Moda Paris: Albert Elbaz, Dior Homme, Freja Beha, Gareth Pugh, Lanvin, Lucas Ossendrijver, outono-inverno 2009/2010...




Faço uma pirâmde invertida para encerrar Paris homens. Gareth Pugh fechou a semana de moda com seus desfile no Palais de Tokyo, o mesmo lugar onde aconteceu sua estreia em outubro passado com o feminino. O estilista inglês prende força na interferência clara da Maison Margiela e de Rick Owens em seu trabalho. Muito cinza ( para marcar que é a cor do inverno que vem!!!) e preto. Os materiais são os pelos e não peles em casacões fartos ( que o blog mostrou em uso pelo povo que frequenta os desfiles)...


Pugh é mestre em trabalhar o couro. Este trench-coat, um pouco mais longo, foge de suas alucinadas peças para poucos corajosos usarem e entra numa seara mais comercial. É por isso que ele veio para Paris, para se jogar no meio do comércio e não ficar apenas no underground londrino...



Pugh fez ainda as blusas de tela metálica e as jaquetas e calças acolchoados, técnica que aqui na França chama dudone...




Dior Homme

Na tarde de domingo Kris van Assche teve sua quarta apresentação como diretor criativo da Dior Homme. Coleção quase 100% em preto. Algumas camisas em um cinza clarinho levemente azulado. Aqui o modelo brasileiro Marlon Teixeira ( ele estrela a campanha de primavera-verão fotografado por Karl Lagerfeld) com roupa justa, mas não slim. O corte de alguns ternos Dior é seco, mas não é colado total ao corpo. É quase là, mas não chega a ser.


Quem abriu o desfile foi este modelo negro, confirmando a preferência de grande parte dos estilistas por eles. Outro terno sequinho e...uma característica Van Assche: as calças largas, o que chamamos de bombachas...



Kris van Assche fez na sua coleção homônima as camisas longas para serem usadas com jaquetas, coletes e casacos de malha molinhos, sem nenhum botão. A mesma concepção na coleção Dior. Conclusão: com esta temporada, dissipa-se a era Hedi Slimane na maison e fixa-se Kris van Assche como um bom estilista que continua a levar a Dior Homme por um caminho moderno, sem ser too much. Os tempos não estão para isto.



Lanvin sob o desenho de Lucas Ossendrijver e direção artística de Albert Elbaz tem terno vermelho ( Galliano e Mugler, que eu me lembre, também fizeram). A ideia de Ossendrijver é a de não se deixar tocar pela onda clássica trazida pela crise...




O desfile da Lanvin também teve as calças largas que não chegaram a ser bombachas, mas se aproximam do modelo Armani com pregas e cintura mais alta. Com o passar dos dias e o fim da alta-costura vou eleger as tendências para 2009/2010, mas uma é certa: os coturnos que a Lanvin também fez.


Para encerrar este post inserido no meio dos outros: Kanye West agora inventou que quer um nome novo. Não mais Kanye West e sim Martin Louis the King Junior. Kanye ou Martin Louis the King Junior foi picado pela mosca do mundo fashion que deixa as pessoas que possuídas por marcas, caras e bocas. Apesar de que ele é um fofo. Aqui ele e sua equipe na saída ( me irritam palavras como galera, trupe, turma, alguém tem sinônimos para substituir???) do backstage do desfile do Kris van Assche. Eu estava fazendo fotos e ele vinha na minha direção. Kanye parou e todos posaram para mim. Adoro quando a a dominação vira positiva. No caso dele é total, pelo menos por enquanto.

Bisous
A+
Volto para contar o sonho branco da Chanel com Freja Beha abrindo e fechando o desfile de alta-costura!

Um comentário:

Ana Clara disse...

Olá Ana

A imagem da Freja como o último look do desfile de alta costura da Chanel me lembrou algumas das fotos de Veruschka.

Bom trabalho nesta semana de sonho
Ana Clara/SP

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