Street-style Paris 2011...

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Depois de alguns dias viajando por um mundo absolutamente distante da moda (Alsace e Auvergne, interior da França. A primeira foto é de um grupo de dança folclórica numa tarde de domingo em Alsace...) volto para Paris com a sensação de que ver moda realmente é muito mais que observar as semanas de moda, as vitrines, revistas e tudo mais. Ver moda é ver tudo e principalmente entender porque determinadas pessoas precisam vestir determinadas roupas e porque tudo na gente tem uma sintonia direta com o nosso estado de espirito. Com esse astral, mergulho novamente nas imagens da alta-costura. Com a vontade de descobrir qual é a pegada da hora...

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De cara sei que as imagens dizem tudo. Poderia largar em off e elas bastariam para que os leitores entendessem o processo moda-imagem-ego-fashionweek. Faço tudo com liberdade porque afinal um blog é para isso mesmo, para gente tentar explicar livremente o que vê. Não quero fazer a cartilha, disse milhares de vezes isso. Mas assim vou continuar a fazer do mesmo jeito, mesmo sem ter esse objetivo fixo na mente. Os desfiles de alta-costura mostraram um caos absoluto em alguns momentos. Gente querendo fotografar. Gente fotografando. Impossível você se ater aos detalhes e aos desfiles!!!! A única maneira é disparar as lentes e depois realmente ver se veio algo novo ou não. O novo é a liberdade, que não é nova, mas que continua a alastrar o poder das marcas. Elas formam diferentes tipos de públicos. Enchem os amantes do assunto de paixões, vontades e possibilidades de usar essa ou aquela roupa. Fazer esse ou aquela cabelo. E aqui eu amo de novo o cabelo vermelho e a sobriedade de uma alfaitaria romântica do eterno maravilhoso encontro entre o branco e o preto.

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Ele é resistente e confirma: a corrente minimalista não passa em apenas um virar de estação. É forte e adorable


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Assim como as transparências, as rendas e essa cor e corte de cabelo 
(deixando o meu buscar esse caminho!!!). Interpretação dramática versão Givenchy (quase certeza. Corrijam-me se estiver errada, porquê não tenho o habito de parar ninguém para perguntar o que usa. Minha timidez jamais permitiria tamanha invasão de privacidade. Prefiro a pesquisa...)

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 E também a observação me rende boas constatações. É esse cabelo mesmo. E a cor é muito boa idem, assim como esse jogo de cores, estampa, tecido. Tudo funciona e se funciona é moda. Voilà

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Voilà de novo para esse look tradicional do time de francesas que trabalha na Vogue Paris. Repete a cor de cabelo marrom dourado e o corte um pouco mais longo. Insiste o leopardo. Não tem jeito. O bicho não quer abandonar a cidade. Adoro o jogo com o branco seco.


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No contraponto das francesas simples e leves, estão as russas que atacam a cada Fashion Week com seus modos de viver a moda super divertidos e interessantes. Cores, flores, bolas, formas, interpretações diversas é com elas mesmo. 


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De Valentino à Prada e também espaço para muitos designers que habitam bem longe e que elas fazem questão de desfilar na Paris Fashion Week. Causam sensação e espalham sua cultura de viver uma roupa. 


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E do ponto de observação que eu me coloco sempre vejo detalhes que vêm de quem busca a moda a trabalho. Cabelinho enrolado de qualquer jeito com trança e graça no meio. Viva a imaginação. 

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E viva as estrelas da camisa de seda da Virginia Mouzat, redatora de moda do Madame Figaro e uma das mulheres mais elegantes que conheço. Simplicidade e classe é o estilo da francesa que foi cotada para substituir Carine Roitfeld na Vogue Paris. Sobre Mouzat, um universo de informações interessantes que a gente pode ver na internet, inclusive um auto-retrato onde ela se mostra nua em frente a um espelho. Na edição N°3 da revista Industrie uma entrevista linda com ela e também com Jean Charles de Castelbajac. Na mesma publicação, uma constelação de imagens de Mert Marcus e ainda outras entrevistas com gente da moda. Tudo mais cult, menos Broadway, se é que se pode dizer que Peter Marino não é bling bling, mas tudo bem. Compra e vê outra seleção de imagens com Marc Jacobs todo de Prada. Versão feminina again. 

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 Post enorme, finalizando com esse detalhe de como a moda pode ser fazer passar a ideia da leitura. Uma boa ligar uma coisa a outra. Algumas garotas fazem e é de caso pensado, mas mesmo assim não perde a finalidade de dar a mensagem. Quem lê mais, sabe mais? Não necessariamente, mas a probabilidade aumenta e muito. 

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E como eu me propus de colocar um outro olhar aqui, uma edição de fotos nada ensaiadas, as passadas rapidas de Franca Sozzani a absoluta editora da Vogue Italia. Chapeau para ela, como a gente fala aqui na França. A mesma que se usa em português. 

Gros bisous
Estava com saudades de ficar aqui blogando.
A+
Paris 18°C.

4 comentários:

Cristiana Nunes disse...

Adoro, adoro o 3º look! Minimalismo é sempre safe: nunca erra, é sempre chique!

Style Cool by: Douglas Lopez disse...

Adoro suas colocações, suas imagens são magnificas...Não deixe de postar por muito tempo, sei bem como é dificil ter tempo para conciliar tudo mas...

PS: VEJO MUITOS BLOGS E O SEU ESTA ENTRE OS MEU PREDILETOS...

ABRAÇO....

LUBE disse...

Lindas fotos, pra variar. Amo o minimalismo da terceira foto, e as russas, junto das japonesas, são as mais animadas na hora de se vestir.

bjs ana!

ANDERSON disse...

LINDO ANA ...ADOREI

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