Da arte de usar Chanel...Paris Life-style 2010...

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Poucas coisas me impressionam no mundo da moda. Vejo sempre tanta beleza que o luxo de grandes marcas, por vezes, pode se tornar banal. Mas quando me deparo com certas cenas, percebo o óbvio (a meus olhos!!): o banal e também a vulgarização são provocados pela ato de usar a roupa e pelo espírito de quem a veste. Uma roupa Chanel é caracterizada sempre por certos códigos fáceis de serem reconhecidos. Pérolas, correntes, logos, tweeds, preto, branco, etc e tal. Então todo mundo que usa Chanel fica linda? Nem sempre. Algumas não me tocam em nada. Outras em tudo. O olhar dessas meninas interpreta bem o orgulho de vestir uma roupa que tem história. Uma orquestração perfeita entre a cultura oriental que traz o respeito como premissa básica e vital de sobrevivência dentro da sociedade e a ocidentalização do luxo Chanel. 

Few things astonish me on the fashion world. I get to see so many beauty within the big labels luxury, that sometimes it can be trivial. But when I come upon certain scenes, I realize the obvious ( by my eyes!!): the trivial and the vulgarization are instigated by the act of wearing the clothes and by the spirit of who wears it. A Chanel outfit is always distinguished by easy codes to be recognized. Pearls, chains, logotypes, black, white, etc and all. So how come everyone that wears Chanel gets pretty? Not always. Some don’t strike me a bit. Some do in everything. This girls glance translate well the pride of wearing an outfit that’s has some history behind. The perfect orchestration between the oriental culture that brings respect as its basic and essential premise of survival within the society and Chanel’s luxury occidentalization.

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Assim como essas senhoras se mostram tão orgulhosas de manterem essa tradição de elegância. Uma simbologia que mademoiselle Gabrielle Chanel instituiu quase cem anos atrás como um símbolo de liberação feminina. Bem, para cada uma dessa mulheres vestir significa algo importante. E certamente existem traços que convergem ou divergem em suas escolhas. O bom de ver tudo isso é que em cada uma delas, a roupa toma uma dimensão completamente diferente. E isso é a magia Chanel. E aqui nada é banal, mas poderia, não fossem elas boas intérpretes. 
Bem, bom domingo.
É quase Natal.
Paris 6°C.
Bisous.
A+
Just as these ladies that show so much pride of keeping the tradition on refinement. A symbology that madam Gabrielle Chanel established almost hundred years ago as a symbol of women’s liberation. Well, for each of these women the act of dress themselves means something important. And for sure there is some line that converge or deviate in their choices. The nice thing about all this is that in each one, the outfit becomes a completely different dimension. And that’s the Chanel magic. And here nothing is trivial, but it could, if they weren’t  nice performers.
Well, Nice Sunday.
It´s almost Christmas.
 
Translation by Juliana Cintra Mercadante

5 comentários:

choicesmultiple disse...

O que foi escrito faz mais que muito sentido. concordo inteiramente. Sempre foi a minha opinião de que não basta vestir, é preciso o espírito estar em sintonia. Aliás, de que importa a matéria se, a par dela, não existe o espírito? Para quê vestir algo se esse algo nos descaracteriza e, portanto, se não estamos à altura disso, apenas para marcar uma presença?
E isso também é estilo.
Amei as imagens e o que escreveu é real e muito sensitivo.
Excelente observação!

Luciene Vieira disse...

Coco Chanel sentiria orgulho de você, Ana!Excelente texto! Para mim, vestir Chanel (ou algo que a reverencie, pois o dindin nem sempre é suficiente) é entrar em sintonia com o espírito libertário e feminino que cada mulher carrega consigo - mesmo sem o saber!

Camille disse...

Show de post. Amei. É quando a moda transcende a moda. Bjos

Quiteria Franco disse...

Ana e Equipe,
Feliz Natal!
Obrigada pela excelência do trabalho.
Adoro!

MARCIA CASARES disse...

Arrasou, Ana.
Aliás como sempre!!!
Feliz Natal e Big Ano Novo!!

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