Louis Vuitton, Paris menswear outono-inverno 2012, Marc Jacobs, Kim Jones...

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De uma forma muito contundente a apresentação da Louis Vuitton menswear outono-inverno 2012/13 encontrou o espírito de meu livro Retratos de uma cidade do Século 21, obra que deve ser lançada em abril desse ano. O encontro entre cidades e suas identificações míticas, suas particularidades, suas linguagens de vestimentas são uma leitura daquilo que eu preparei como obra. Claro que tudo isso em outra dimensão, mas quando cheguei ao lugar do desfile de hoje me senti tão à vontade que resolvi fazer desse post uma ode à liberdade de expressão. Mais uma entre tantas que eu promovi. De hoje até domingo vou ficar apenas aqui, decifrando os desfiles que vejo e postando do meu jeito, sem nenhuma amarra. Aqui é meu espaço e é daqui que tudo se transforma. Bem, a Louis Vuitton tem um novo diretor de estilo para o masculino. Seu nome é Kim Jones e, assim como Paul Hellers, é ele quem coordena a coleção. Marc Jacobs é diretor criativo. Vai ao desfile, senta na primeira fila e aplaude no final. A coleção é um misto de culturas, assim como o público convidado. 



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A mistura entre os clássicos Vuitton e os modernos são evidentes a cada olhar. Uma bolsa careta com uma sandália arrojada. É essa a Vuitton do Século 21. Sem fronteiras entre Istambul e Paris. Portas abertas entre Bombay e Shangai.

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A passarela apenas mostra o que do lado de fora existe de uma maneira irrersìvel. Todos esses personagens fazem a criação pensar que é preciso misturar. Não existe mais nenhuma fronteira entre o consumidor do luxo e é para isso que as equipes se voltam. Para tentar entender quem é esse cara que une passado presente e vai firme para o futuro. Delícia apreciar a gravata em pena de pavão. O Wayfarer é exatamente o elo entre ontem e amanhã. Amo isso. 

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E amo ver que a explosão colorida de 2011 não acabou, mas existe a volta das cores fracas. A onda entre os beges, cinzas também aparece nas passarelas...A atitude chapéu continua, mas a gente vai ver que não são apenas eles, aliás, eles passam a ser menos...Usa-se muitas toucas ( eu inclusive sou adepta total!!!).



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Ok, mas dentro dessa mistura existe a barba mal-feita e o descompromisso que é quase uma obrigação para ser elegante, sem ser chato. Entende? 

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Mas os extremos voltam a puxar a gente para o outro lado da linha. Pode tudo, mas a pegada tem que ser com bom-gosto, por mais absurdo que isso possa parecer. Existe um detalhe, uma sintonia fina que faz um look desses ser interessante e...


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Educativo. Como usar um sapato masculino bicolor, sem ser masculina demais? Com uma saia linda assim. Você pode não curtir, mas pode sim decifrar e se inspirar...


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Afinal, na verdade, uma tarde de desfiles ( e eu vi três hoje, mas não vou conseguir postar tudo...) é para gente se abastecer de muitas ideias e depois ir, pouco a pouco, absorvendo e consumindo. Sempre na medida de nossos poderes e quereres...


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O universo Vuitton de hoje ensina mais do que cores e cortes, ensina arte. A vibe de Jacobs e Jones passa pelas décadas de 70 e 80 com o trabalho do ilustrador Antonio Lopez, um hiperrealista. É bom pesquisar sobre. Estou fazendo isso agora!!!!





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E de novo esse hiperrealismo me agrada e entra de acordo com o blog. A moda tem que ser vista com esses olhos enormes de quem vê tudo grande. Dessa forma, uma estampa ganha um significado maior, um tom ocre passa de uma bolsa a uma parede e tudo se funde em algo realmente parte do nosso cotidiano. Fica mais divertido quando se pensa em moda assim. Além dos cortes e modos de uso, algo importante também, mas muito fácil, quase matemático de ser entendido...


Para fechar o encontro Vuitton, um grande momento na saída do desfile.  De repente fomos abordados por esse modelo francês, um lindo menino assustado pedindo um lencinho para tirar a maquiagem. A realidade dos desfiles era grande demais para a sua, de seu bairro. " Eu não posso voltar assim para casa", disse. Abri a bolsa, peguei um creme para as mãos, pedi a Marina Sprogis ( dona da foto dele no desfile!!!) um lencinho de papel e delicadamente tirei toda a maquiagem do seu rosto. Hiperrealidade pede contenção também. "De nada", respondi aos inúmeros agradecimentos do garoto para devolvê-lo a sua realidade. 
Merci Paris
Bonne nuit
Amanhã tem mais.
De madrugada vou aos ateliers da Vuitton ver como são feitas as bolsas que levam a gente para os patamares do desejo. 
É assim mesmo.
A vida como tem que ser.
Bisous 
A+



2 comentários:

Luciene Vieira disse...

linda a estória do menino modelo. melhor ainda lê-la contada por ti. obrigada!

birkinboy disse...

Os seus post são fanatsticos. Leio todos! é como se tivessemos a viver ao mesmo tempo que os vamos lendo :)

http://birkinboy.blogspot.com

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