Moda Paris: YSL, Pierre Bergé, o leilão do século...


Eu fiquei apenas uma hora na fila na tarde de sábado para ver com meus próprios olhos as obras de arte que Yves Saint Laurent e Pierre Bergé adquiriram durante os 50 anos que viveram juntos. A venda do século começa hoje à noite no Grand Palais. No final de semana filas de mais de quatro horas para o público ver gratuitamente todas as maravilhosas obras e objetos de arte que os dois colecionavam. Quanto custa tudo? Cerca de 350 milhões de euros. Tive sorte de ficar pouco tempo esperando.


Fica difícil contar tudo que vi. O que posso dizer? Um Picasso pode ser vendido por 30 milhões de euros. São esculturas de diversos tamanhos, quadros de artistas importantes do século 20 e também de outras épocas. Polêmicas obras vindas da China ( o governo chinês queria de volta os rostos de coelho, esculturas de metal que estão na coleção. Bergé disse que dà de presente a eles, se eles libertarem o Tibet).
Yves e Pierre não fizeram uma coleção pensada. Foram adquirindo peças que gostavam e elas eram todas magníficas e caras. No detalhe foto do cão de Yves. Là dentro objetos pessoais como cigarreiras, tapetes, cobertas de prata, copos, mesas, cadeiras, abajures, lustres, jóias, e por ai vai...





Tudo que entra em leilão numa parceria de Bergé e Christie's estava no castelo que os dois tinham perto de Deauville, interior da França.



Estas primeiras imagens eu consegui fazer. A partir da próxima, jà é da divulgação deles, pois não era mais permitido fotografar. Nem a imprensa, pelo menos na hora que eu cheguei. O que eu quero contar sobre o que vi é mais do que um amor à arte e uma grande opulência. Yves e Bergé ficaram bilionàrios e não posso fazer apologia ao amor, sem falar no valor destas obras e no quanto à moda deu a eles em riqueza material...




Mas, de alguma forma, ao pensar em Yves sinto o amor que ele tinha pelo trabalho e pela arte. Sem Yves, as obras perderam o sentido para Bergé, que é um homem de negócios.




Ele tem declarado isso nas suas inúmeras entrevistas. A coleção foi feita com o companheiro e agora deve seguir outro caminho. No catálogo da exposição, que vira leilão e vai até quarta-feira, uma frase de Edmond de Goncourt sobre a vida de suas obras. Ele não queria que elas fossem parar nas paredes frias de um museu. Yves e Pierre Bergé também não. Para constar: parte do dinheiro arrecadado com as vendas vai para a Fundação que leva o nome dos dois. A ideia é ajudar no combate à Aids.

Me emociono demais com Yves. Aqui um vídeo de quando tudo começou:




Um dos muitos tributos ao costureiro no Youtube:




E o dia de seu funeral com parte de uma de suas entrevistas mais comoventes, onde fala de sua cor preferida ( o preto), seu pintor ( Picasso) e tantas outras particularidades. O blog divulgou tudo. Relembre entrando nos arquivos.



Minha admiração e respeito a Yves para sempre
Bisous
A+


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