PFW/AW15/16 O look do dia e o mico do dia. Streetstyle by me.. Veronika Heilbrunner, Dries Van Noten..

 Existe uma moda histórica por detrás de tudo e é esse o foco de algumas fashionistas realmente amantes do vestir. Saber a utilidade dessas roupas e quem vai usá-las é o desafio da temporada. Bem, quer saber a predominância? Os shapes largos.  Calças que arrastam no chão, casacos longos ou amarrados, como nas roupas dos lutadores de artes marciais ou como no da foto. É 70 na cabeça. Total. Mais uma vez. Mas as calças têm uma parte acinturada e é aí que o bicho pega...Ainda penso em como usar as minhas, mas não consigo dissociá-las do salto alto. Tenho que estudar. Os looks anos 70 são bem complicados de por em prática, apesar de serem inesgotáveis fontes de criação para os estilistas. É a moda fácil de criar para ser amada pela mídia e crítica, mas nem tão fácil assim no modos operandi. 




Numa versão hippie 70, com pegada 80 nas calças e botas, Veronika Heilbrunner se diverte com o mico que se tornou ser fotografada pela trupe de paparazzi. Eles surgem de todos os lados e estão sempre enlouquecidos por tudo que se mexe. Sim, informo, com tristeza: o street-style era uma paixão e uma arte de captar boas imagens de pessoas bem vestidas e agora virou uma selvageria sem fim. #naoseiparaondeir... Só que não. Eu continuarei do meu jeito a captar minhas imagens. Sempre tem um jeito... Encontrarei. Fica ligado tá? No meio dessa galera que vive o clima de ou mata ou morre, não fico. Prefiro viver. Com eles por perto tenho vontade de chorar e chamar a polícia. Não entendo o desespero. Não tem grana para quem trabalha assim. A foto pensada e trabalhada como arte sempre ganhará espaço frente a essas automáticas. É o fast-street e não mais o snap-shot do street-style. 
Sobre as tendências, elas estão por tudo, além do mais para quem mora em Paris. Amanhã tem mais. 
Bisous
A+

Por que as mulheres mais maduras viraram moda?


As campanhas com modelos de idade avançada são o assunto desse começo de ano. O que é uma grande jogada de todas as marcas sincronizarem nessa ideia. Mulheres maduras não tem medo de errar. Já aprenderam. Estilo é uma escolha. Chocar pode ser muito divertido. A uma certa altura da vida, ser normal pode representar ficar no esconderijo que a idade forçosamente vai nos colocar ( eu, você, as musas, as outras, as não musas, enfim, todas). Ninguém presta atenção aos mais velhos. Ouço muito isso de pessoas que já tem mais idade. E tenho que concordar. Só que o que o povo não sabe ( não saber não é a palavra. Melhor dizer: não processa por que não pensa e pensar custa tanto, não?) é que esses mais maduros já foram jovens e, muitos deles, têm histórias incríveis para contar e ideias fantásticas de como se vestir bem. Viveram décadas a mais que nós. Rodaram as saias nos anos 50, vestiram as batas transparentes indianas nos anos 70, extrapolaram com as minissaias e botas nos 60 e brilharam nas pistas de danças dos anos 80 com muitas ombreiras, plumas e paetês! Quer mais? Essas mulheres têm dinheiro para comprar várias bolsas e ainda tem um estoque incrível no acervo delas herdados das avós, das tataravós, das sogras, primas e até amigas que já partiram. Quer mais ainda? Elas somos nós amanhã. E tomara que tenhamos a classe e a sensatez para nos permitirmos o ir além, porque o fim é certo para todos e que ele venha lentamente e com muita alegria e moda para inventar e contar. 
Gros bisous
A+



Clogs, por que eles vão voltar e vamos usar....Lily Allen, Chanel 2010...


Lembro do primeiro clog que tive na vida. Ele não era exatamente como os que vejo nas ruas de Paris, mas tinha o mesmo princípio: salto de madeira, formato de tamancos e parte da frente de couro. Isso era na década de 80 e usávamos muito no verão com vestidos soltinhos. Eu adorava a sensação de calçá-los para  ir a festinhas, lanches, reuniões com as amigas. Hoje, ao ver a moda trazendo de volta um acessório controverso ( muita gente detesta) tenho uma grande e declarada simpatia por ele. Apesar de não ser saudosista, não tenho como não olhar para trás para entender seus processos. Sem história, não existiriam os modismos. Acredito que hoje seja mais complicado o clog pegar valendo pelas ruas. Impossível vivermos, sem carros, com eles nos pés. Não importa. Deixo de lado meu discurso de moda funcional e confesso: são lindos de ver numa cena casual como essa. Fica aqui o meu amor por eles. E a minha dica de que estão de volta. A última vez que fizeram sucesso? Na coleção da Chanel que tinha o celeiro e a Lily Allen cantou ao vivo, quem lembra?  Foi em 2010 e os clogs acabaram não pegando muito não. Não são práticos, mas são lindos. 

Fica aqui o vídeo para gente lembrar. Foi um momento lindo da grife. Um desfile inesquecível:





Bisous
A+

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