22 de abril de 2014

Au revoir Moda Paris


Hoje é a madrugada da despedida. O momento onde o blog faz sua retrospectiva rápida para dizer até breve. Um momento de dizer adeus a longos anos de postagens dedicadas ao amor à moda. 
Aqui, imagens se revelaram para mim e para vocês a minha busca por novas referências. Comecei querendo entender Paris, as pessoas e a mim mesma. Aprendi a fotografar no exercício de tentar decifrar para mim e para vocês o que via acontecer. E vi muito. Vimos todos. 
Os movimentos da internet se multiplicaram. O blog me abriu as portas do mundo. Novos passos. Novo mundo. Novas necessidades. Fica aqui um registro visceral de uma jornalista que tornou-se também fotógrafa. Ficam textos publicadas e outros suspensos no ar.  No cansaço de quem faz um jornalismo ao vivo. Sem retoques. Sem edição. Sem equipe. Com alguns colaboradores. Mas, na sua essência, o Moda Paris fui eu. E ele tem seu momento de "au revoir". Como um lindo encontro. Como tudo. Começo, meio e fim. 
Voltarei com outro projeto. Sou fiel a tudo que fiz e assim continuarei sendo, mas preciso de um tempo sabático. Ficam aqui algumas imagens para registrar minha obsessão pela moda e, antes de tudo, pelas pessoas - meu foco principal. 



Sem elas, a moda seria inerte e eu gosto de vida. 


Movimentos




De encontrar o novo como encontrei, em janeiro de 2013, essa onda sport street e revelei aqui:






De vida; de sorrisos; de emoções não programadas




De passarelas célebres como as de Jean Paul Gaultier, sempre com apresentações para poucos loucos por moda e arte:


Aqui encontrei o sorriso até nas mais gélidas personagens:

Anna Wintour, editora-chefe da edição norte-americana da revista Vogue

Não. O mundo não pode ser tão enfadonho e repititivo assim. E não é. 


E eu vou fechar esse ciclo com minha visão voltada para a próxima temporada; a próxima parada que a gente vai ter que dar.


Fica por perto que eu volto, se quiser ficar.


Esse espaço captou moda, emoções, movimentos e recebeu o meu melhor.


Por ora, é o que tenho a dizer. 
No entanto, me movo...



Para gerar uma nova emoção, como gerei durante anos... E que eu capte séculos de vida!



Obrigada mestres, obrigada leitores que me impulsionaram. Obrigada minha casa, meu lar em Paris para onde vou e volto sempre. Sem promessas. Sem obrigações, apenas com uma imensa vontade de fazer tudo continuar sendo algo que nos faça acreditar.

C'est fini.
Merci beaucoup!

Uma música?


Não, duas e muitas outras que vão ecoar no meu coração. 







Me acompanhe no Instagram @anagarmendia 


Bisous, A+

The end


3 de abril de 2014

Street Style para Glamour Brasil (SPFW - Verão 14/15)


Vim para São Paulo fotografar três dias do street style, na São Paulo Fashion Week, especialmente trazida pela revista Glamour Brasil. 
Uma honra e uma responsabilidade. O resultado da primeira bateria você vê lá no site da revista. Acesse > aqui

Som:




Bisous,
A+

1 de abril de 2014

Street style: sobre Michelle e Yasmin


Faz dias que estou com a foto da Michelle separada para falar sobre mulheres que se vestem excentricamente, mas não perdem a elegância. 
É assunto sério o caso dela. Fashionista absoluta, diretora de revista, uma mulher iniciada, mas o que faz dela não parecer fantasiada? Essa é uma pergunta que eu me faço muito e ainda não tenho a resposta absoluta para postar. A única coisa que sei é que: ela é super elegante. Tem postura física. Caminha com uma firmeza incrível e, o que é muito bacana de se dizer: é de uma doçura e simpatia ímpar. Será esse o segredo de Michelle?
De qualquer maneira, seus looks são como Guernicas. Tem que olhar muito para entender todas as informações que eles passam. Um bom exercício. Conheça mais sobre ela aqui

Um outro passo



Já com Yasmin a pegada é outra. Saia artsy da Céline e tudo ok? Não. Essa peça é uma das mais complicadas da coleção de verão da marca. Não favorece quase ninguém, exceto uma mulher com um shape e uma desenvoltura como a dela. Tudo é moda aqui, principalmente as botas incríveis e o cabelo curto. A temporada continua sendo deles.

SOM:




Estou no Brasil. Em mode SPFW, para a revista Glamour.


Bisous,
A+

21 de março de 2014

Ready-to-Wear 2014: Valentino


Existe na moda duas fases bem definidas para a maison Valentino: antes e depois da saída de Valentino Garavani do posto de diretor artístico da casa. O Imperador, como o intitulam, pendurou os sleepers (sim, ele não deve usar chuteiras) depois de ter construído um império com seu trabalho como estilista. 
Valentino teve várias fases, assim como grandes artistas. A azul, a branca, a vermelha e, permeando entre elas, a grande época em que vestiu Jack Kennedy que depois virou Onassis e continuou a se vestir com ele. O estilista foi para Paris entre os anos 1940-59, mas voltou para Roma, onde fez realmente a base de sua criação. 
Bem, é preciso passar horas estudando seu trajeto para conhecer de fio a pavio esse universo deslumbrante que hoje dá nome a uma das marcas mais pops. Tudo isso graças ao trabalho de uma dupla chamada Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli.  Eles deram a levantada, a refrescada, o follow up na marca, desde quando a assumiram em 2008...
E no desfile dessa temporada houve uma interpretação de elementos do passado. Uma apresentação mais romântica e uma das mais inspiradoras. Que fique claro: nada é novo, mas tudo é lindo. Capas medievais, borboletas de Schiaparelli. Tudo para 2015!



A coleção tem uma pegada forte nos anos 1960 e 1970. Fui estudar de novo as décadas. Elas, em alguns momentos, se misturam. Os '60 continuaram a influenciar os '70 e ainda nos '80 chegamos a usar muita coisa vinda desse período, principalmente os materiais como as lãs e as cores. 
Naquela época, a moda não tinha o poder de se expandir tão rápido. Hoje ela vira na intensidade de um post da Susy Menkes.


Olhando a poética dessa apresentação ficamos todos emocionados. Uma viagem no tempo, com Valentino assistindo de camarote. Ele estava quase ao lado, na frente de onde eu me sentei, então pude acompanhar as palmas e o momento mágico no qual ele abraçou, e muito, a dupla que hoje faz seu label continuar a ser uma roupa dos sonhos... Veludos estampados tem seu come back marcados. Prevê-se uma onda forte deles, assim como as bolsas menores usadas à tiracolo. Bolsões servem para carregarmos nossas vidas, mas não são elegantes. Suavidade têm nas pequenas.  


Na minha olhada ao passado de Valentino, achei uma campanha de 1967 com a Veruschka. Ali, ela usava um caftan de bolas preto e branco. Aqui a pegada tem cor e vem em forma de vestidos - todos mídi -. E alguns momentos apareceram comprimentos mais curtos, mas a força está nos mais longos mesmo. 

Imagem que fiz no dia que revi a coleção.
No show-room da Valentino, o que eu mais amei? As botas no mesmo motivo que as roupas. Minha teoria para sustentar a paixão pelos sapatos. Sapatos você não perde, não deixa no carro, ninguém te assalta e diz "tira o Valentino dos pés" (Hahahah). Mais baratos (menos caros) do que as roupas, e mais complicados de serem copiados, embora exista uma vasta lista de marcas que insistam em fazê-lo. Sapato italiano então!!! Esses são à prova de cópias. Fica parecido, mas nunca bom. É igual a pudim de leite condensado sem ele... feito com maizena.


Olhando a coleção inteira no style.com você pode ir mais fundo e eleger algo que queira desejar muito para 2015. Na minha lista, as botas, claro.



Valentino na vida real




Um vermelho Valentino funciona assim: Não importa a fase de sua vida, ele se encaixa em todas. Mantém-se o mito.



Som: Para entrar no clima do final dos anos '60.



Não esqueça de me seguir no Instagram: @AnaGarmendia, nele, onde estiver eu posto.

Bisous,
A+

13 de março de 2014

Louis Vuitton + Street style

Eu queria ser...



Acordei apressada na quarta-feira passada para não perder a última rodada de street style da temporada. Era dia de desfile da Louis Vuitton - estreia do Nicolas Ghesquière na casa -, e de ver mulheres extremas. Um pot-pourri de ideias no look desses personagens que, por vezes, parece terem saído de grandes telas de pintores famosos que um dia fizeram de Paris o berço deles.


Não tem idade e  nem tempo que impeça a moda de fazer algo maior no corpo e na cabeça desses personagens. 
No inverso do que falei no post do vestido Valentino, aqui elas dão o Dó maior. Aquela nota que grita e você é obrigado a parar e apreciar até decifrar. 

Não tem essa de "cabelo curto, comprido, pintado, com franja", têm tudo. Tem que ser de acordo com o que você é por dentro. Bem filosófico, mas real. 


A moda e seus moods é o que temos de melhor para analisar e absorver. Depois é só escolher que caminho quer tomar.  Vai no Romance; no Rock; no Pop; no Punk? Pode! 

Dar lista de trends é didático, mas quase impossível. O mundo no ano de 2014 não é o mesmo. As crises desequilibram cada vez mais os consumidores e isso faz a diversidade. Uns vítimas do consumo, outros mestres em usar a moda como um instrumento. 

É isso!

  • Acompanhe meu Instagram @AnaGarmedialá têm imagens e comentários da primeira coleção do francês Nicolas Ghesquière à frente da Louis Vuitton e também sobre como foi complicada a produção da última coleção de Marc Jacobs.


Bisous,
A+

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