Best looks 2015.... Street style Paris... Da quimonomania ao preto total...


 Vamos ao balanço do ano mais complicado dos últimos tempos para a moda? Looks que amei e fotografei. Do quimono às franjas. Dos óculos exagerados e engraçados aos estilo Janis Joplin. Tudo que imperou nas ruas de Paris em 2015. Confere esse batidão. Tem mais. Aqui é apenas uma desgustação:


                                                                 Minimal 





The 70's 




                                                 It's over baby! 
   






Le nouveau chic 




                                           Le mix maximal cool 




                                                     Le vintage 





Bisous!


Som????





Street 2015...



Que não nos falte originalidade para a moda em 2016. Aproveito algumas fotos do meu street de 2015 para dar umas ideias do que levar em frente, do que podemos inventar através de imagens de lindas mulheres que encantaram Paris. A moda passou por momentos difíceis. Nós todos passamos, mas isso não nos impede de continuarmos a amá-la e de termos o prazer de nos vestirmos para encantar, seduzir, arrasar. 


O sonho do consumo pode andar meio adormecido pela falta de tempo, de grana, de vontade de mudar de look, mas ele sempre volta em algum momento e por algum motivo. 
O meu começa a voltar. Quero mudar de casca, de casa, de perspectivas. 






Quero ir em frente e sei que esse meu desejo é um pouco do seu. Estamos todos conectados. Cada vez mais. Isso nos confunde a mente, pois são muitos desejos e muitos deles acabam não condizendo com as nossas realidades. E é aí que entra a mistura, a busca, o romantismo, o rock, o punk, a fantasia. 


Ficam aqui essas palavras rápidas, mas extremamente ligadas ao que sinto hoje aqui em Paris. Escuto Erykah Badu sem parar: 




Me segue no Snapchat anagarmendia68

Bisous
Que 2016 seja melhor e lindo e nos traga cada vez mais amor em tudo. 
#VIVAAVIDA

Sobre quando a moda e os blogs puíram...




Tenho escrito tanto no meu face e postado no meu Instagram que o blog ficou de lado. A pergunta é? Os blogs morreram ou morreram nossas inspirações em postar como fazíamos antigamente? Continuo ligada em moda, gente, ruas, tendências, posso dizer que sei de todas as exposições que acontecem e do roda e agita que acontece no mundo das grandes marcas. Sei que o povo quase se matou ontem para comprar as peças da Balmain na H & M e sei porque Marc Jacobs saiu da LV ( assunto velho, mas a versão original e não publicável, guardo comigo), mas não consigo escrever aqui. É como se um fosse um campo minado. É como se tudo tivesse explodido e se eu postar serei bombardeada à morte. Sensação bizarra. Continuo com ele pulsando vez ou outra e penso em projetos. Pedi parceiros e recebi os posts de uma querida, a Juliana. Ela me ajudou com suas reflexões. O post dela está aqui .




Continuando...

O que me incomodou nesse processo todo e acho que muita gente está nessa vibe foi a farsa das postagens. As entregas de produtos. A defenestração da dignidade de escrever uma opinião própria, sem amarras, com o coração, o talento e a vontade de oferecer algo bom a quem lê. O enganar o leitor, o dizer que você ama algo, mas está sendo pago por isso é deplorável. Tudo seria diferente, se fosse anunciado que é publipost, mas não, as postagens viraram uma febre e o mercado se atirou em cima desses blogs que nada sabiam de moda e sim pertenciam a gente que precisava ganhar dinheiro e usou o mecanismo para isso. Falsos perfis foram montados. Milhões de seguidores da noite por dia. A invasão de Paris. O apoderamento da cidade por gente que, juro, não conhece nada além do triângulo Costes, L'Avenue e Flore. Os desfiles tomados por especialistas que não sabem como se escreve Sidney Toledano 
(PDG da Dior) e tampouco que Yves Carcelle saiu da presidência da Louis Vuitton para morrer de câncer e não por uma suposta falta de competência dele em manobrar as peripécias sexuais do astro Marc Jacobs. 
Ok, que existe o mercado para mostrar as modas, as roupas e as it-girls são perfeitas para isso, mas o caldo se misturou. Era para elas serem modelos e não especialistas em moda. Era para ter lugar para todo mundo. E era para o povo não misturar religião com moda. Influências que se atravessaram. Interesses. Tudo puiu. 

 Todo esse fenômeno, essa ética para quem é jornalista de diploma e carteira internacional é quase um crime. Uma das minhas prioridades sempre foi a de não dar "lixo" ao meu leitor, mesmo que hoje eu tenha inaugurado uma coluna nova no jornal Bem Paraná e tenha escrito esse texto: 
"O jornalismo impresso é uma cachaça". Sempre gostei de pensar que meu trabalho poderia girar muitas vezes e em muitas mãos quando trabalhasse num jornal papel. Essa paixão, mantive quase toda minha carreira, mas desde o final de 2014 estava fora do impresso. Minhas colunas já não passavam mais das mãos do jornaleiro ao porteiro que entregava para a governanta dar à madame, que o lia no café da manhã na cama. Tampouco para o político passar os olhos, durante o trajeto guiado pelo motorista entre a casa e o serviço público para depois de alguns dias, ou até no mesmo, enrolar um peixe, abraçar umas flores ou ganhar um belo xixi de cachorro na área de serviço do apartamento. Sempre amei essa ideia. Do luxo do pensar ao lixo do xixi. Agora estou de volta ao papel. Todas às sextas-feiras no Bem Paraná. Obrigada Josianne Ritz por abraçar essa ideia comigo e me receber com tanto carinho e respeito. Vamos decolar!"

Fiz um jogo com as palavras e gosto mesmo do fim que é dado ao papel jornal. Ele se recicla. É orgânico e nossas ideias vão junto para o infinito. O fim rápido de um registro. O factual. Palavras que se dissolvem na chuva. É isso gente. A ideia é reunir meus textos publicados no Face e algumas fotos e postar no blog. Espero que os blogs estejam apenas agonizando momentos de pneumonia e que tenham volta à vida normal. Também não tenho vontade de dar notícias que milhares de pessoas dão ao mesmo tempo e tampouco de fazer de minha vida pessoal um palco. Gosto da minha privacidade. Gosto de reservar o meu pensar, gosto de publicar minhas fotos.

Para me ler por aí, estou no Terapia do Luxo , no Donna, no Bem Paraná, no Face Ana Clara Garmendia e em colaborações nacionais especiais com a revista Elle. 




Continuo fotografando para meus arquivos e colunas e para meu insta no dia-a-dia de Paris.

Minha música?
 Amando o novo single da Lou Doillon



Bisous
A+



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