MODA MILANO: Versace, Dolce & Gabbana, Bluemarine, Gianfranco Ferré e Dsquared atitude boa para um verao cheio de liberdade



E a Versace hein? Na semana de prêt-à-porter de Milão ela apareceu com uma moda mais limpa. Segue a linha de dar uma geral na casa e investir numa cliente mais requintada e agora mais jovem. As peças simples, mas pràticas dão um alivio nas criações de uma sempre over Donatella...



Essa imagem da Dolce & Gabbana parece Pucci???Sim, parece, mas não é. Mas a moda é assim mesmo e a gente adora ver cor e exuberância de mangas na passarela da dupla italiana que...



...atacou de sadomaso também trazendo vinil, rabo-de-cavalo e uma atitude agressiva que a gente sabe muito bem: o mundo é misto e porque não em uma mesma grife se encontrar opções para nossas personas usarem quando estiverem em ação. Huumm, a coisa foi fundo agora...



O rosa foi o pano de fundo para a Bluemarine colocar meninas na passarela. O clima é colegial, os vestidos são graciosos, mas não se atreva a usa-los se você tem mais de 25 anos. Sò para ninfetas os modelos babydoll e os shortinhos com deliciosas camisas de manguinha armada...



E o sport nunca foi a marca de Gianfranco Ferré, mas agora ele ataca nesse que parece ser um mercado infalivel e irreversivel. Comprimentos curtos, delicias de shorts, cores neutras, motivos naùticos e um macaquinho que não precisa nem de legendas né???



E a Desquared não fez nada demais, mas fez tudo por uma moda verão correta. O clima eram garçonetes servindo lindos garotos. As saias são curtas, as cores forte como o verde aparecem nos casaquinhos ( deliciosos para aquelas noitadas perto do mar não) ? Enfim uma moda o suficientemente boa para cumprir sua maior missão: vender bem e embelezar quem compra.






Sem falar neste mini jeans...Tudo não? Não esqueça a lição: sem pernas boas, vai de legging ( se é que elas sobrevivem até o ano que vem antes que a gente tenha uma overdose delas agora)...

Fotos; Marcio Madeira/reproduções
Edição de imagens; Ana Clara Garmendia

MODA MILANO: Fendi, Pucci, Max Mara, Pucci e Jil Sander as delicias do verao 2007



E o preto caiu nas graças do pròximo verão europeu e jà dà para apostar que, como o blog ja contou, o modelo tomara-que-caia vai ser hit total. Em preto então? Perfeito. Curtinho, com calças secas, a opção foi dada por uma chique e moderna Fendi (feita por chére Karl Lagerfeld) em sua a apresentação na semana de prêt-à-porter de Milão.



Além do preto, a Fendi ( Karl rejuvesnceu também a Chanel) rejuvenesce total com a logo da marca em mega-cintos ( uma confrontação entre o mini e o maxi?) acinturando vestidos simplesmente brancos. O que importa é a classe meu bem. E isso a Fendi tem quando vira o jogo e coloca o azulão ( uma tendência???) em contraste com o preto e também quando dà uma enfeitada num vestido curto mais sofisticado. Aliàs sofisticação é redundância quando se fala na grife....




E a Max Mara também deu suas cartas para o pròximo verão de uma forma bem suave. O trench branco acompanha toda a mulher elegante não? Os comprimentos são curtos, mas não muito. A mulher é jovem, mais não muito e fica mais chique simplesmente com os joelhos à mostra, as coxas não. Os tons metàlicos encerram a apresentação e para nòs, ufa, continuam em alta. Ainda bem, quem jà não comprou uma peça assim?




Quando a gente fala em Pucci lembra em estampas psicodélicas coloridas carissimas e exclusivas. Bem, a grife, é claro, continua fazendo suas misturas vibrarem como ninguém. O estilista inglês Mathew Williamson que cuida da marca investe numa Pucci bem vestida para ir a um nightclub inglês. A idéia são mulheres vestidas para badalar...




E Jil Sander limpa as silhuetas e joga tinta no ar. Cores fortes, muito fortes, em uma coleção simples demais para causar grande impacto na gente. Quem gosta de intensidade pode aproveitar porque tem respaldo de um estilista conceituado para justificar o exagero...


Crédito das imagens: Marcio Madeira (reprodução)
Edição: Ana Clara Garmendia

MODA MILANO: Gucci, Anna Molinari e Alberta Ferreti fazem suas apostas para 2007





E hà quem diga que a Gucci nunca mais serà a mesma depois da saìda de Tom Ford. Uma época de ouro para a grife que agora sob a direção artistica de Frida Gianini se bate um pouco na hora de montar um show de moda. Tudo bem, mas as cores da coleção parecem meio repetidas, vindas ainda do inverno?






Foi isso que se viu em Milano na apresentação do prêt-a-porter verão 2007. Uma coleção com base nos anos 70, Era Disco, vestidos curtìssimos ( que para muitas vai funcionar como batinha, porque sem a parte de baixo somente as tops e algumas poucas deusas do planeta, a maioria das mortais não fica bem com tão pouco pano) e muitos cortes hexagonais. Sinceramente a coleção é bonita, mas não renova em nada o espìrito que paira sobre a grife. Tom Ford faz falta sim. Mas a direção da Gucci não acha. que està satisfeitissima com a atual fase. Querem acabar com a era dos superstilistas que chamam mais a atenção do que o proprio produto. Uma das miras agora volta a ser o trabalho em couro, tradição da marca italiana. Isso significa centrar fogo na produção de bolsas, essas sim uma aplicação certeira no atual mercado de consumo…




Bem passado esse desabafo, apesar da Gucci estar bonita, vem o comentàrio da Anna Molinari. Uma moda correta, boa de usar. Peças femininas, o bom tomara-que-caia preto, que a gente deve sempre ter e guardar, quando ou, por acaso, a moda resolver coloca-lo na geladeira. Ele sempre volta. E os tons prata na calça sequinha, o look quebrado pela camiseta branca, enfim moda usàvel...real e bem boa.



Ainda na estrada de Molinari os tons bege em absoluta harmonia com uma proposta de verão. A não ser pela Gucci e pela Prada que colocaram cores fortes até agora a gente tem uma predominância de beges e metàlicos...



E a Alberta Ferreti que também faz moda sem muitas invenções colocou muitos vestidos soltinhos com muitos tons claros e um toque de bordeaux. Delìcia de ver. De usar. Afinal não precisa inventar muito para fazer algo que venda e que deixe as mulheres belas. Um estilo meio Olimpo permanceu na passarela com tecidos como o jersey. A opção dos longos também é uma boa, afinal, quem não tem pernas de Sharon Stone, também merece ser lembrada na moda verão...

Crédito das imagens; reprodução Marcio Madeira
Edição das imagens: Ana Clara Garmendia

Moda Milano: Prada provoca, Bottega Veneta encanta e Moschino Seduz...



E Miucia Prada deixou Milão perplexa em sua apresentação durante a semana de prêt-à-porter verão 2007 ao colocar na passarela uma coleção simples e sem nenhuma preocupação em mostrar absolutamente nada. E se o nada da Prada são pequenos vestidos de cetim com turbantes na cabeça e mochilas nas costas voilà que serà que a empresària està aprontando???




Esta provocando com blusas ( não se assustem não são mini-vestidos) de cetim de cores fortes como o vermelho e o purpura sem nada por baixo. Ela mesma deixou claro que nas lojas a coleção que muita gente não entendeu vai estar perfeitamente usàvel na pròxima estação. As partes de baixo que faltaram na passarela vão estar nas prateleiras de suas boutiques.



As referências da Prada? Anos 40 nos vestidos de tecidos mais armados, nos comprimentos, nas saias-làpis. E também um grande toque dos anos setenta de YSL em que Loulou de la Falaise era sua musa màxima. Empresària que pensa em numeros, certamente a criadora da Prada dà um nò em todo mundo provocando ao deixar uma pergunta no ar: Que coleção era essa? Vai evitar còpias com isso.



Jà Bottega Veneta colocou uma mulher sensual, sedutora e chique no ar. Uma coleção impecàvel com muito bege ( de novo ele), decotes femininos e postura para mulheres poderosas. Na foto do meio a coleção da Moschino que também teve passagens pelo bege e càqui...



Um casamento perfeito do que a mulher pode querer para usar no verão. Uma roupa confortàvel, leve, sedutora sem vulgar, alguém ai acredita que a moda não tenha que exercer essa função?





E por fim, como um balanço do melhor que se viu até agora na semana de Milão voltamos a Moschino com modelos pintadas como bonecas. O estilo entra bem numa conexão entre o perua e o poderosa, sem cair na vulgaridade. Toques perfeitos entre o real e o imaginàrio que toda mulher gosta. Bonequinhas de luxo em cima de saltos altos, cabelos bem penteados, cores claras, mas...de repente um vermelho forte o preto total. É assim mesmo. Ninguém é sempre igual. Senão a moda seria um tédio e nòs não precisarìamos dela para nos sentirmos sempre em renovação.



Fotos:reprodução Marcio Madeira

Moda Milano: Giorgio Armani, D & G, Salvatore Ferragamo...



E Giorgio Armani definitivamente està em alta nesta temporada. Seu desfile dentro da semana de prêt-à-porter a Milano mostrou uma beleza extraordinària com modelos vestindo as bem-cortadas roupas dele. A coleção fica nas cores preto, branco, cinza e prata. Este ùltimo junto com varias cores de metàlicos jà anuncia que vai ficar por mais um tempo como opção de cor...




E se Armani é elegância Dolce & Gabanna são contravenção. O desfile da dupla de estilistas que também é responsàvel pela febre fashion dos telefones motorola em dourado mostrou uma moda duvidosa com cores fortes, estampas de bicho e atitude rock'n'roll. Um estilo que sempre vende...




Quando a classe pede passagem a gente abre espaço para Burberry Prosbum que mostrou uma coleção feminina, sutil e trouxe de volta os terninhos para nossos dias. Eles estavam sumidos, mas tem uma grande utilidade na hora de se vestir para uma reunião de negòcios quando a feminilidade precisa ficar bem sutil.




E a coleção de Salvatore Ferragamo coloca os anos 50 em versão 2006. Nada rebuscado, volumes na medida certa, justos também e cores entre o bege, pranco, preto. Sempre eles a nos ajudar a encontrar um bom jeito de andar bem vestido e perpetuar nossas roupas. Afinal, como diz Lagerfeld, quem precisa comprar roupa todos os anos??? A gente tem que ter um guarda-roupa misturado entre o que é bàsico, clàssico e algumas poucas peças fashion. A moda de Ferragamo entra nas duas primeiras opções. Não vai caducar.




E por fim fica no desfile da Burberry a grande aposta do blog jà falada antes: os tons metàlicos. Se forem bem suaves assim como esses das fotos então, ninguém vai errar.

MODA PARIS: Chanel, Diesel, Dior, Gucci, Prada ou Versace, as bolsas dos nossos desejos

Sim as mulheres tem uma preferência de consumo: as bolsas. Em todas as grandes revistas que se abra là estão elas fazendo o desejo feminino aguçar. Caros, absurdamente para a maioria dos bolsos, esses acessòrios determinam um poder que jà entrou no inconsciente coletivo feminino ( e para muitos homens também). O blog fez uma seleção de algumas das peças mais em alta no momento.





Em primeiro lugar o must: a campeã bolsa da Dior, fruto de uma viagem de Jonh Galliano aos pampas argentinos, o modelo Gaucho tem varias versões que podem custar de 900 euros ( multiplique por 2,82 e veja quanto custa a brincadeira) à 4000 ( a de couro de cobra). Utlitària a Gaucho é um dos maiores sucessos de vendas de todos os tempos da grife francesa.



A maxi-bolsa da Chanel é o modelo da hora. Grande ou melhor enorme ela vem em verniz e não é um outdoor ambulante da grife. É sim uma peça-chave e versàtil para a mulher que precisa carregar muita coisa no seu dia-a-dia sem perder a elegância.





Mais bàsica e não menos moderna e poderosa o modelo da Diesel traz o novo posicionamento da marca de investir em acessòrios e num prêt-à-porter mais luxuoso. ADiesel das cobiçadas calças jeans quer ganhar ainda mais o mercado.



Não tem como: tudo que a Versace faz tem um toque perua. Mas quem se importa com isso? Vale o modelo bem carregado para não deixar duvidas que a poderosa é você.



E os mais os modelos da Prada numa época que seu nome està entrando em cartaz no filme "O Diabo veste Prada" não é mà-idéia também.


Dica do blog: ao comprar sua primeira bolsa cara de grife escolha um modelo não muito pretensioso. Deixe os mais ousados para quando você estiver em vias de adquirir um acessòrio destes pela terceira ou quarta vez. Pense bem: uma peça que custou uma fortuna tem que se pagar. É mais contemporâneo do que qualquer outra coisa você valorizar o dinheiro que investiu.

Londres Fashion Week



E Londres bagunça tudo. E se a moda estava muito certinha, uma turma de novos talentos ingleses colocou na passarela um sopro novo no ar. Dentre as novas ordens Giles Deacon (foto acima) com um vestido preto de seda e um chapeù na modelo em que a cabeça não estava à mostra. Uma provocação que não é novidade no mundo fashion, mas que sempre rende boas imagens.



Assim como Alexander McQueen, um dos melhores estilistas que a gente tem em ação no momento, começou sua carreira hà dez anos na semana de Londres, os novos criadores inventam maneiras de aparecer com atitudes inesperadas na passarela.



Nessa linha segue o novato Gareth Pugh com seus modelos em espécies de armaduras. Obras conceituais que a mìdia adora mostrar quando falta o que exaltar. Os desfiles teatrais sempre são uma boa saida para os novos estilistas que, muitas vezes ou, quase sempre, sem dinheiro, conseguem chamar a atenção para seus talentos ao fazerem algo esquisito e insòlito. Depois disso é sò arranjar outro emprego ou conseguir alguma empresa que patrocine a parte comercial para que tudo vire roupa usàvel.




E os ingleses da Basso e Broke fazem a linha mais real da coisa com vestidos estilo melindrosa na sua apresentação. Peças que renovam a criação da dupla com novos cortes, sem deixar de lado o uso de cores, marca registrada da grife. Vestidos sempre agradam e andam atualmente em alta. Quem tem tempo ou paciência para perder horas numa produção?





E para finalizar ou para começar a semana de moda de Milão entra na pauta e por là jà abriu a expo O outro lado da moda com fotos feitas por uma camera amadora de figuras conhecidas nos backstages dos desfiles. Personagens como Erin O'Connor comendo um croissant ou Dita Von Teese ( senhora Marilyn Manson) na prévia de suas perfomances adoradas pelo mundo da moda ficam em cartaz até o dia 26 de setembro.

The Other Side of Fashion
Palacio Real
Sala delle Cariatidi
Praça Duomo
Até 26 setembro
.


Crédito das fotos: Reprodução

Armani em campanha vermelha



A apresentação de Emporio Armani na semana de moda de Londres teve um apelo diferente da exaltação à moda. Usando a força de seu nome Giorgio Armani reuniu celebridades em seu desfile para dar força à campanha The Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria ( Fundo Global de combate à AIDS, tuberculose e Malària) na Àfrica. O peso de tudo isto?
Gente como Bono, Beyonce, Ashley Judd, Leonardo DiCaprio, Kim Cattrall, and Alicia Keys falando sobre a campanha.





E se a moda de Armani agora é deixar a moda de lado para falar de coisas sérias, as celebridades adoram. "Shop till it Stops" é o lema. O ciclo é este. Arrecadar dinheiro para esta campanha.



Como novidade a grife não acrescentou nada ao jà conhecido estilo de Armani. Muitos curtos, vestidos bàsico preto e vermelho e modelos tomara-que-caia. As cores cinza, preto e vermelho também reafirmam que o estilista està noutra batida e que a moda para ele começa a ser um veìculo para fazer coisas maiores. Voilà.
É òtimo usar um assunto que parece ser fùtil e aplicà-lo em uma causa extremamente grave na saùde pùblica do nosso planeta.




Falando em roupas. Erdem Moralioglu, também na semana de Londres oferece uma coleção baseada na decadêcia do século 18 misturada com a ousadia dos muito curtos. Se eles estavam em desgraça hà um ano, atualmente se consolidam.



As cores do preto ao marfim, as meias de renda, a atitude blasé combinam bem com o astral do momento. Passam os rebuscamentos e a moda londrina passa muito bem. Roupa sem muitas invenções, afinal tudo se transforma sempre quando o assunto envolve a criação.


Fotos: reprodução Marcio Madeira

Kate Moss: a Deusa




Foi assim pintada de preto que a top inglesa Kate Moss apareceu ontem numa edição do jornal The Independent. A publicação especial, dirigida por Giorgio Armani, contendo entrevistas com personagens como Beyonce, Bill Gates, George Cloney e Leonardo di Caprio tem renda totalmente revertida para combater à Aids na Àfrica. O plus foi um poster de Kate.




Aos 32 anos, uma ficha cheia de altos, baixos e escândalos envolvendo assuntos barra pesada, a inglesa nascida em 16 de Janeiro de 1974 em Groydon é hoje a modelo mais bem paga do planeta. Essa semana foi anunciado que ela e seu namorado Pete Doherty foram pegos fazendo sexo num banco da clinica onde ele se trata por vicio de heroína.



Nada disso abala a carreira da inglesa. Ela ganha ainda mais notoriedade e são divulgados também os números em cifras de seu sucesso: atualmente tem 30 milhões de euros em contratos assinados. Kate foi descoberta aos 14 anos em 1988. Foi Sarah Douglas, diretora da agencia Storm quem apostou em seu estilo aparentemente comum de 1m68cm, cabelos cor de mel e olhos castanhos.




Desde o inicio de sua carreira tem contratos com Calvin Klein, tanto que ele patrocinou uma edição especial encartada na Vogue Homme Paris (capa gatinho) deste mês com fotos de Bruce Weber e a modelo nua em varias situações, inclusive com a pequena filha Lilá Grace, fruto de sua relação com Jefferson Hack, e ainda uma foto no colo da mãe.



A top é um enigma. Hoje, um ano depois de ter sido flagrada pelo jornal britânico Daily Mirror, visivelmente se ocupando de carreiras de cocaína, ela é absoluta no mercado. Na época, ela estrelava uma campanha para a Chanel e H&M. As duas marcas cancelaram seus contratos. Logo apos o ocorrido começaram os rumores que de ela poderia ter sua carreira arruinada. Nada disso. Kate nunca esteve tão em alta.


Fotos: Reproduções The Independent, Vogue Paris e Revista Pop

Balenciaga: um mito à mostra




Embora Paris atualmente não seja a primeira no ranking de nùmeros no milionário mercado da industria têxtil, perdendo para Milão o posto de capital da moda, é aqui que o glamour, a filosofia e a arte a encontram todos os dias. E um desses cruzamentos históricos acontece até 28 de janeiro de 2007 com a exposição Balenciaga Paris com 150 modelos da maison Balenciaga em cartaz no Museu da Moda e Têxtil, um complexo que está coladinho ao Louvre. Na mostra uma conexão entre o passado triunfal de um grande mestre, o espanhol Cristobal Balenciaga e o arrasador momento presente da grife sob o comando do jovem Nicolas Guesquiére. O estilista francês conseguiu recriar o espírito "mitico" do passado em torno do mestre sem contudo reproduzir as peças, sem copià-las. Essa incrível teia que se faz entre passado e futuro fica visivel na mostra com 127 peças de Cristobal e 23 de Nicolàs.



Para Christian Dior Cristobal Balenciaga foi o mestre de todos eles. Igualmente Coco Chanel, Courréges e tantos outros se rendiam a ele. O espanhol nascido em 1895 na pequena cidade de Gétaria, país basco, começou cedo a fazer roupas. Encorajado pela marquesa de Casa-Torrés ele aperfeiçoou seu talento em uma escola de Madri. Aos 24 anos abriu sua primeira maison em San Sebastian e começou suas viagens a Paris. Era uma época difícil. Logo logo Balenciaga se mudaria para a capital francesa para fugir da Guerra Civil espanhola de 1936. Ao chegar aqui de cara abriu sua maison no número 10 da avenida George V ( endereço onde a maison permanece até hoje). Sua primeira coleção foi apresentada em agosto deste ano e imediatamente seu estilo se impôs.





" Os compradores e a imprensa se batem como num jogo de futebol para ver a coleção de um jovem espanhol que revoluciona a moda", escreve o jornal Daily Express, em fevereiro de 1939. As peças de corte perfeito, a utilização do preto e branco para vestidos de noite, tudo isso sem abandonar um estilo típico espanhol com capas de toureiro, boleros bordados, mangas bufantes ( que agora reaparecem como uma forte tendência nas mais variadas coleções) o transformam na estrela da época. As mulheres mais chiques pagavam fortunas para ter uma roupa dele. Balenciaga podia fazer em um sò dia 120 revisões de roupas. Cuidava minuciosamente dos menores detalhes daquilo que era produzido por sua maison. Fez vestidos célebres como o de casamento da rainha Fabìola da Bélgica que virará em 2007 uma das peças da Fundação que levará seu nome na cidade onde nasceu. Quem està à frente desse projeto é Hubert Givenchy. É ele quem cuida da organização das homenagens eternas que estão sendo montadas para o amigo e protetor. "...ele era o homem da linha direita. Tudo era nítido na sua vida assim como as suas criações. Se pedissem a ele um conselho, respondia:


" Seja natural que as coisas vêm..."






Sábio, Balenciaga dizia que uma mulher não precisava ser bonita para usar suas roupas, elas se tornariam belas ao porta-las. Dizia ainda que "um bom costureiro deve ser:" arquiteto para os planos, escultor para a forma, pintor para a cor, músico para a harmonia e filósofo para a medida ". Por isso suas criações tinham uma característica que encantava as mulheres: escondiam imperfeições. Não eram totalmente ajustadas ao corpo ( e continuam assim no atual trabalho da grife). Essa sedução que Balenciaga causava nas mulheres o fez um costureiro de alta-costura. Certa vez ao visitar New Jersey, Estados Unidos, e ver peças serem reproduzidas industrialmente chegou a conclusão de que não poderia ter suas roupas feitas assim. Era um homem de alta-costura. Não queria se render ao prêt-à-porter. Como de fato não o fez. Sua clientela não se importava em pagar o preço que fosse para continuar a tê-lo como estilista. A loucura por suas roupas tem histórias célebres como a de Madame Biddle que em uma sò vez escolheu oito vestidos e colocou 40 pessoas para trabalhar em torno de suas encomendas. A condessa Bismarck ( que recentemente fez uma exposição em sua casa em Paris com 40 peças de Balenciaga) ficou dois dias de cama quando em 1968, teve a notícia que Cristobal fecharia sua maison e se recolheria na Espanha, lugar de onde jamais se desligou. Ao se "aposentar" ele declarou que "não existia mais lugar para o luxo e a elegância". Ao morrer em 1972 Cristobal deixou um vazio no ar.

Um costureiro lendário que influenciou o mundo da moda, a antecipou. E hoje quando a criação chega em alguns momentos a perder o fôlego dada a ferocidade do prêt-à-porter de necessitar produzir nùmeros o mundo de Balenciaga soa puro e necessário de ser resgatado.

Ilações sobre o luxo

A Balenciaga foi comprada em 2001 pela PPR, holding concorrente direta da LVMH (que têm entre muitas coisas a Louis Vuitton e Moet Chandon), dona da YSL e Gucci e também da Fnac. Sua imagem vinha sendo explorada suavemente atè que as magnificas criações de Nicolas Guesquiére passaram a virar hits. Toda essa ascensão pode ter ligado as antenas do grupo que parece estar se preparando para investir mais na grife que tem fama, desde a época de seu criador, de não ser muito comercial.


Com a exposição seu nome entra naturalmente na mídia e aguça mais o desejo de consumo. Justamente agora a PPR vendeu a Printemps, uma das grandes magazines de Paris. Os boatos são de que o dinheiro da venda no valor de 1 bilhão e 75 milhões de euros para dois grupos compradores, um minoritário, italiano e outro, com 70% das ações, ligado ao banco alemão Deustche, vai se reverter em um investimento maior no mercado do luxo ( na Balenciaga?). Esse cresceu 30% em 2005.



A loucura que o mundo da moda revive com Balenciaga evidencia o atual desejo feminino. O que quer ser e busca. Uma roupa de excelente corte e caimento, confortàvel, mas que em momento algum revela o corpo feminino como um objeto. Balenciaga 2006 faz roupas assim. Lançou uma coleção com saltos de plataformas altíssimas ( longe de serem confortáveis ou femininas, um contra-senso nessa història), saias curtas mas largas, boleros, casacos, vestidos bordados (como o grande mestre). Tudo com corte perfeito e nenhuma preocupação em fazer o que a tendência está apontando. Por isso mesmo agrada e é cultuado.


Foi Balenciaga quem trouxe de volta os babados e as calças justas que estão em alta agora. Nicolas Guesquiére o fez na coleção passada. Depois disso todo mundo copiou.



Nicolas Guesquiére declarou recentemente que prefere importar certas técnicas da alta-costura e aplicà-las no prêt-à-porter. Ao contràrio de Cristobal, que se negou a fazer seus tailleurs e técnicas industriais e por isso mesmo se retirou da grande mídia, o atual diretor criativo da grife ama a idéia de propor dentro de uma mesma coleção roupas que custem entre 100 mil euros e 250.

ÌCONES DE ONTEM

Os mantôs sem gola que permitiam às mulheres mostrarem suas pérolas, os boleros, as túnicas, o vestido-balão. O uso de cores fortes como o verde e o violeta.


ÌCONES DE HOJE
A bolsa Balenciaga é um dos acessòrios mais copiados do momento. As jaquetas mil-folhas. As calças sequinhas da penùltima estação.





Museu da Moda e Têxtil
Exposição Balenciaga Paris
107 rue de Rivoli, 75001 Paris
De 6 de julho de 2006 a 28 de janeiro de 2007

LinkWithin

Posts relacionados