Louis Vuitton, Basquiat, Fendi e a moda Cowboy...




Vamos lá embarcar novamente nessa onda de blog Paris que pode não ser totalmente feito aqui, mas vai ter publicação assídua, já que muita gente me pediu para voltar e realmente esse espaço sempre me trouxe uma imensa alegria na vida. O Moda Paris surgiu em 2006, exatamente quando eu começava minhas imersões por aqui. Eu não tinha ideia na época que iria ser lida por tanta gente e influenciaria o pensar sobre moda de tantos. Tudo virou de lá para cá, mas eu não perdi o meu tesão por escrever o que penso. Continuo fazendo para mim mesma, outros textos e a ideia é, ou publicar um livro independente ou aqui nos blog mesmo, numa sessão de crônicas. 

Bem, mas isso ainda não é hoje. Tenho algumas considerações a fazer sobre o que vi recentemente nos showrooms, nas ruas e no streestyle. É interessante por que, no começo do trabalho do Nicolas Guesquière na Louis Vuitton, eu cheguei a não gostar, mas agora eu amo. Ele finalmente conseguiu dar aquela virada e tocar o novo com leituras de coisas velhas, coisa que muita gente tenta fazer e não consegue, mas ele chega junto. Acho que é por não ser pretensioso, um valor raro hoje nos estilistas, designers de moda. Muitos se acham os reis e são apenas designers com equipes enormes para realizar suas ordens, quando não são apenas meros nomes e não fazem absolutamente nada. Tem uma listinha correndo no boca-a-boca dos estagiários de moda que é de cair o queixo. Muito rei sem cartucho nenhum no estoque. Triste.











O toque América na Vuitton tem pontos em comum com o de Raf Simons na Calvin Klein. Os chapéus de cowboy são presentes, na CK eles são coloridos. Na Vuitton, pretos, classudos e eu chego a amá-los, embora saiba que vou, provavelmente, achar ridículo em alguém que não saiba usar. Temos que ter "cabeça para chapéu" e pouca gente tem, embora ache que não.  Brasileiros que vêm para Paris logo tacam um chapéu na cabeça, achando que é típico da parisiense. É meio um tiro no pé. Por que a parisiense que usa, se o faz, é porque se conhece muito bem para fazer, não seguiu o modismo, aliás elas não são de modismos e sim de estilos. Uma grande diferença. 



Sobre Fashionistas...





Para ser fashionista hoje, é preciso ter um talento, uma verdadeira conexão com o que você veste. Dentre as pessoas que eu conheço que emprestam suas imagens às marcas para mostrar produtos, eu gosto muito da Helena Bordon. Ela sabe viver o que veste. Não fica caricata, até porque sempre usou as grandes marcas, não tem deslumbre no que faz e sim um profissionalismo. Eu fiz questão de colocá-la nesse re-primeiro post para deixar claro que quando eu critico uma blogger não é pelo fato dela estar trabalhando e vendendo um produto, porque todos nós precisamos trabalhar, ou deveríamos, mas necessitamos ter mais requinte nessa comunicação. Muito, inclusive. 
A Helena tem. 
PS :
A foto, apesar de fora de foco, eu publico, para mostrar que ela também confirma as botas cowboy prateadas, a Fendi já vem fazendo e elas são lindas, principalmente assim usadas com vestidos, um grande capítulo para eles em 2018. Para eles, minha marca preferida de verão é a Reformation, em questão de preços acessíveis, mas eu amaria ter mesmo era um da Comme des Garçons ou alguns da Prada. Tudo lindo, mas não cabe no meu bolso. 

Ainda sobre as botas e os chapéus:
 

Esses são da Calvin Klein pré-outono 2018/19






Voltando para a LV e para tênis e afins...



Alguém me perguntou lá nos stories do meu Instagram se eu achava que os tênis iriam continuar na moda. Tem na coleção Croisière da Vuitton, assim como as versões meia que foram invenção de Margiela anos atrás e todo mundo faz e refaz sem parar criando uma bola de versões quase iguais, mas com diferenças imensas de preços. Conselho? Se tiver que fazer uma economia, faça aí, por que em qualidade as roupas das grandes marcas são inigualáveis e é até cafona esses solados assinados, aliás é a coisa mais cafona que existe sempre as logos em destaque. Luxo não é isso. O luxo tem que ser exclusivo e, por isso, raro e não necessário que todo mundo saiba que você gastou um rim para pagar o tênis, cinto ou bolsa que todo mundo tem. 


Para fechar...




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Hoje foi praticamente só Vuitton por aqui, mas é que eu tinha ido e não tinha postado nada sobre a beleza dessa coleção e sobre o quanto todas as peças são fundamentais e lindas. 

O blazer lá de cima é bem cowboy-Texas-novorico, mas não deixa de ser lindo, ok? 
Mas lindo mesmo é esse top de seda bordado, um trabalho que não se encontra em lugar nenhum nem parecido, as cópias não chegam a tanto e por isso sim, a Louis Vuitton é uma das minhas coleções favoritas e eu poderia ter as bolsas-mala fácil, mas não tenho 3700 euros para desembolsar por uma delas ( preço inicial), mas se pudesse, compraria sim. 






TBT#



Da Louis Vuitton ...  dos tempos de Marc Jacobs. O desfile de encerramento da carreira dele na marca ( para mim, um primor), onde ele misturou alguns dos cenários de suas ultimas apresentações. A saída de Jacobs deixou uma grande lacuna e foi mais um bafo que a LVMH teve que segurar para salvar a imagem de luxo onde, na verdade, tem muito lixo sendo jogado para debaixo do tapete. Os estilistas piram. É uma realidade. Os conglomerados têm que trabalhar com egos e toda a loucura que o poder de criação gera em torno de quem acredita que fazer roupas é fazer arte ou algo extraordinário e não é. A moda não é arte, embora muitas vezes se confunda, se sirva e precise dela para alimentar nosso querer de consumí-la. A grande diferença? A arte é para ser admirada e a moda é devorada. Ao fim de cada estação ela apodrece, ja a arte é eterna. 






Por isso mesmo, a Fundação Louis Vuitton, que é uma das muitas a fazer a conexão entre moda e arte, abre dia 3 de outubro uma mostra com obras de Jean-Michel Basquiat produzidas entre 1980 e 1988. Ela fica até 14 de janeiro de 2019. 




Um beijo

ou melhor 

Bisous A+


Street style Paris ....


Eu já me despedi algumas vezes do blog e acabei voltando atrás. Sabe-se lá por que eu cansei de vir aqui religiosamente postar minhas ideias como fiz durante tantos anos, mas na real os blogs cansaram e eu me cansei deles, não de postar e nem de expor o que penso e o que vejo, apenas cansei desse método. 

A maneira como eles transformaram a internet foi realmente transformadora até o momento em que as ideias eram ideias sem interesse comercial.  Esse é um assunto que eu também já tratei aqui e algumas postagens, então eu não vou me demorar. 

Vou apenas dizer que esse é o FIM de uma fase. O FIM de uma época, mas não o FIM da minha carreira e nem das minhas postagens, dos meus textos, das minhas fotos, apenas o FIM de uma maneira de mostrar minha visão de moda,  beleza e lifestyle. Vou continuar no meu Face : Ana Clara Garmendia, no meu insta @anagarmendia. No meu Snapchat @anagarmendia68 e nas colunas da ELLE BRASIL , a Moda Real , no Bem Paraná, a Novas Modas.

Me segue por lá e se eu resolver mudar de ideia e voltar para cá, irei te avisar,

Por enquanto, fim o FIM ou o até breve.


Bisous



Salve a Nina Simone que se fosse viva hoje faria 84 anos:








Paris Portraits... PFWSS17 , Bob Dylan...




 Fiz uma bateria de fotos exclusivas para mim e para a ELLE Brasil nessa temporada ( LINK AQUI). .Já contei ( acho) que fotografar portas de desfiles ficou muito complicado. As boas imagens são mais raras e eu não tenho mais a mesma visão sobre essas mulheres que frequentam as portas de desfiles, acho muitas delas muito ensaiadas, são poucas as que me convencem serem realmente personagens que vestem as roupas e não apenas um look à venda no corpo de uma bela mulher. Sei que fiquei meio chata, radical, mas é o exercício do olhar e da vivência no dia a dia em Paris. Aprendi aqui que é possível ficar linda, sem forçar a barra nas caras, bocas e marcas, aliás é o que mais algumas parisienses sabem fazer. Se virar com a imensa referência cultural de moda que tem em meio a maior crise financeira dos últimos tempos. Não vou aprofundar a crise. Todo mundo sabe do que falo. 

Então, nessa temporada escolhi alguns recortes desse ano de 2016, dessa moda que traz anos 90, 80 e vai ao renascentismo em alguns bons momentos 
(precisamente em camisas e vestidos, fruto da passagem do Raf Simons pela Dior). O efeito Maria Grazia Chiuri ainda vai acontecer...







E sobre as moda...  Tem a explosão midiática da Vêtements, com a mistura de elementos e siglas dos tempos da URSS pobre e comunista ao modernismo de hoje de uma parte da Rússia rica e hypada. E ainda a bem revisitada Gucci com uma boa bateria de bolsas que dão vontade de ter, apesar de serem extremamente copiáveis e comerciais, mas ainda assim dá desejo, tesão pela peça. O conjunto da obra ficou bom. A Vêtements e a Faith Conection já me cansaram um pouco. Tudo que força muito desgasta. De todas essas ainda fico com a francesa Cèline ou com a genialidade da Comme des Garçons que coloca na roupa todo o sentimento do mundo. 

Falando ainda de moda...




O momento é também dos rústicos. Os tricôs bem peludos,  com cara de usados e que podem até ser, porque a gente tá vivendo uma fase de vintage incrível.  Sem grana para comprar roupas novas, o povo se joga nas lojas de usados e faz sua própria moda. É uma das tendências do mercado que eu mais acredito. Não falo de luxo, por que esse não tem crise certa, já que o dinheiro apenas gira, troca de mão, mas não some nunca. Falo de contexto da realidade da maioria das pessoas que trabalham, tem uma grana estável ou nem tanto, pois são freelancers e consomem moda e estilo de vida na cadência que o dinheiro vai entrando, mais ou menos. Essa é uma das minhas constatações com base também na série de entrevistas feitas para o site da Elle Brasil. Muita gente apostando na elegância e no uso de peças especiais como saída para estar bem vestida, sem muita frescura. Vou colocar aqui o link da mais recente personagem que fala bem isso:


Lea Cohen e suas preciosas dicas de elegância, simplicidade e lugares bacanas para comprar e sair em Paris. Passa lá na ELLE.



É isso gente....

Saudades enormes de todos. Me acha diariamente no Snapchat anagarmendia68 e ainda nos canais que vocês conhecem: Facebook Ana Clara Garmendia e Instagram anagarmendia.

Vou soltar um som para fechar bem essa segunda:

Bob Dylan, o Nobel de Literatura de 2016, um fato genial e novo... A música como expressão literária. Amo essas quebras de paradigmas...





Fui...


Bisous

A+






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