Moda Paris: Colette, Karl Lagerfeld, Metronomy - A Thing For Me, Puma, Sergio Rossi...


A banda inglesa que Karl Lagerfeld adora e colocou seu som no desfile do verão 2009.





Os ingleses fizeram este video em homenagem a Karl. E Voilà! Para animar o final de semana...


Wish list:


A vitrine da Colette está cheia deles. Os sapatos que Sergio Rossi fez com a Puma. Tem assim, tipo boneca desta cor....


Ou ainda...

Assim... Branco e prata. O preço? 420 euros. Minha listinha começa a ficar grande e os lançamentos de verão ainda nem começaram oficialmente..



Bisous
A+

Moda Paris: Elie Saab, Franck Sorbier, Maria Grazia Chiuri,Pier Paolo Piccioli, Valentino couture 2009...




Imagem do desfile do estilista libanês Elie Saab, anteontem no Palais de Tokyo em Paris. O desfile de alta-costura verão 2009 de Saab foi o mais simples de todos os seus tempos e o que teve mais tops na passarela.




Cores bem suaves como azul, bege, salmão e pouco brilho colocaram um estilista, que até então não devia conhecer a palavra crise, dentro da realidade de fazer um luxo mais leve. Falei várias vezes aqui no blog que Saab é rei no Líbano. Aqui em Paris mora com toda a família no Four Seasons, um dos hotéis mais chiques e caros do país. Sua clientela sempre foi de árabes trilhardàrias que adoram e usam vestidos de festas.




Com o vácuo que Valentino acaba de deixar na moda, apostei que Saab iria crescer. Acertei. Hoje ele veste famosas como Beyoncé em festas de tapete vermelho e cai na real ao fazer vestidos suntuosos, porém mais adaptáveis a vida no Ocidente. É dele o figurino do encerramento do show de strip-tease que Dita von Teese faz no Crazy Horse a partir do dia 1° de fevereiro. O avant-première foi anteontem.



A prova de que Saab cresce muito no mercado é a presença de grandes tops como Sasha Pivovarova desfilando para ele. Adoro. Adorei também os penteados. Eram clássicos, mas tinham um descabelado leve na frente...



Para fechar Saab, mais uma minha de Sasha com um dos poucos pretos nada bàsicos da coleção couture verão 2009.





Vista da torre Eiffel na saída do desfile de Saab. O de Palais de Tokyo fica do outro lado do rio e tem essa imagem dia e noite do maior símbolo de Paris.


O filme Sorbier



Esta é a segunda temporada que Franck Sorbier ( na foto ontem com Lesage e Massaro) não faz desfile. A pergunta dele é "So Wha?t". Falta verba ao criador. É um grande artista, mas não tem o estofo necessário para produzir um desfile. Desta vez a ideia foi agradável e, de uma forma bem sutil, emocionante. Os vestidos da coleção estavam dentro do filme que contava várias historinhas.



Uma modelo apenas e uma sonorização très parisiense para mostrar todas as pirações e maneiras de ver a alta-costura que Sorbier tem.



Apoiado por Cartier, Massaro e Lesage e pela equipe que produziu o curta, Sorbier fez algo diferente e refrescou a minha mente quanto a necessidade real de se fazer grandes desfiles. Acho que ela está certo mesmo. Mil vezes a apresentação dele a de Saab. Sério. A roupa pela roupa não me encanta num desfile. Vou sempre em busca de um algo mais.



O público, outra e mais desfiles...


Lou Doillon é filha de Jane Birkin, aquela para quem a Hermés criou uma bolsa. Era para carregar as mamadeiras de Lou e Charlotte Gainsbourg ( a filha de Jane com Serge Gainsbourg) que Jane precisava de uma bolsa grande, fácil de carregar e de abrir. Aqui ela chega ao desfile de Gaultier na versão mais clássica que ja a encontrei.


Isso signffica que o classicismo é muito forte! Lou é totalmente avant-garde. Outra coisa. Ainda sobre o desfile de Gaultier. Ele se inspirou em caligrafias. Teve uma parte em que uma modelo riscava com uma pena o seu nome na boca de cena. E apareceram algumas peças com estas escritas, mas tinha classicismo e a inspiração nas roupas dos toureiros. E ombros marcados.


Coisa que Lou usa e que esta outra menina que estava na primeira fila de Gaultier também usou. A vez das ombreiras volta total.


Lacroix e Valentino


E eu diria que ainda bem que existem Lacroix e Galliano a colorir a alta-costura. O desfile do estilista no Centro George Pompidou mostrou que a sua alta-costura ou simplesmente costura ainda tem muito a nos dar. A alta-costura de outros tempos, aquela que Sorbier lamenta não existir mais, realmente está morta. Mas existe uma fagulha forte de criação que brilhou nestes pequenos três dias de desfiles. Lacroix tem mulheres renovadas a usar suas cores, seus laços, seus truques de dobras de tecidos. Suas estampas, seus penteados. É tudo tão teatral e tão rico que destrinchar um desfile do estilista francês é uma tarefa difícil. O que posso dizer é que essa costura, ainda que soberba, é mais real e pode ser usada por mulheres mortais e não apenas as privilegiadas celebridades ou orientais endinheiradas. Amei o conjunto com calças largas e imenso laço de veludo na veste quase militar.

Passando para Valentino: sinto que a maison não tenha deixado a modernidade de Alessandra Fachinnetti trabalhar. Foram lindas as duas coleções que ela fez. Vejo como um erro a entrada de dois assistentes de Valentino para refazer o que ele fez em décadas passadas. Ok, é tudo muito lindo e eles têm mérito pelo trabalho impecável. Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri executaram bem as ordens do patrão Valentino que agora observa tudo pelos bastidores. Mas a grife merecia uma renovação que Alessandra mostrou. Agora me soa como um retrocesso. Como uma não saída de Valentino. Melhor que não tivesse saído mesmo. Ficava mais honesto aos olhos de quem observa e espera sempre mais dele.
Volto depois
Bisous
A+

Moda Paris: Catherine Deneuve, Elie Saab, Jean Paul Gaultier, Ines de la Fressage...



Catherine Deneuve chega ao desfile de alta-costura primavera-verão 2009 de Jean Paul Gaultier, ontem à tarde, aqui em Paris. Encontrei a atriz duas outras vezes. Uma vez como anônima, assim como eu, ela se escondia da chuva nos arredores da catedral de Notre Dame. Cruzei pela atriz, mito do cinema e maior representante da beleza deste país, como qualquer outra pessoa que anda pela cidade a curtir pequenos esconderijos dentre os lugares mais muvucados por turistas, como é, no caso, a região da Notre Dame. Depois encontrei Catherine no dia dos funerais de Yves Saint Laurent. Ontem foi a terceira vez. O encantamento é enorme quando se vê alguém tão significativo. Pelo menos, para mim, apreciadora de cinema, moda, musica, pintura e fotografia, entre outras artes, é.



As escadas que nos levaram à sala onde aconteceu o desfile de Gaultier. Maravilhoso lugar na rue Saint Martin. Um prédio que fica exatamente do lado das ruas, onde mulheres de mais do que meia-idade perambulam quase nuas, cobertas por imensos casacos de pele. Na grande maioria, de vison, igual ao que Catherine portava na fria tarde de ontem. Ao debut não percebi, mas ao avançar pelas ruas em busca da Saint Martin, descobri que ali é uma zona antiga de prostituição parisiense. Paris agora -3°C.




O ambiente da apresentação de Gaultier é absolutamente sedutor e cordial. Na parte de cima, imensos painéis com as imagens da atual campanha do estilista.




Os convidados variados. Muitos jornalistas como eu ou Diane Pernet.





Gaultier sempre resgata algo ou alguém que alegra a plateia. Ontem, a grande top foi Ines de la Fressange. . Entre 1983 e 1989 Karl Lagerfeld a escolheu como símbolo da Chanel. Ela firmou um contrato de exclusividade com a maison. Mas a relação não teve um final muito feliz. Ines se parecia muito com Gabrielle, por isso a escolha de Lagerfeld. Em 1989, Ines foi convidada para ser modelo de Marianne (uma estátua, símbolo da nação francesa, colocada em todas as prefeituras). Como tinha exclusividade com a Chanel, Karl Lagerfeld queria que ela recusasse o convite e dissesse: « Je ne veux pas habiller un monument, c'est trop vulgaire ! ». Traduzindo: "eu não quero vestir um monumento, é muito vulgar!". Mesmo assim, Ines aceitou o convite e seu contrato com a Chanel foi rompido após uma batalha judicial.

Mais tarde, a modelo iniciou carreira como estilista também. A grife com seu nome hoje pertence ao grupo Louis Vuitton que, vez por outra, lança coleções para manter a marca viva, mas não decola. O charme é dela. Ines foi super aplaudida em suas entradas. Ela tem 52 anos.




Entrando no desfile. Algumas imagens feitas por mim. A alta-costura Gaultier tem macacões com detalhes de smokings, ternos, tailleurs e vestidos com rendas, plissados ou metal.



O atelier Gaultier hoje é quem faz seus próprios bordados, rendas e todo trabalho artesanal. Para quem não sabe, Gaultier desenha para a grife Hermés e é o grupo quem mantém seu trabalho homônimo vivo.


Na sequência...

No lado de fora dos desfiles, a elegância feminina da maioria, no momento, priva pelo quase nada de maquiagem e uma sobriedade pertinente aos tempos de crise.




Amanhã conto mais sobre os dias de alta-costura. Sobre o desfile de Elie Saab com muitas tops desfilando para ele. Sobre Valentino. Sobre Giorgio Armani, Martin Margiela.




E sobre a comovente demonstração de amor à alta-costura em forma de filme. Vi ontem de manhã.



O desfile do estilista de Franck Sorbier teve apoio de dois dos mosqueteiros da moda francesa: François Lesage e Raymond Massaro. Mas isso é papo para outro post.
Bisous
A+

Moda Paris: Anna Wintour, alta-costura verão 2009, Ana Claudia Michels, Chanel, Freha Beja, Givenchy, Karl Lagerfeld, Sasha...




Uma Chanel quase 100% branca com o minimalismo visual necessário para enfrentar uma crise, sem de fato ser tão simples assim. Flores brancas de papel ( camélias ou não) nos arranjos de cabelo das tops e em toda decoração do pavilhão da rue Cambon. Um prédio do outro lado da rua, onde Gabrielle construiu seu império justamente em períodos em que as coisas não iam nada bem no mundo.




Karl Lagerfeld contou que começou tudo com uma folha de papel branca. É justamente aì que as verdadeiras criações começam. Do zero. Parece ser esta a mensagem de um esperto senhor que sabe muito bem jogar com as dificuldades ( apesar de ele mesmo nunca ter passado por elas na vida), sem cair na depressão. O desfile foi bem menor que os outros em número de convidados, mas foi magnífico.


A top Freja Beha está no material de press fotografada como sempre por Karl. É ela quem abre e fecha o desfile.


O desfile flui. As modelos descem de uma imensa escada e passam entre a gente. Fica fácil de fotografar. Fica fácil de ver a roupa. Me senti um pouco como nos desfiles de antigamente. Parecia que estávamos ali para um chá.



Pude perceber os detalhes das mangas, muitas delas curtas e geométricas. Pude perceber os tecidos, alguns deles matérias plásticas nas flores, plumas.



De repente entra uma pequena interferência do preto. Mas é bem sutil. Nos arranjos e nos detalhes das cinturas de paetês, certamente feitas por François Lesage, seu atelier pertence ao grupo Chanel. As saias não são curtas demais. Os materiais vão se desvendando como o brocado...




Ou o paetê todo trabalhado no corpo de Sasha...




Este vestido tem o espírito estrelado da Chanel.





Lagerfeld saiu um pouco dele mesmo e reentrou nas principais origens de mademoiselle. Em seu começo, cem anos atrás, ela fazia roupas onde a ostentação não cabia, mas o luxo e o conforto sim.




Durante uma passagem, uma modelo caiu na passarela. Eu não consegui a imagem, pois estava exatamente do outro lado do salão. Aqui a foto da Maxtree. Ajudada por um dos convidados, ela se reergueu e continuou. É normal tropeçar. A passarela era bem lisa e os saltos, apesar de não serem insuportáveis, eram altos e finos.



No fim a noiva. Tudo divino e maravilhoso, com diria Caetano. Sem mau-humor, nem animosidades em volta de famosos, o espetáculo Chanel continuou com crise e tudo. O que eu mais adoro? Sempre Karl coloca homens na passarela. Desta vez era um "noivo" a carregar o véu de Freja Beha. Um doce...



Quem não estava muito doce era Anna Wintour que, desceu as escadas do desfile, um minuto antes dele começar, escoltada por seguranças. Acho que não quer falar com ninguém. Tem épocas que ela anda assim. Outras não.


Um pouquinho:

O povo se veste assim agora. O paetê nos blazeres de volta. Dentro e...





Fora dos desfiles. Aqui elas faziam poses para um editorial. Os ombros super marcados da blusa marinho são uns dos pontos-chave desta temporada off-passarela. Tem que ser pequena para usar.


GIVENCHY....



Slide com quase todos os looks do desfile de Ricardo Tisci para Givenchy. Inspiração nos ballets de Pina Bausch. Toque depressivo. A pintura o influencia. As cores se desdobram entre o bege, o verde claro, o amarelo, até chegar nos estampados e no preto total. Castidade nos vestidos brancos com as cabeças cobertas. Tisci é novo, mas é mestre. A arte dele consiste em limpar tudo e assim colocar as coisas em uma nova ordem, mais vendável. Tisci afirma que o que faz hoje é o que a cliente quer. A alta-costura Givenchy não se desprende da realidade. Ela precisa sobreviver.
Vou para os desfiles
Hoje é ultimo dia.
Depois repasso o que não deu tempo de falar
Bisous
A+

Moda Paris: Albert Elbaz, Dior Homme, Freja Beha, Gareth Pugh, Lanvin, Lucas Ossendrijver, outono-inverno 2009/2010...




Faço uma pirâmde invertida para encerrar Paris homens. Gareth Pugh fechou a semana de moda com seus desfile no Palais de Tokyo, o mesmo lugar onde aconteceu sua estreia em outubro passado com o feminino. O estilista inglês prende força na interferência clara da Maison Margiela e de Rick Owens em seu trabalho. Muito cinza ( para marcar que é a cor do inverno que vem!!!) e preto. Os materiais são os pelos e não peles em casacões fartos ( que o blog mostrou em uso pelo povo que frequenta os desfiles)...


Pugh é mestre em trabalhar o couro. Este trench-coat, um pouco mais longo, foge de suas alucinadas peças para poucos corajosos usarem e entra numa seara mais comercial. É por isso que ele veio para Paris, para se jogar no meio do comércio e não ficar apenas no underground londrino...



Pugh fez ainda as blusas de tela metálica e as jaquetas e calças acolchoados, técnica que aqui na França chama dudone...




Dior Homme

Na tarde de domingo Kris van Assche teve sua quarta apresentação como diretor criativo da Dior Homme. Coleção quase 100% em preto. Algumas camisas em um cinza clarinho levemente azulado. Aqui o modelo brasileiro Marlon Teixeira ( ele estrela a campanha de primavera-verão fotografado por Karl Lagerfeld) com roupa justa, mas não slim. O corte de alguns ternos Dior é seco, mas não é colado total ao corpo. É quase là, mas não chega a ser.


Quem abriu o desfile foi este modelo negro, confirmando a preferência de grande parte dos estilistas por eles. Outro terno sequinho e...uma característica Van Assche: as calças largas, o que chamamos de bombachas...



Kris van Assche fez na sua coleção homônima as camisas longas para serem usadas com jaquetas, coletes e casacos de malha molinhos, sem nenhum botão. A mesma concepção na coleção Dior. Conclusão: com esta temporada, dissipa-se a era Hedi Slimane na maison e fixa-se Kris van Assche como um bom estilista que continua a levar a Dior Homme por um caminho moderno, sem ser too much. Os tempos não estão para isto.



Lanvin sob o desenho de Lucas Ossendrijver e direção artística de Albert Elbaz tem terno vermelho ( Galliano e Mugler, que eu me lembre, também fizeram). A ideia de Ossendrijver é a de não se deixar tocar pela onda clássica trazida pela crise...




O desfile da Lanvin também teve as calças largas que não chegaram a ser bombachas, mas se aproximam do modelo Armani com pregas e cintura mais alta. Com o passar dos dias e o fim da alta-costura vou eleger as tendências para 2009/2010, mas uma é certa: os coturnos que a Lanvin também fez.


Para encerrar este post inserido no meio dos outros: Kanye West agora inventou que quer um nome novo. Não mais Kanye West e sim Martin Louis the King Junior. Kanye ou Martin Louis the King Junior foi picado pela mosca do mundo fashion que deixa as pessoas que possuídas por marcas, caras e bocas. Apesar de que ele é um fofo. Aqui ele e sua equipe na saída ( me irritam palavras como galera, trupe, turma, alguém tem sinônimos para substituir???) do backstage do desfile do Kris van Assche. Eu estava fazendo fotos e ele vinha na minha direção. Kanye parou e todos posaram para mim. Adoro quando a a dominação vira positiva. No caso dele é total, pelo menos por enquanto.

Bisous
A+
Volto para contar o sonho branco da Chanel com Freja Beha abrindo e fechando o desfile de alta-costura!

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