Moda Paris: Giorgio Armani, Gucci, Kate Moss, Peter Doherty,Roberto Cavalli, Milão verão 009...


"Who needs blood when you've got lipstick?" é a frase de Kate Moss escrita em seu auto-retrato pintado com batom e partículas de sangue de Peter Doherty entre 2005–2006. A pintura de Kate vai ser vendida neste sábado, em Londres, na Lyon & Turnbull. Abro o blog com ela para contar que Paris prepara uma mostra sobre a top. O lugar é o Museu das Artes Decorativas. Eu tinha lido sobre e esquecido de escrever. Nos próximos dias descubro e conto mais...



E Milão está quase no fim e para mim tem seu rei: Roberto Cavalli. Ele faz roupas sexys. Ele deixou de ser cafona. Ele é engraçado e carismático. Ele é alegre, não é blasé e, dentro da coleção misturada, entre longos e transparentes e curtos com um trabalho de aplicação, estampa ( não sei bem o que é, pois vejo fotos!!!!), ele ainda...



Colocou as barrigas de fora, mas com o cuidado de fazer um look "final de tarde na praia chique". Algo como Capri, de certo, onde o estilista deve estar acostumado a ancorar seu iate com sua companheira Eva.




E como sempre a Roberto Cavalli tem um pouco de tudo. A única coisa que não tem aqui é falta de gosto. O Cavali brega não está mais entre nós faz tempo ( ou fui eu quem mudou de gosto?). Em Paris, nos últimos dois anos, abriu duas lojas fantásticas. Adorei o verde, a estampa e o macacão perfeito para uma noite de verão em que a brisa pede um agasalho. Parece texto de novela... De romance-photo...





Nas passarelas de Cavalli outra tendência ( vi em Nova Yoork também!): as transparências e as franjas ou plumas. Estas a Chanel fez um ano atrás, num vestido de noiva. A Dior tem nas lojas um vestido anos 70 com uma saia toda de plumas. Foi um look desfilado pela Irina e o tecido era estampado. Adoro. Queria ter um vestido assim. Bebê de Rosemary.



Não sei o que deu na Gucci. Frida Gianninni perdeu o fio da meada ou o tempo para fechar seu desfile?




Uma coleção desencontrada com os costumes coloridos que não tem novidade nenhuma, nem nas cores, nem nas silhuetas e...



Um vestido maravilhoso para salvar a minha péssima impressão. Por vezes, depois, nas lojas, tudo muda. A gente não pode esquecer que vivemos o 11 de setembro da economia mundial e isto não pode ser ignorado de jeito nenhum por quem gosta e quer aprender a entender a moda.



Não achei Milão clássica, como as coleções de inverno, pelo contrário, achei Milão perdida. Exceção para Armani. Ele sempre fez este tipo de roupa. Talvez seja hora de dar uma renovada no seu processo criativo, mudar de equipe, sei não, mas Armani me cansa os olhos.




Não que eu não reconheça seu papel na moda italiana, mas tem muito déjà vu. Comercial demais...



E na verdade quem vê moda de passarela quer um pouco de sonho. Por isso os desfiles de Marc Jacobs, Galliano, Guésquiére, Tisci, Decarnin, Lagerfeld e Pilatti ainda tiram o fôlego da gente. Ou tiravam. Depois desta temporada eu não arrisco dizer nada...Apenas quero dizer: que venha Paris! Amanhã ainda volto com mais Milão.

Saiu a Vogue Paris de outubro. Christy Turlington-quase aos 40- maravilhosa com um cardigan marrom clássico de losangos.O blog mostrou nas ruas semana passada. Vê aqui. e aqui. Por isso amo a moda de rua. Ela sempre sai na frente.

Bisous
A+

Um comentário:

Luciene Vieira disse...

Olá querida, sempre aqui, mas nem sempre comento, afinal, escrever só para dizer: "gostei", "concordo"perdeu a graça...Enfim, Cavalli mudou mesmo? Quase não acredito, fico olhando para os looks com um pé atrás, querendo descobrir onde anda aquele estilista que a gente se acostumou a conhecer... E Armani faz roupa para uma mulher que não existe mais, que ficou perdida lá nos 80's e 90's e não acompanha as novidades do mundo.De qualquer forma, estou feliz com o andar da carruagem, não dá mesmo para fantasiar e "enlouquecer" neste momento da história mundial: a moda tem que ajudar a pôr todos no lugar onde se está, com os pés bem plantados no chão, você não acha?

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