Moda Paris: Franck Sorbier alta-costura verão 2008, Cirque d'Hiver...


Ontem eu havia prometido que faria um post inteiro para mostrar o desfile de Franck Sorbier. O criador não é grande conhecido do público brasileiro, mas é um dos mais ligados à moda como arte. Então vale sempre ver por onde permeiam sua idéias. Ir a um desfile dele é entrar num mundo que a gente não sabe onde vai dar, mas no convite uma dica: "Rien qu' du Bonheur". Nada mais do que a felicidade...


O lugar escolhido foi o Cirque d'Hiver, um lugar construído em 1852, outrora chamado de Circo de Napoleão. É uma casa de espetáculos linda e ainda conserva o astral daquela época. E foi assim que éramos recebidos e conduzidos a nossos lugares ( sempre marcados e respeitados pelos convidados)...



E se o lance de Sorbier é dar uma cara para a felicidade através de roupas de alta-costura ele o fez com a simplicidade de um piquenique iniciado por dois rapazes vestindo conjuntos em patchwork jeans...



Aos poucos os quadros iam se formando com mais personagens chegando e alguns vestidos longos, quase todos maioria brancos com pinturas florais ou bordados...


O principal nesse desfile não eram as roupas, apesar do estilista ter um trabalho elogiado aqui na França e grandes apoiadores como, por exemplo, o grupo Cartier..



Foi um espetáculo. Até esqueci que era um desfile. Às 11 horas da manhã de uma quarta-feira fria e sombria entrar na vibração da felicidade de Sorbier e suas ninfas acompanhadas de crianças e rapazes com ar de bondade foi realmente uma experiência inesquecível..



Talvez eu não consiga traduzir em imagens e palavras a sensação de ter ido là naquele dia, mas o que importa é: nesse momento de avaliadora de moda vivido por mim foi importante...


Tudo, mesmo no mercado do luxo em uma apresentação de alta-costura, pode ser simplesmente belo e puro. Foi uma das mensagens de Sorbier que não liga para celebridades e sim faz seu trabalho sempre vestindo um jaleco branco bordado e com quem encontrei no banheiro lavando as mãos antes do desfile...



Mudando completamente a história de repente dançarinos do Tahiti entram em com seus batuques, urros e danças...Mais surpresa..



E quando termina começa uma festa rave com musica eletrônica para comemorar o...



Casamento entre o passado, o presente e as diferentes culturas que a gente tem. Amei Sorbier...
Bisous
A+

2 comentários:

Vanguarda - blog de moda disse...

Show maravilhoso.

Samuel disse...

Oi, novamente Ana querida!
Sensacional! Quando a moda evoca as artes, não quer dizer que ela está usando "muletas" ou se apoiando no prestígio que a arte tem nas sociedades, muitos pensam dessa forma... mas a verdade é que quando um estilista ou costureiro faz isso, ele quer deixar claro, como os artistas modernos, a sua independência criativa e o direito de enobrecer seu trabalho!! Franck Sorbier faz isso como nenhum outro!! Adorei o jardim idílico que ele criou! Beijos, tô sempre com vc!!! Te adoro!

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