Moda Paris: Elie Saab, Franck Sorbier, Maria Grazia Chiuri,Pier Paolo Piccioli, Valentino couture 2009...




Imagem do desfile do estilista libanês Elie Saab, anteontem no Palais de Tokyo em Paris. O desfile de alta-costura verão 2009 de Saab foi o mais simples de todos os seus tempos e o que teve mais tops na passarela.




Cores bem suaves como azul, bege, salmão e pouco brilho colocaram um estilista, que até então não devia conhecer a palavra crise, dentro da realidade de fazer um luxo mais leve. Falei várias vezes aqui no blog que Saab é rei no Líbano. Aqui em Paris mora com toda a família no Four Seasons, um dos hotéis mais chiques e caros do país. Sua clientela sempre foi de árabes trilhardàrias que adoram e usam vestidos de festas.




Com o vácuo que Valentino acaba de deixar na moda, apostei que Saab iria crescer. Acertei. Hoje ele veste famosas como Beyoncé em festas de tapete vermelho e cai na real ao fazer vestidos suntuosos, porém mais adaptáveis a vida no Ocidente. É dele o figurino do encerramento do show de strip-tease que Dita von Teese faz no Crazy Horse a partir do dia 1° de fevereiro. O avant-première foi anteontem.



A prova de que Saab cresce muito no mercado é a presença de grandes tops como Sasha Pivovarova desfilando para ele. Adoro. Adorei também os penteados. Eram clássicos, mas tinham um descabelado leve na frente...



Para fechar Saab, mais uma minha de Sasha com um dos poucos pretos nada bàsicos da coleção couture verão 2009.





Vista da torre Eiffel na saída do desfile de Saab. O de Palais de Tokyo fica do outro lado do rio e tem essa imagem dia e noite do maior símbolo de Paris.


O filme Sorbier



Esta é a segunda temporada que Franck Sorbier ( na foto ontem com Lesage e Massaro) não faz desfile. A pergunta dele é "So Wha?t". Falta verba ao criador. É um grande artista, mas não tem o estofo necessário para produzir um desfile. Desta vez a ideia foi agradável e, de uma forma bem sutil, emocionante. Os vestidos da coleção estavam dentro do filme que contava várias historinhas.



Uma modelo apenas e uma sonorização très parisiense para mostrar todas as pirações e maneiras de ver a alta-costura que Sorbier tem.



Apoiado por Cartier, Massaro e Lesage e pela equipe que produziu o curta, Sorbier fez algo diferente e refrescou a minha mente quanto a necessidade real de se fazer grandes desfiles. Acho que ela está certo mesmo. Mil vezes a apresentação dele a de Saab. Sério. A roupa pela roupa não me encanta num desfile. Vou sempre em busca de um algo mais.



O público, outra e mais desfiles...


Lou Doillon é filha de Jane Birkin, aquela para quem a Hermés criou uma bolsa. Era para carregar as mamadeiras de Lou e Charlotte Gainsbourg ( a filha de Jane com Serge Gainsbourg) que Jane precisava de uma bolsa grande, fácil de carregar e de abrir. Aqui ela chega ao desfile de Gaultier na versão mais clássica que ja a encontrei.


Isso signffica que o classicismo é muito forte! Lou é totalmente avant-garde. Outra coisa. Ainda sobre o desfile de Gaultier. Ele se inspirou em caligrafias. Teve uma parte em que uma modelo riscava com uma pena o seu nome na boca de cena. E apareceram algumas peças com estas escritas, mas tinha classicismo e a inspiração nas roupas dos toureiros. E ombros marcados.


Coisa que Lou usa e que esta outra menina que estava na primeira fila de Gaultier também usou. A vez das ombreiras volta total.


Lacroix e Valentino


E eu diria que ainda bem que existem Lacroix e Galliano a colorir a alta-costura. O desfile do estilista no Centro George Pompidou mostrou que a sua alta-costura ou simplesmente costura ainda tem muito a nos dar. A alta-costura de outros tempos, aquela que Sorbier lamenta não existir mais, realmente está morta. Mas existe uma fagulha forte de criação que brilhou nestes pequenos três dias de desfiles. Lacroix tem mulheres renovadas a usar suas cores, seus laços, seus truques de dobras de tecidos. Suas estampas, seus penteados. É tudo tão teatral e tão rico que destrinchar um desfile do estilista francês é uma tarefa difícil. O que posso dizer é que essa costura, ainda que soberba, é mais real e pode ser usada por mulheres mortais e não apenas as privilegiadas celebridades ou orientais endinheiradas. Amei o conjunto com calças largas e imenso laço de veludo na veste quase militar.

Passando para Valentino: sinto que a maison não tenha deixado a modernidade de Alessandra Fachinnetti trabalhar. Foram lindas as duas coleções que ela fez. Vejo como um erro a entrada de dois assistentes de Valentino para refazer o que ele fez em décadas passadas. Ok, é tudo muito lindo e eles têm mérito pelo trabalho impecável. Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri executaram bem as ordens do patrão Valentino que agora observa tudo pelos bastidores. Mas a grife merecia uma renovação que Alessandra mostrou. Agora me soa como um retrocesso. Como uma não saída de Valentino. Melhor que não tivesse saído mesmo. Ficava mais honesto aos olhos de quem observa e espera sempre mais dele.
Volto depois
Bisous
A+

2 comentários:

fashiondeluxe disse...

Ana Clara! Adoro seu blog,sempre venho aqui, às vezes mais de uma vez ao dia até! Sei que vc gosta do Lenny Kravitz e como fiz um post sobre o estilo dele achei que vc gostaria de ver...fashiondeluxe.wordpress.com
Beijos!

Anônimo disse...

todas as vezes em que você posta mais sobre esse mundo glamuroso e que é sobre moda me divirto pois não a coisa melhor que essa MODA, estilo... critica construtiva coloque mais em seu blog sobre moda masculina tem metrosexuais que gostam ou homens como eu que adoram esse mundo tão espetacular.!

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