Moda Paris: Empório Armani, Dirk Bikkembergs, Milão Fashion Week outono-inverno 2009/2010...



O inverno 2009/2010 vem preparado para o frio. Primeira coisa. Nada de pouca roupa? Não é bem assim. Tem dissidências nesta proposta e a gente vai ver logo quem perverteu total. Aqui Missoni e uma coleção cheia de sobreposições e as controversas peles...Verdadeiras estas? Certamente.



Acho que tudo que a gente quer no inverno é vestir roupas assim. Corrigindo: tudo que eu quero. Casacos que esquentem, calças confortáveis e a possibilidade de ir tirando tudo à medida que esquenta. A Missoni tem como assessor de estilo monsieur Valentino ( aposentadoria mais bling bling do que real, pelo que tenho constatado) e entra numa fase mais jovem.





A proposta é a mesma. Casacão com franja ou não. Maxi-pull, meias, capuzes... Volta o marrom e...




Missoni curte as cores mais desmaiadinhas. Contenção de exageros nelas, ao menos.




Preparo uma matéria sobre comprimento de saias para a minha coluna na Gazeta do Povo, Paraná. Daí fico guardando o assunto, tendo sempre em mente que existem alguns leitores em comum. Quero que o assunto seja novo para todos. Bom, Armani nem parece Armani, mesmo a Empório e não ainda a Giorgio.



Tudo curto!!!!!



Armani sabe o que faz e o que vende. Tem termômetro para isso. Tricô, marinho e unhas pintadas de vermelho.




Mas a sofisticação permanece. Como o casaco em tecido brocado para usar com a parte de baixo curta. O que chama a atenção é o uso das meias ou pelos joelhos ou mais curtinhas. Um touch bem jovem na grife. Perguntinha: quem consegue usar estas meias?



E as bermudas de cintura alta com bolsos e pregas- usei muito nos anos 90- estão de volta.





Se eu fosse homem usava saias...




A moda que tem Jean Paul Gaultier como grande "embaixador" . Palavra meio cafona dizer que alguém é embaixador de algo. Vou tentar de novo: Jean Paul Gaultier é estimulador de uso de saias. Melhor.



Bem, agora tem Marc Jacobs que anda de saias. Ele contou, em entrevista à Vogue Paris, estar apaixonado pelo conforto das saias. A ponto de em NY, um assistente seu ter saido e comprado uma Comme des Garçon. No outro ou no mesmo dia ( não lembro ao certo) telefonou para a Rei Kawakubo e pediu todos os modelos que ela tinha em estoque. Acho o máximo, mas complicado encontrar quem não é Escocês e nem da moda usar. Mas que fica bom, isso fica.



Boa imagem para fechar o post da semana. Homens aos montes chegando para trabalhar na inauguração da Dirk Bikkembergs em Milão. 47. Anota. Loto nele.

E o que eu escuto agora. Para explicar: não sou patrocinada pelo Visa, mas foi onde eu achei o vídeo da música que queria postar:



Quem leu o post de ontem percebeu a imensa pedra brasileira na vitrine da Stella Mcartney?

Bisous
A+


Moda Paris: Drouot, YSL, Sienna Miller, Milénium, Rick Owens, Stella Mcartney...


Hoje é o dia das roupas vintage de Yves Saint Laurent irem a leilão na Drouot. O lugar é um dos mais conhecidos de Paris por realizar vendas a partir de cotação mínima de preços e vários compradores de todas as partes do mundo. Ontem conheci. Fui até a sala 5 do segundo andar de um prédio com salas forradas de carpete vermelho. Uma sensação meio estranha me invadiu na chegada. Mas ela logo de dissipou. Comecei a ver as raridades contidas naquele espaço, penduradas em araras e cabides vagabundos, arrumadas em vitrines estranhas. Mas tudo raro como um vestido de 1958 de Yves Saint Laurent para Christian Dior. Mítico.




Nada se cria, tudo se copia, depois de Chanel e Yves? Não é bem assim, mas a sala da Drouot me deu uma aula de Yves e todos seus anos de criação. Tudo vintage. Tudo usado.




Algumas coisas em excelente estado.





Outras não. Fiquei ali uns três quartos de hora. Mexi, experimentei, vi os preços e constatei que prefiro ter este Yves vintage na minha mente. Confesso que fiquei meio saudosa. Meio tocada. Como se eu tivesse invadido um espaço que não era meu. Tudo é de Yves ainda. Suas roupas tem vida e toda uma história de viagens físicas e mentais.




Muitas fases dele foram piradas pelo uso de drogas e álcool. Nada é segredo quando se trata de sua biografia.



Ele deixou claro no seu trabalho a influência de uma vida entregue aos prazeres e ao amor que, ficou bem colocado nas paredes ao longo da sala embolorada. Seus famosos desenhos de corações eram lançados em alguma promoção sempre na data de Saint Valentin, 14 de fevereiro. O leilão rola hoje durante todo o dia e as peças começam a custo mínimo de 70 euros. Tem tudo. Bijus, sapatos, lenços, roupas e casacos de pele.


Saindo dali...


Dei um pulo no Palais Royal para ver a boutique da Stella Mcartney. Era tarde. E o clima anunciava o fim de um dia de sol maravilhoso e o começo de uma noite fria...



A loja da Stella é maravilhosa. Saí com a whish list transbordando. Na vitrine, o macacão da campanha protagonizada por Kate Moss.


Quase ao lado, a loja de Rick Owens. Um barato. Ele consegue realmente sempre me surpreender. Depois volto ao Rick e sua loja. Hoje tomei coragem e coloquei no pescoço o lenço que ganhei no desfile de primavera-verão feminina. Resolvi perder o medo de Owens. É como se você chegasse perto de um trem fantasma, mas é tudo de mentira, é para assustar, mas não faz mal. Na real, ele é um grande criador que tem em Iggy Pop um mito, mas que não trabalha no negativo. Sua roupa é linda e boa e cara...


Voltando a Londres...

Coleção de Sienna Miller e Savanah. As duas irmãs se apresentaram como estilistas na London Fashion Week e este é o resultado.



Tudo comercial e street-style. É tipo um copie cole do que se vê as mulheres usando para ir aos desfiles de Paris de gente como Rick e Stella.



Sem tirar e nem por. As calças, os blazeres, as camisetas de coração ( viva Yves) e tudo mais. Não tem erro fazer roupa para vender hoje. O complicado é criar.


Saiu o filme "Milénium" na Suécia. A trilogia de Stieg Larrson é fênomeno de vendas no mundo todo. Eu estou no terceiro livro.
Tem noites que sou abduzida.
Para quem conhece ou se interessa, o teaser do filme:




Bisous
A+

Moda Paris: Kate Moss, Kim Basinger, Selma Blair, Lindsay Lohan, Kirsten Dunst, Evan Rachel Wood, Lou Doillon, Miu Miu...



É a vez da arte na moda. Kate Moss versão Marylin Monroe quase Andy Warhol, mas na verdade um Banksy, cujo nome verdadeiro é Robin Gunningham. O artista fez Kate a a vendeu assim na Bonhams' Urban Art Sale de Londres.



E a Milão Fashion Week começou com arte também. Miu Miu coloca em todas suas lojas do mundo portraits de grandes "it womans" feitas por Rem Koolhaas, arquiteto, ex-jornalista e street-style. Quem é essa? Selma Blair...



Aqui: Zun-xhou

Koolhaas tem uma agência de arquitetura chamada Oma (Office for Metropolitan Architecture) baseada em Roterdã e agora entra na onda moda-arte para a Miu Miu. Para lembrar que Marc Jacobs saiu na frente reeditando a coleção feita pelo artista Stephen Sprouse para a Louis Vuitton. Procure nos arquivos do blog. Tem toda a história. Linkei apenas uma parte.



Continuando... Se a roupa não nos encanta tanto, que a arte nos leve ao consumo de alguma forma. Adoro. Maggi Gyllenhall em dupla versão Koolhaas para Miu Miu 2009...E depois Lou Doillon. Ela ao vivo aqui no blog na semana de Alta-costura.


E ainda:



Lindsay Lohan sem leggings e sem namorada!


Kim Basinger, máxima...




Outra grande bem lembrada pela Miu Miu ou por Miuccia Prada: Rachel Wood. Se não mais Andy Warhol, grandes representantes da arte mais cabível em nosso entendimento contemporâneo estão na órbita da crise 2009.



Acabou a fase do não decodificado. Do mistério. Pelo momento, a vez é do que funcionou muito bem um dia. Não tem ninguém querendo errar. Volto amanhã com mais moda, arte, Paris e Milão.

Bisous
A+

Moda Paris: Eva Herzigova, Claudia Schiffer, Giles, Paul Smith, Roberto Cavalli, Vivienne Westwood...



Primeira baixa. A notícia do dia é: Just Cavalli, segunda marca de Roberto Cavalli, não desfila na Semana de Moda de Milão que começa amanhã. A Fashion Week vai de 25 a 4 de março. Depois começa Paris. A desistência de Cavalli é, segundo ele, uma maneira de proteger seu produto. A Just Cavalli participava das semanas de moda desde 1998. Ela faz parte da criação jovem do estilista italiano. A Roberto Cavalli, primeira marca do italiano, participa das apresentações desde 1994.



Agora Londres:


Sob forte efeito da crise
A London Fashion Week foi rápida e não deixou muitas dúvidas de que este é um momento realmente delicado para a economia mundial (??????? Muitos neste post!!!). Até criadores como Giles não escaparam de investir em modelos que não tem erro. Giles "copiou" literalmente alguns standarts da moda como os solados vermelhos dos sapatos de Christian Louboutin (seriam dele mesmo? Não creio, mas vou checar melhor), os CC da Chanel ( seriam GG???), a saia de couro do Alexander McQueen, mas mesmo assim, fez um desfile maravilhoso. Soa como homenagem. E é. Na sequencia dos slidess a roupa da Vivienne Westwood. Nossa dama inglesa com o seus tailleurs meio torcidos, suas calças largas, o dourado herdado da Prada, coleção verão, e a presença de mulheres comuns e mais velhas na passarela. O jeito é pegar a consumidora real homenageando-a. É uma tendência no meio da turbulência financeira que ameaça quebrar grandes conglomerados de moda. Não vou falar da coleção da Sienna Miller e sua irmã Savanhah chamada Twennty8Twelove hoje. Depois volto no assunto. Sobre Londres ainda, as imagens de Paul Smith. Ele, que também é das antigas, fez sua homenagem aos grandes. Rolou um copie cole do casaco de cabelo do Martin Margiela do ano passado, e daí? Tempos de homenagens e de ver quem consegue sobreviver ao temporal.


Nas bancas...

A maison Chanel faz cem anos em 2009. A Vogue Paris deu a edição de março para ela. Num editorial, Claudia Schiffer e Eva Herzigova brincam com a versão de outras grifes de grandes clássicos Chanel. Bom de ver. Chanel por Gucci...


Por Givenchy...




Por Versace...




Dolce & Gabbana...




Lanvin...




Sobre ontem à noite...



Foi um rebuliço no Grand Palais. A primeira noite de vendas do acervo de YSL e Pierre Bergé em parceria com a Christie's ( que é do grupo PPR aqui na França) bateu todos recordes de venda. Nada em crise o mundo das artes. 206 milhões vendidos na primeira noite. Tela de Mondrian saiu por 19,2 milhões de euros...



O Picasso que eu falei ontem foi a única tela que não vendeu. O quadro não atendeu a proposta mínima de venda ( foram oferecidos 21 milhões de euros) e acabou ficando com Bergé que declarou à mídia estar contente porque vai ficar com ele.




A primeira grande obra de arte que Yves e Bergé compraram foi esta: Constantin Brancusi (1876-1957). Ela se chama Madame L.R. Quanto? 29,185 milhões de euros.


Bem, e as cabeças de coelho que o governo chinês queria de volta ( elas pertenceram ao Palácio de Pekin e sumiram em 1860, quando o mesmo foi saqueado) vão a leilão amanhã à noite. Preço mínimo? Dez milhões cada. Crise, que crise mesmo?



O que eu escuto agora, neste exato momento:



Bisous
A+




Moda Paris: YSL, Pierre Bergé, o leilão do século...


Eu fiquei apenas uma hora na fila na tarde de sábado para ver com meus próprios olhos as obras de arte que Yves Saint Laurent e Pierre Bergé adquiriram durante os 50 anos que viveram juntos. A venda do século começa hoje à noite no Grand Palais. No final de semana filas de mais de quatro horas para o público ver gratuitamente todas as maravilhosas obras e objetos de arte que os dois colecionavam. Quanto custa tudo? Cerca de 350 milhões de euros. Tive sorte de ficar pouco tempo esperando.


Fica difícil contar tudo que vi. O que posso dizer? Um Picasso pode ser vendido por 30 milhões de euros. São esculturas de diversos tamanhos, quadros de artistas importantes do século 20 e também de outras épocas. Polêmicas obras vindas da China ( o governo chinês queria de volta os rostos de coelho, esculturas de metal que estão na coleção. Bergé disse que dà de presente a eles, se eles libertarem o Tibet).
Yves e Pierre não fizeram uma coleção pensada. Foram adquirindo peças que gostavam e elas eram todas magníficas e caras. No detalhe foto do cão de Yves. Là dentro objetos pessoais como cigarreiras, tapetes, cobertas de prata, copos, mesas, cadeiras, abajures, lustres, jóias, e por ai vai...





Tudo que entra em leilão numa parceria de Bergé e Christie's estava no castelo que os dois tinham perto de Deauville, interior da França.



Estas primeiras imagens eu consegui fazer. A partir da próxima, jà é da divulgação deles, pois não era mais permitido fotografar. Nem a imprensa, pelo menos na hora que eu cheguei. O que eu quero contar sobre o que vi é mais do que um amor à arte e uma grande opulência. Yves e Bergé ficaram bilionàrios e não posso fazer apologia ao amor, sem falar no valor destas obras e no quanto à moda deu a eles em riqueza material...




Mas, de alguma forma, ao pensar em Yves sinto o amor que ele tinha pelo trabalho e pela arte. Sem Yves, as obras perderam o sentido para Bergé, que é um homem de negócios.




Ele tem declarado isso nas suas inúmeras entrevistas. A coleção foi feita com o companheiro e agora deve seguir outro caminho. No catálogo da exposição, que vira leilão e vai até quarta-feira, uma frase de Edmond de Goncourt sobre a vida de suas obras. Ele não queria que elas fossem parar nas paredes frias de um museu. Yves e Pierre Bergé também não. Para constar: parte do dinheiro arrecadado com as vendas vai para a Fundação que leva o nome dos dois. A ideia é ajudar no combate à Aids.

Me emociono demais com Yves. Aqui um vídeo de quando tudo começou:




Um dos muitos tributos ao costureiro no Youtube:




E o dia de seu funeral com parte de uma de suas entrevistas mais comoventes, onde fala de sua cor preferida ( o preto), seu pintor ( Picasso) e tantas outras particularidades. O blog divulgou tudo. Relembre entrando nos arquivos.



Minha admiração e respeito a Yves para sempre
Bisous
A+


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