Moda Paris: Elie Saab, Anne Valerie Hash, Mabille, Thalita Pugliesi e + Street Fashion...


A correria da semana passada foi enorme. Desfiles e publicações e acabei deixando, propositalmente, alguns estilistas da alta-costura para comentar depois. E um deles é o libanês Elie Saab. Quem procurar nos arquivos do blog (faz dois anos que não perco um desfile seu) vai poder ver passagens de um trabalho que, segundo um amigo com experiência na moda européia faz 40 anos, vai substituir o espaço deixado por Valentino pouco a pouco...


E sabe que acho que é verdade? Saab tem uma grande clientela de mulherer importantes com grana para pagar até cem mil euros em um vestido (como Ivana Trumph, mais uma vez presente na sua apresentação quarta-feira passada à tarde no hotel Intercontinental de Paris). Outra coisa que me faz pensar isso é a classe das roupas que Saab faz. Louvam em tudo a elegância feminina. Mais razões? O estilo muito parecido das peças com as de Valentino... Aproveito esse post para falar também: é incrível como a obsessão amarela é grande... Nas passarelas de Saab vários vestidos nos tons...



Que vão desde o mais forte até o bem desmaiadinho aqui desfilado pela brasileira Thalita Pugliesi...




Depois de Saab quem entrou na obsessão amarela foi Anne Valérie Hash, única mulher a fazer alta-costura hoje em Paris... Seu amarelo é ovo...



A outra grife com nome que parece feminino para os leigos, mas não é, é a Mabille. Seu criador Alex Mabille, ex-Dior e ex-Nica Ricci se apresentoue mostrou que faz um prêt-à-porter de luxo. Suas roupas podem ser bem-feitas a olhos nus, mas em fotos não têm cara de alta-costura... Bem, para constar: ele também vive a obsessão amarela...



Mabille faz feminino e masculino e tem um estilo bem limpo de criar... Ainda jovem é do time com caminho para trilhar, mas está dentro da panela...



Enquanto isso nas ruas, portas e platéias...

O amarelo forte de um trench-coat básico...



Ou de um casaco de pêlos e botas idem...



Ou ainda um amarelo fraco misturado a uma pele de verdade na platéia da Chanel...




Ou em uma foto feita ao acaso para testar a luz do dia....


Ou até dentro do desfile-apresentação de Bruno Pieters de novo em um trench-coat, dessa vez manchado. Quero explicar uma coisa: os tye-dies e manchados não vão aliviar não. Na verdade é agora em 2008 que se comemora os 40 anos de uma época em que essas roupas eram muito usadas pelos hippies e revolucionários... Passamos aí por um cruzamento. A indumentária serviu de bandeira, caminhava junto a um pensamento libertário. Nunca se pode ignorar isso. É assim que os estilistas se baseiam para criar, pelo menos a maioria deles...



E por fim... O amarelo não tem fronteiras não. Ele vai das roupas luxuosas da alta-costura de Saab até looks de rua bem inventados ou improvisados com aquilo que se tem à mão. Isso é moda sabia????

Bisous
A+

Um comentário:

Samuel disse...

Oi Ana querida!!!

Sabe que este post me inspirou uma pequena pesquisa?! Então, eu adorei essa idéia de comparar o que está sendo desfilado em Alta Costura e o que está "fervendo" nas ruas, por um motivo simples, a partir de minhas pesquisas e leituras do "fenômeno Moda" tirei a conclusão: A Alta Costura por não se sustentar mais(apesar do singelo aumento em suas vendas)deixou de representar aquilo que chamamos de "a última moda" (lembra que nos áureos tempos de Chanel, Patou, Lanvin, Balenciaga... e tantos outros, roupa sob medida era "up to date", era o que ditava o gosto vigente da estação?!), hoje a Alta Costura apenas, ao meu ver, perpetua sua idéia de luxo e império das frivolidades, mesmo depois de sua adaptação ao capitalismo atual, dessa forma concluo que na verdade hoje ocorre o inverso, é a rua que dita e torna vigente um gosto e faz isso de uma maneira tão eloquente que chega as esferas que antes seriam impossíveis, é o caso dos Desfiles de Alta Costura (lembra que o Karl colocou o denin em um desfile de Haute Couture algumas estações passadas? Ele chocou, lembra?!) Então... É algo a ser pensado, será que mesmo com um uma certa expressividade em seus lucros, obtidos recentemente, a Alta Costura teria espaço ou voltaria a ser como era antes?! Será que mesmo que esteja rolando bastante grana por aí, o mundo de hoje aceitaria tal expressão de fausto novamente?!! Vamos pensar... Beijos amore!!!

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