Paris Fashion Week AW/15. Street Style...



  No desfile que passa ao lado das passarelas, as influências de divergem. Anos 70 são os mais fortes, mas temos uma atualidade em tudo isso. Alguns looks são simples, mas carregados de beleza e informação. A praticidade é grande vitoriosa em meio a composições extremamente raras. Esse post faz esse contraponto. Maneiras diferentes de vestir que aportam a uma mulher que faz o que ela bem entende, mesmo respeitando os códigos de nossa época. Anota o cinza, o dourado, as peles falsas e os cabelos em liberdade, sejam curtos, puxados ou mesmo super longos. 



As unhas são longas. Pontudas, vermelhas. Paixão. As saias longas justas lisas ou estampadas com fendas ou 70's podem substituir as skinnys, mas não as afastam da nossa possibilidade. Os acessórios são grandes. Voltam as bolsas. Os 'sacs de ville' onde carregamos tudo que precisamos durante o dia. 




Quando é hora de dar pinta, ok, você usa as pequenas, as clutchs e encha as suas mãos de anéis, pulseiras de prata em forma de corrente. Azul? A grande paixão fashionista do momento. Não a deixa passar...




Um som? Seu Jorge. Amo e toca enquanto eu escrevo. 



Bisous
Bora viver 
A+



PFW/AW15/16 O look do dia e o mico do dia. Streetstyle by me.. Veronika Heilbrunner, Dries Van Noten..

 Existe uma moda histórica por detrás de tudo e é esse o foco de algumas fashionistas realmente amantes do vestir. Saber a utilidade dessas roupas e quem vai usá-las é o desafio da temporada. Bem, quer saber a predominância? Os shapes largos.  Calças que arrastam no chão, casacos longos ou amarrados, como nas roupas dos lutadores de artes marciais ou como no da foto. É 70 na cabeça. Total. Mais uma vez. Mas as calças têm uma parte acinturada e é aí que o bicho pega...Ainda penso em como usar as minhas, mas não consigo dissociá-las do salto alto. Tenho que estudar. Os looks anos 70 são bem complicados de por em prática, apesar de serem inesgotáveis fontes de criação para os estilistas. É a moda fácil de criar para ser amada pela mídia e crítica, mas nem tão fácil assim no modos operandi. 




Numa versão hippie 70, com pegada 80 nas calças e botas, Veronika Heilbrunner se diverte com o mico que se tornou ser fotografada pela trupe de paparazzi. Eles surgem de todos os lados e estão sempre enlouquecidos por tudo que se mexe. Sim, informo, com tristeza: o street-style era uma paixão e uma arte de captar boas imagens de pessoas bem vestidas e agora virou uma selvageria sem fim. #naoseiparaondeir... Só que não. Eu continuarei do meu jeito a captar minhas imagens. Sempre tem um jeito... Encontrarei. Fica ligado tá? No meio dessa galera que vive o clima de ou mata ou morre, não fico. Prefiro viver. Com eles por perto tenho vontade de chorar e chamar a polícia. Não entendo o desespero. Não tem grana para quem trabalha assim. A foto pensada e trabalhada como arte sempre ganhará espaço frente a essas automáticas. É o fast-street e não mais o snap-shot do street-style. 
Sobre as tendências, elas estão por tudo, além do mais para quem mora em Paris. Amanhã tem mais. 
Bisous
A+

Por que as mulheres mais maduras viraram moda?


As campanhas com modelos de idade avançada são o assunto desse começo de ano. O que é uma grande jogada de todas as marcas sincronizarem nessa ideia. Mulheres maduras não tem medo de errar. Já aprenderam. Estilo é uma escolha. Chocar pode ser muito divertido. A uma certa altura da vida, ser normal pode representar ficar no esconderijo que a idade forçosamente vai nos colocar ( eu, você, as musas, as outras, as não musas, enfim, todas). Ninguém presta atenção aos mais velhos. Ouço muito isso de pessoas que já tem mais idade. E tenho que concordar. Só que o que o povo não sabe ( não saber não é a palavra. Melhor dizer: não processa por que não pensa e pensar custa tanto, não?) é que esses mais maduros já foram jovens e, muitos deles, têm histórias incríveis para contar e ideias fantásticas de como se vestir bem. Viveram décadas a mais que nós. Rodaram as saias nos anos 50, vestiram as batas transparentes indianas nos anos 70, extrapolaram com as minissaias e botas nos 60 e brilharam nas pistas de danças dos anos 80 com muitas ombreiras, plumas e paetês! Quer mais? Essas mulheres têm dinheiro para comprar várias bolsas e ainda tem um estoque incrível no acervo delas herdados das avós, das tataravós, das sogras, primas e até amigas que já partiram. Quer mais ainda? Elas somos nós amanhã. E tomara que tenhamos a classe e a sensatez para nos permitirmos o ir além, porque o fim é certo para todos e que ele venha lentamente e com muita alegria e moda para inventar e contar. 
Gros bisous
A+



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