London calling! Street style 2014...





Sem tempo para escrever. Algumas rápidas impressões de Londres. Quem posta muito não vive a Fashion Week! 

Kisses baby!


Love me street Paris... Jessica Alba, Pharrell Williams, Catherine Deneuve, Lenny Kravitz, 2010, 2011, 2014...

Tenho tanto para assimilar de 2014 a cada momento que pouso meu olhar sobre meus arquivos. A peça que mais me intriga e me faz desejá-la? Esse utilitário matelassê. Perfeito para começar bem a temporada 2014/15 de longos meses na Europa. O resto? Golas altas, brancas, bem grudadas ao pescoço. Um brinco médio para combinar com cabelos puxados e um make leve. Sem ele a gente brinca e faz campanha na internet, mas que um rímel, um batom e um corretivo são indispensáveis são. 

Os que eu mais amo? Camouflage- Laura Mercier. 

Batom? Qualquer um cor de boca da MAC.

 Rímel? Dior Show, o melhor dos melhores ever.  

Que mais se precisa na rentrée? Calma para absorver. Para amar. Para não se perder no bombardeio de informações que vamos receber com tantos e tantos desfiles. Uma coisa é certa: já tem anos 70 apontando. Mas eu continuo achando que os 10 são mais criativos e que os 80 não nos abandonam tão cedo. 

Enquanto não recomeço novos capítulos dessa longa história com a moda e com Paros, estou aqui editando uns textos antigos. Revendo postagens. Imagens. Guardei muitas histórias para um livro, mas resolvi começar a publicar aqui. São mais longos, mas contam algumas passagens de anos de Paris. Bom relembrar. Aqui vai um deles:



                 Colecionando celebridades





Desde que comecei a frequentar desfiles de moda já vi tantas personalidades do show-business que fica difícil descrever todas as passagens. De Victoria Beckham a David Lynch e Michael Pitt até a controversa Courtney Love. Kanye West é o que chamamos de ‘carne de pescoço’ de tantas vezes que o vi. Se fossem figurinhas, teria uma caixa cheia de Kanyes, ainda sem Kim. Essa eu tenho uma figurinha só.



 Tenho um caderninho mental que brinca em contabilizar o número de vezes que encontro pessoas muito famosas. E nesses encontros surgem histórias criadas pela minha mente sonhadora, lúdica e cheia de imaginação. Uma vez, encontrei Lenny Kravitz num desfile da Chanel. Vestia calça skynny, botas de píton, jóias de prata e o cabelo estava na fase black power. Lindo. Cheio de luz e ginga. Lenny tem ziriguidum. Me gusta homens assim e por isso, roubou toda minha atenção. Chegou atrasado. Não interrompeu a apresentação para pegar seu lugar na primeira fila. Ficou parado entre um das saídas de emergência.  Por alguns minutos, fiquei paralisada. Fixei os olhos naquele artista que eu tanto admiro o som. Naquele momento, o mundo parou para eu amar Kravitz como a um Deus.  O Olimpo enviou ele para mim. Figurinha na caixinha. Foi meu primeiro Lenny. Tenho uns dez na minha coleção.




Vi também Pharrell Williams. Caixa lotada de Pharrell. Esse tem um magnetismo tão forte, mesmo antes de ser tornar paixão mundial, que até os seus balangandãs de ouro branco e diamantes pendurados no cinto perdem o brilho. Conto as horas pra ver Pharrell. Minha caixa precisa encher mais. Pode até transbordar. Me faz feliz de verdade. Coisa boba, mas eu também tenho sonhos bobos. Meu dia de glória? Já contei essa, ms repito. Era um desfile da Louis Vuitton,  Pharrel parou uma sessão de fotos e perguntou de onde eu era. Senti um frio bom na barriga.  Eu achando que poderia ficar escondida por detrás da câmera. Um dos motivos pelo qual me tornei fotógrafa foi minha timidez. Ser notada por Pharrell  foi um momento para eu sempre lembrar: devo continuar. Alguém nota em você. Pode ser o vizinho da frente. Pode ser Pharrel. Instantes que te  estimulam. Te tiram da cama num dia de neve só para ir até a academia. Para cumprir uma pauta chata.  Achei um bom presente Pharrell me ver. Nada demais, mas um bom vento soprou em mim.

Mas tem personagens que provocam sensações contrárias. 





Uma vez, no final de um desfile da Louis Vuitton, Catherine Deneuve saiu escoltada de seguranças e eu estava exatamente entre ela e um bolo de paparazzi japoneses, italianos e franceses. Fui levada adiante. Me senti em uma cena do filme de Papa-léguas. Sabe quando ele briga com seu inimigo e fica dentro de uma imensa bola de pó? Não gostei da máquina trituradora de gente. Não  sirvo para pó. Não por enquanto, mesmo que eu saiba que o caminho de todos não é a eternidade e sim o pó. Será que pó eterno tem grife? Eu quero ser Chanel. Mentira. Quero ser pó de mim mesma. As grifes? Já não tenho mais fascínio por marcas e sim por boas histórias.


Francamente, Catherine Deneuve é uma deusa do cinema, mas não precisa tanto. Desisto de pessoas muito visadas. Saio da cena. Perco a foto e pronto. Uma rápida insatisfação faz a caixinha murchar.  Mas tudo tem retorno nesse delírio de vida de fotografia de portas de desfies. Quanto à Catherine, tive minha recompensa algum tempo depois, também em um desfile da Louis Vuitton. Fiquei jogando conversa fora com um amigo jornalista na porta do carré do Louvre (é a parte final, onde existe um quadrado imenso no meio da construção de todo o complexo envolvendo o museu. Lá a LV faz seu espace éphémère para realizar seus shows). Meu amigo tentava me convencer a emprestar a chave de meu estúdio para ele. Eu respondi que ia ver, tentava desconversar, enquanto isso Catherine estava a meu lado. Pude fazer quantas snapshots quis. Como os fotógrafos moedores de gente já tinham se deslocado em massa para outro desfile, fiquei com Catherine só para mim. E desconversei a possibilidade de emprestar o apartamento. Acho estranho alguém que você não conhece desfrutar de sua intimidade quando você está fora. Em Paris, é tudo tão pequeno que a gente acaba vivendo dentro de cápsulas impregnadas de nós mesmos.  





Da atriz Jessica Alba tenho boas lembranças. A vi muitas vezes. A primeira nos 60 anos da Dior. Linda com um vestido prata Dior, bien sûr. Cabelos puxados em um coque banana e jóias monumentais. Naquele dia vi uma menina. Ela portava peças magníficas mas, por algum motivo, Jessica estava meio Monalisa. Uma beleza fria e estática.
Um ano mais tarde cruzei com Jessica na entrada do desfile da Lanvin, quase nada de maquiagem, cabelos novamente puxados e apenas um trench bege. Era final de tarde, estávamos exatamente em frente à Torre Eiffel em um outro espaço efêmero da Fashion Week Paris. Batia uma luz dourada em seu rosto. A chamada luz inglesa que todo fotógrafo ou cineasta amam!
Jessica estava iluminada, esplêndida. “Bravo!” grita alguém do meio da multidão . "C'est un défile de mode, madame" respondo para a senhora que cutuca meu ombro, intrigada. A atriz vestia-se simples, mas estava totalmente envolvida pela aura da beleza.
Horas mais tarde, lendo as news, descobri que ela estava grávida. E cheguei mais uma vez a conclusão que a beleza vem do espírito.   A roupa é mero coadjuvante.




Bem, precisava soltar esse texto preso nos meus arquivos.


Amanhã embarco de volta para a cidade que tanto tem me dado vida: Paris.





Som???
Não é novo, mas amo:



E mais...
O novo do Kravitz. Falei que ele tem o ziriguidum ( merci Luciene Cristina Vieira pela gentileza e conexão com o post):




Bisous
A+




Dior, Simplicidade, Street Lady, Isabel Marant, Donald Byrd, Paris...


Uma palavra pode ser guardada bem forte junto com a inspiração, a aspiração* (da música da Beyoncé, de querer algo) : simplicidade. Tudo que remete a um minimalismo pensado, chique, com cuidado, sem ser muito cool ( que é matéria de outro post). A volta aos clássicos é uma necessidade de mercado e um não ao bling-bling. Se esse morreu? De maneira alguma. Veremos durante as semanas de moda muitos exageros nos desesperados por aparecerem em colunas de street-style, mas o verdadeiro modismo está na contra-corrente de tudo isso. Para pensar. E para amar tudo isso também. A moda tem a obrigação de se renovar. E com bom humor acontece naturalmente. 

Humor se faz assim também!!!!


O brinco tribal da Dior entra para a lista dos mais copiados do ano. Em tudo que é canto, vejo um ( guardei o meu para acervo). Um fenômeno como os sneakers da Isabel Marant em 2012. Como tudo que é em excesso, acabamos não querendo mais, mas que eles são lindos são. Aqui uma imagem dos primeiros que vi. Ela usou com o humor de saber viver sua moda. Divertida!!! Sempre na moda. O que eu amo aqui? A tiara! O casaco preto e rosa listrado. Esse não vai datar ainda. Sinto profundos desejos por ele. 


SOM????

VINTAGE:


Dois dias para Paris!!!
Bisous
A+




*Primeiro movimento da respiração.
Ação de aspirar fazendo o vácuo: aspiração da água por uma bomba.
Fonética. Ruído da fricção da corrente de ar contra as paredes da glote entreaberta.
Fig. Movimento por um ideal: ter aspirações elevadas.

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