Sobre o tempo...


Apesar de estar em temporada brasileira, ainda não consegui começar meu street style por aqui. Então, curto caminhadas pela orla com meu I-phone e me delicio com as possibilidades de novas imagens. Pura inspiração. Assim como Paris, paira sob o Rio de Janeiro a bruma da criação, da inspiração e, principalmente, o savoir-faire ou em bom português o saber-fazer e aquilo que eu descubro com muita intensidade: o saber viver. Para o carioca, a vida é menos complicada, me parece ao vê-los cruzar por mim e também quando troco ideias com amigos que vivem aqui. E também menos complicada no vestir, mas isso eu deixo para quando fotografar...

Enquanto isso...
Penso, logo me visto é o título da minha coluna de semana passada na Gazeta do Povo, onde usei a foto abaixo como ilustração. O link aqui.


Continuando...

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 Quando recapitulo as imagens de Paris, elas me falam muito. Muito sobre o tempo que vivemos. Sobre as influências de estilos, de personagens, de lugares, culturas, enfim é tudo um grande novelo ( acabo de ouvir isso de uma amiga e incorporo total!!!), sem realmente um fio que nos leve ao começo ou ao fim. A moda de agora é o reflexo de tudo. Da mistura, da confusão econômica, da necessidade de sobrevivência da arte, do surgimento de novas ideias. Da vontade de criarmos looks novos ou de recriarmos a nossa maneira imagens velhas. 



BLOG
 É onde me deparo com essa foto, inicialmente publicada na minha coluna do site da Vogue Brasil durante a semana de moda de Paris. Aqui algumas peças antigas conhecidas nossas. A bolsa Speed monograma da Vuitton, com a marca de propriedade dela. O que para alguns pode parecer cafona, para outros é uma forma de valorizar sua escolha pelo clássico. O sapato-fetiche Valentino, lançado ano retrasado e um dos maiores sucessos da marca depois do vestido vermelho. Eu tenho um. É realmente causador de furor. Postei isso quando comprei em outubro de 2010, se bem me lembro...Tudo isso para dizer que o mais sensacional de agora são as maneiras pessoais de vivermos nossas peças. Acabo de comprar uma nécessaire da Vuitton para fazer de carteira. Vi Alexa Chung usando em uma festa em Shangai. Achei interessante e repliquei a ideia. Ao buscar a peça na loja, me deparei com a incrível alegria do vendedor. Fashionista como eu, sabia bem do que eu falava quando pedi a bolsa. Ele me explicou que, assim como Alexa, algumas clientes andavam fazendo isso. Dando uma nova leitura para peças eternas. Amei esse conceito. Valorizar o monograma Vuitton é esquecer as falsificações e adentrar dentro da historia da moda do século 19. 

C'est pas mal. Temo que nos enroscar no novelo, mesmo que pareça loucura, mesmo que nos sintamos zonzos com tantas infos. É assim mesmo que temos que prosseguir, para podermos termos vontade de misturar e fazermos uma moda mais autoral, nunca sem historia.

Bisous
A+






3 comentários:

Anônimo disse...

Lindas fotos!!!

Dino Napoleão disse...

Oi Ana, saudades de você também! adorei o novo visual do blog.Bjos pra você e pra Cirlei!

Carmen Filgueiras disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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