e no meu Insta @anagarmendia
A partir de amanhã entro em mode couture com cobertura street-style para o site da Vogue Brasil...
Bisous
A+


Madonna, Steven Klein, Secret Project...


O momento é de violência até na arte. O teaser do novo trabalho de Madonna, liberado ontem no seu canal oficial, é um soco no estômago. Clima de prisão, violência, som de cordas e um bailarino lindo dançando quase nu, são alguns dos componentes de seu "Secret Projetc". Mais uma vez, Madonna trabalha com Steven Klein. Aguardando mais!!!!

Quer ler uns posts interessantes? Acessa o blog da outra Garmendia aqui: 
Shakespeare de Batom.com.br

Bisous
A+
Ana 


Alquimias de uma semana em Paris...






Essa semana tem me levado a viajar por distantes mundos.  Estive, em sentimentos e sensações, no Brasil. Acompanhei a onda de protestos por causa dos 20 centavos de aumento nas passagens de ônibus. Vi todos os desdobramentos que um ato isolado teve em um país faminto por justiça. Essa semana mudei de casa em Paris. Essa semana também vi uma lua maravilhosa se desvendar de cima de um telhado. Cena de filme. Vivi meu Minuit à Paris. Não voltei no tempo, mas senti que o tempo tem me sido generoso. Essa semana passei na porta da casa do Alquimista Nicolas Flames levada pelas mãos de um grande amigo. Quando parei embaixo da janela, onde o homem que se dizia autor da pedra filosofal viveu, pensei que estaria absorvendo um pouco da energia que paira por ali. Sim, não é dessa semana que acredito termos o poder de transformar nossas vontades em realidade. Sempre penso que a sabedoria universal se encontra espalhada no ar e que podemos absorvê-la ao entrarmos em contato com a natureza ou com uma música, um cheiro, um gosto. Desenvolvi meu feeling para a moda assim. Aprendi fotografia observando, olhando as luzes de Paris e tentando pegar com meu clique momentos no ar ( não sei se faz sentido para vocês, mas para mim sim). Por isso, também eu me transformei em uma alquimista. Todos podemos ser, inclusive. Então, ainda essa semana, ao sentar em uma mesa de um café percebi que não tinha os 20 centavos que me faltavam para completar o preço a ser pago.  Relaxei por uns instantes e pedi do mesmo jeito meu café. Necessitava dele. Estava cansada demais para ir até o banco sacar a quantia. Tinha sede.  Fazia calor. De repente, depois do meu último gole do café, olhei para o chão e avistei uma moeda de 20 centavos. Ironicamente o mesmo número que fez uma barulheira envolvendo milhares de pessoas no Brasil. Ao enxergar o dinheiro que me faltava, olhei para os lados para ver se, por acaso, alguém tinha acabado de deixar cair. Nada disso. Os 20 cents eram para eu completar meu café. Os 20 cents eram para eu acreditar realmente que transformamos nossas vidas com nossos atos. Para eu ter a certeza que estou aqui nesse momento escrevendo para vocês porque tenho que passar adiante a esperança em encontrar nosso “pote de ouro” em qualquer momento, a qualquer instante, em qualquer semana, em qualquer lugar. 

Som que me inspira a mudar...
De novo Daft Punk. Amo o depoimento do Georgio Moroder e sua dificuldade no começo de carreira. Quando a gente ama o que faz, podemos passar pelos maiores apertos, o mais importante é ir em frente. Pelo tempo que for... Esse tempo pode durar anos... Escute bem. É lindo! 





 Beijos.
Esse texto foi originalmente escrito para minha colaboração no Face de meu patrocinador oficial PKB.
É isso!!!

Instagram??? @anagarmendia
Posto todos os dias looks de rua de Paris ao vivo!


Vogue Homme internacional, Lana del Rey, Daft Punk, Lanvin croisière, The great Gatsby etc...

Fiquei louca com a cada da Vogue Homme internacional, mas não pela foto linda do modelo ( também um pouco ok, mas levo esses personagens sem mistificar muito), e sim por ler que a vibe da revista é a mesma que prego faz alguns anos. Liberté, liberté, liberté canta Carla Bruni em seu primeiro disco, depois de deixar de ser a chatinha primeira-dama da França e voltar a ser a linda e livre mulher que sempre foi. Bem. Para Vogue Homme, o verdadeiro luxo é a liberdade. Por isso, estou aqui agora, vivendo no meu cafofo 1 e me sentindo como se tivesse voltando para dentro do meu Coccon. Quer luxo maior que essa liberdade? Apenas sair pela rua e imaginar qual é a vibe do momento. De cara, percebo essa. A da ruptura com as padronagens. Vamos ser livres para conseguirmos ser chiques. Sem frescuras. É o que me parece ao voltar para casa. Todo mundo amando moda, mas com a liberdade de repetir, como por exemplo, mil versões da bolsa Lady Dior. Feita para Diana ainda nos tempos de Jacques Chirac como presidente!! Vocês sabem dessa história? Se não, avisem que volto a contar!!!


E se o luxo é ser livre, vejo em alguns editoriais, uma história preocupante: O fim do macho. O homem acabou gente??? O que fica nessa? Chauvinistas de um lado e medrosos de outro? Precisamos compreender esse anunciado fim.
E ver se eles têm recuperação. Confesso que voltei do Brasil com uma péssima impressão da postura masculina. Achei eles longe de serem homens do século 21. Tudo mecânico. Talvez isso esteja acabando com eles. Talvez eles precisem perceber que as mulheres não são tão iguais assim. Vamos ver o que esse fim do macho representa na verdade. 


Ainda nas minhas andanças com leu I-Phone, ok vou sair amanhã com a grande, mas hoje chovia.... Me bato com a vitrine linda de Gaultier com roupas para mulheres super resolvidas e magras, bien sür. Amo Gaultier. Vou soltar um texto que tenho no forno faz anos sobre os arredores de seu atelier no 2eme arrondisseent de Paris  e por onde tenho andado para visitar amigos...


Nas criações que ainda estão por vir....
A riqueza da Lanvin...


Amei a coleção Croisière outono 2013. Rica! O mundo precisa sair da crise. As imagens podem ajudar a melhorar essa decadência mundial, mesmo que ainda existam muitas fortunas para consumir. Seria bom vermos uma economia que nos desse acesso maior a certas marcas... Utopia de uma jornalista. 


Para fechar....




My name is Tom Ford... Na loja dele, aqui perto do cafofo, um lindo e comportado terno rosa claro. Brinco com arte, mas a proposta foi dada. Nada mais careta do que você não entender as simbologias que as imagens trazem. Vamos pesquisar???
Eu vou!
Amanhã tem mais...
Som....
Curtindo Daft Punk e o depoimento de Georgio Moroder...Amooo e, esses dias no aeroporto de Lisboa, vi um grupo de gringos curtindo muito também. Boa essa harmonia mundial que um som pode proporcionar. 




 Entusiasma...
Depois outra de minhas paixões tardias: Lana del Rey 



E por fim Soundtrack do Gatsby...A febre do momento...

Me segue no insta: @anagarmendia. Twitter idem...
Bisous
A+


Catherine Baba, Beyoncé, The Great Gatsby, Prada...

catherineblog
Faltam algumas horas para eu "back to Paris" e o que mais me ressona na cabeça são sons e sensações que não são novas, apenas lidas de uma outra maneira. Escrevi algumas matérias sobre o new vintage, mas na verdade é mais que uma pegada de novas leituras e sim de escaparmos das banalidades de outros momentos vividos, seja em qual movimento da arte. Brinco muito com as possibilidades que minhas imagens me dão. Sei que a moda de 2013 vai ficar nessa batida, mas não apenas nela. Ao observar as obras que estão saindo do forno esse ano percebo que é bom pirar naquilo que foi feito. No que deu certo. Por isso esse é o ano da volta de grandes nomes com Daft Punk, da mistura de luxo e arte ( veja a Bienal de Veneza e todas as conexões que ela mostra) e da absoluta falta de conexão, e alguns momentos, com a realidade. Bem, mas o estouro do ano é mesmo o filme " The Great Gatsby". Figurino Prada e excelente trilha sonora. Piro ao ouvir Beyoncé em " Back to Black " e ainda em sons da Lana del Rey, uma de minhas divas favoritas da musica, depois que eu perdi Amy. 

Bem, é isso. O blog não é mais o mesmo. Essa temporada brasileira foi um rito de passagem para meu trabalho...

Passei o dia ouvindo... Ouça também...



Eu volto. 
Back to Paris
Bisous
A+



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