Moda Paris: Pin-ups 2008, sexy-girls, sicky-girls, bons garotos, metrossexuais, uma nova guerra dos sexos?


E hoje pela manhã saí para comprar os jornais e uma manchete me chamou a atenção. " O retorno da Guerra dos Sexos". Era um amplo caderno falando sobre a volta da misóginia nos Estados Unidos depois de 11 de setembro, do mesmo fenômeno na Rússia e também de um retorno ao feminismo na América Latina. Paralelo a isso, mais adiante, ainda nessa terça-feira de total intempérie climática (chuva, sol, vento, chuva, sol, vento e assim sucessivamente está Paris) encontro a matéria das novas Pin-ups. As Sickgirls viraram moda na Itália e não querem nem saber de machismo, querem expor sua sensualidade de uma maneira particular. Olhando as fotos dessas jovens meninas que querem prazer a seu modo entenda melhor o que quero dizer...




Nada de uma atração masculina em cima de seus atributos bonitinhos e perfeitinhos, como eram as pin-ups do século passado. As garotas de agora pensam forte e se consideram uma "evolução da espécie"...


Tatuagens, piercings são coisas bem básicas para as sick, elas vão bem mais longe. No final de semana vi uma turma delas na rua e achei que estavam indo a uma festa. Duas menina vestidas parecidas com essas das fotos amarradas uma a outra com algemas e coleiras. Estavam acompanhadas de um rapaz. Mero figurante. Pelos olhares vi. Elas comandavam. Não era uma cena sadomasoquista ( fiquei uma meia hora no mesmo metrô e nem uma palavra), isso eu percebi e hoje eu descobri: eram as sickgirls parisienses...



Resumindo a história: elas querem ser trangressivas e sexys, nunca vulgares... É uma nova maneira de comunicar ao mundo que aqui na Europa esse lance de machismo e feminismo não vai colar... Ainda bem...




Fiz essa foto esses dias na porta do desfile da Chanel e percebi que também havia algo diferente nessas meninas. Não são sick obviamente, mas nada de ser perfeitinha mesmo. A onda por aqui é bem outra... Mulheres mais agressivas, menos enfeitadas e, por vezes, ainda assim super bem vestidas.. J'adore ça..



E adoro também a lojas que vão ao encontro dessa sexualidade permissiva e nunca vulgar. As lingeries da Chantall Thomass vêm do tempo em que a mulher começava a tomar a pílula e se liberar. Ainda hoje tem o fetiche que serve para momentos íntimos, na moda, segundo Nicolàs Guèsquière da Balenciaga o momento é de se vestir... Lingerie cai bem nessa hora...



Contraponto...

E se vejo mulheres como as sick e como as não tão certinhas, vejo homens cada vez mais arrumadinhos e perfeitos...



Em cada detalhe, ele muitas vezes aparecem mais cuidadosos com a produção do que nós...



É essa preocupação exacerbada que faz o movimento machista crescer...



Aqui uma foto de um apresentador de televisão também no desfile da Chanel. Ele está sempre arrumadíssimo e depois das entrevistas faz diversas fotos com seus personagens...



Uma foto que ilustra bem a diferença atual entre meninos e meninas. Uma nova versão do Pequeno Príncipe e uma liberdade para se vestir que os homens retomam. Ninguém pode esquecer nunca da historia. Os dandysacabaram com os massacres das guerras e agora esse movimento encontra-se latente por pontos estratégicos do planeta. Sofre alguns desdobramentos feitos pelo cansaço do tempo. Aqui os sapatos são meio destroçados. Uma displicência necessária...



E dentro dessa rápida análise que faço dessa eterna Guerra de Sexos, entra a foto do segurança de um desfile. Ele passou por mim e pediu se eu podia fotografa-lo. Não neguei, apesar de não ter percebido naquele momento que também se tratava de um tipo de homem não raro no nosso mundo de hoje e que começa a incomodar seriamente o sempre inquieto conservadorismo...



Para terminar... Um trecho do novo filme de Winona Rider onde ela se relaciona com um boneco de um ventríloquo... Para pensar...


Volto amanhã...
Bisous
A+

Um comentário:

Acuio disse...

Uau!

Não vou sair mais daqui.

beijo,
Acuio

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