Moda Paris: Prêt-à-porter Milão outono-inverno 2008/2009. Dolce Gabbana, Jil Sander, Gianfranco Ferré...


E hoje eu sigo minha espiada básica em Milão contando as horas para que comecem por aqui os desfiles. Enquanto isso, as previsões se confirmam de uma moda clássica como fez Dolce & Gabbana investindo no Tartan e no Kilt escocês. Ou ainda aqueles toques anos 70, hippie-time, etc...



Claro que o kilt foi desdobrado e eu à primeira vista achei tudo a cara do Jean Paul Gaultier... Mas acabei gostando, apesar de não achar nada disso muito bonito de usar...




Exceção para o conjunto de veludo...



E para esse look anos 70 incluído no meio da coleção...A cara, por sinal, da Pucci... Me divirto muito, pois pirações e descrições de estilistas à parte que dizem ter se inspirado nesse ou naquele tema ( filmes, livros, pessoas, etc...) o que vejo é muita gente fazendo o que os outros fizeram em algum determinado tempo...



E adoro isso, por que não reproduzir o que é bom com novas matérias? A fase é essa: investir em tecnologia, qualidade e colocar um pouco de bossa em tudo isso. Um chique com toques novos, nem que seja uma certa esquisitice...



Bem e olha as pantalonas jeans largas mais uma vez, as camisas mais justinhas com jabôs e o patchwork que a Dolce adora fazer...



Bem mudando completamente o rumo entramos no desfile de JIL Sander. Seu estilo limpo era até agora apenas confundìvel com Calvin Klein ( falo isso pois achei a Gianfranco Ferré na mesma batida). Nessa coleção a sobriedade de cores...



E um trabalho maravilhoso nos tecidos. Como nesse longo azul-marinho. Precisa mais, precisa? Diria que precisa de dinheiro, pois essas peças aparentemente simples são caríssimas...Temos que lembrar sempre disso.



O que se vê nesses desfiles é o luxo absoluto. Depois acaba virando cópia barata em lojas famosas de departamentos espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil...



Um capítulo à parte...

A grife Gianfranco Ferré continua órfã. O estilista italiano morreu ano passado e deixou uma profunda tristeza no ar. Foi substituido por Lars Nilsson que, foi dispensado pelos patrões da marca no começo de fevereiro, apenas cinco meses de ter assumido o cargo. Isso, no entanto, não abateu a criação da equipe deixada por Ferré. Os ensinamentos do mestre continuam sendo aplicados e a coleção é limpa, simples,mas...




Permanece fiel ao que a grife sempre fez. Adorei as meias brancas, os recortes dos vestidos. E o rosa da foto anterior, para confirmar o que o blog tem visto nas ruas...





Uma seleção de Ferré. O vestido branco meio balonê - quem disse mesmo que ele iria sumir? Detesto as apostas que as revistas fazem em o que está dentro e fora- ultimamente é quase impossível prever. O couro na calça de cintura alta e pernas mais curtas e ainda a clássica saia em couro de croco... Amei. Não gosto de moda fantasia na prática, ainda que fique deslumbrada com certas produções feitas em grandes desfiles...

E sabe o que Gianfranco Ferré disse em uma de suas últimas entrevistas? " Ho sempre pensato il mio lavoro come proiezione in avanti, mai come un'eccessiva riflessione sul passato". " Sempre pensei meu trabalho projetando-o para frente/futuro, NUNCA como uma excessiva reflexão sobre o passado"...Ele deixou seu legado ao projetar seu futuro. ( Obrigada à Luciana Baggio que me ajudou nessa tradução)...


Confere aqui as frases de Ferré. Para constar: ele morreu em 17 de junho de 2007....



Bisous
A+

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