Regras para não seguir ou sim... Modismos de Paris 2016! Casablanca, Humprey Bogart, Cuissardes...





Eu tenho receio de falar sobre botas de canos altos, as cuissardes*, as botas de chacrete, pois elas habitam no imaginário de muitas mulheres e, aqui em Paris, eu as descobri logo que cheguei em um desfile da Chanel. Lagerfeld, ao lado da maison Massaro, que é quem cuida de toda a produção dos sapatos de alta-costura da Chanel, mas não apenas dela, pois é um dos ateliês que pertence ao grupo e por isso atende a outras marcas e também a clientes especiais que ainda mandam fazer sapatos sob medida, fez uma coleção com botas em jeans que eu na hora não percebi que não eram calças e sim botas. Isso foi há muitos anos e se você der uma pesquisada aqui no blog, acredito que em 2007, vai achar esse desfile maravilhoso. Depois, pouco a pouco, fui vendo algumas mulheres usando. Emanuelle Alt, Barbara Martello, Elena Perminova... Sempre achei interessante, mas um pouco duvidoso, mas bem, nelas e suas longas e finas pernas tudo fica melhor: não tão vulgar.  Emannuelle  acaba de confessar em uma entrevista que nenhuma mulher pode seduzir com minissaia e botas de cano alto. Entendi bem o propósito do que ela acredita que seja seduzir. Induzir a atração e os olhares de todos não é a mesma coisa que seduzir. Seduzir vai muito além do olhar. Você precisa ligar todos os sentidos de sua presa ou de suas presas, se quiser atingir seu objetivo. Artistas que precisam chamar a atenção para seus atributos físicos e esconder a falta talento ou apenas causar mesmo para ter holofote e mídia certa andam nuas, com botas, sem sutiãs, mostram tudo. Casos clássicos? Kim Kardashian ( além de famosa, qual seu talento?). Rihanna é talentosa mas começou pelada ( eu vi aqui em Paris várias vezes vestindo nada). Agora, depois de ganhar respeito mundial não precisa agora de mais nada, veste-se e muito bem, com exceção para aquele vestido amarelo de um dos galas que foi ano passado. Posso ir embora nessa lista de motivos para você não usar uma bota de canos altos como ponto de partida nem para estar elegante e nem para seduzir, mas vou apenas me ater a um fato: bom senso. Elas servem para que? São confortáveis? É bonito, ao sentar, ver os pedaços das pernas que vazam entre o couro e o espaço ou a falta dele, se elas forem muito apertadas? Ok. Você ama. Ok. Use, mais saiba: você está vivendo um personagem dentro delas. Você está chamando a atenção pelo excesso, pela ousadia e pode ser pela beleza, mas você precisa disso? Tá bom. Eu não tenho nada que ver com isso. Seja uma reprise de Uma Linda Mulher ou a Mulher Maravilha ou uma versão 2000 de Madonna nos palcos de uma de suas turnês, onde ela vestia um par de cuissardes assinada por Riccardo Tisci da Givenchy. Para quem quer outras opções de sapatos na moda aqui vai...



Os modelos de salto baixo, como o mocassim acima, são os mais bacanas, mas você pode entrar na onda das mules. Temos muitas e lindas e de todos os preços. Serão a febre do verão, se tivermos verão porque até agora nada de calor por aqui e se tivermos grana, pois as boas custam mais de 600 euros, como o modelo da Hugo Boss criado por Jason Wu para a Hugo Boss que tem saltos de madeira banhados em acrílico num incrível e inimitável Made in Italy...


Espia:





Bem, volto logo...Enquanto isso tem Snapchat ao vivo todos os dias aqui de Paris. Me segue anagarmendia68




E quer saber qual a peça da temporada aqui?





O clássico trench-coat bege. Vem de longe essa paixão e agora não sei se é pela crise ou pela chuva ele está por todos os cantos em todas as versões e em pessoas de todas as idades. Aqui num clique meu em março dessa ano quando Miroslava Duma chegava ao desfile da Stella McCartney... Sim. Ela não anda apenas com Vêtements a marca da moda de Paris. Ela usa outras, apesar de ter mudado um pouco a mão de seu estilo nos últimos tempos, mas sempre tem um momento para o chique. Compre um trench, herde, garimpe num brechó. Eles são eternos, assim como o amor por Paris. Olha a peça que Humprey Bogart usava na última cena de Casablanca! 




Aqui o dia de ontem do Snapchat que eu coloquei na íntegra no meu canal no Youtube. Passa lá e assina e vê também os vídeos antigos. Vale a pena. Tem umas pérolas lá:




Bisous
A+
Fica comigo


Garotas da hora. O novo comportamento das estrelas...Kristen, Lily, Julia...




Com essa foto incrível feita pelo meu brother Antônio Barros ( aliás, todas fotos desse post são dele), abro o assunto para linkar com duas colunas que publiquei sobre Cannes essa semana. Uma foi no Terapia do Luxo e outra no Bem Paraná. Mas vou dar uma palhinha aqui para vocês continuarem lendo lá. Tá rolando a revanche. As it-girls, aquelas que só sabem ser cabides de roupas e vender vender vender, começam a perder terreno para as atrizes. Esse fenômeno já aconteceu no começo do século 20, quando estilistas como Paul Poiret, por exemplo, preferiam vestir vedetes do teatro da época a investir em modelos. Eram elas quem faziam um costureiro ficar conhecido quando faziam aparições públicas.  Mais tarde, começaram a fazer campanhas publicitárias e mais sucesso com Marylin Monroe, por exemplo, eternizando o Chanel n 5 na famosa frase que dormia apenas com elas. Passadas algumas décadas, surgiram as super modelos como Veruschka, Twiggy e daí para frente a gente já conhece a história até chegarmos às it-girls. Garotas ricas que usaram seus poderes aquisitivos para se lançarem no mercado de venda de beleza. Não apenas garotas, garotos também. Foi uma febre. A gente sabe, só que agora elas começam a ser neutralizadas por uma turma forte: as novas estrelas do cinema e também algumas veteranas. Marcas como Chanel, Lâncome, Versace, entre outras que não me lembro agora, investem numa modelo que tenha algo agregado: no caso aqui um grande talento ou potencial para tal. Julia Roberts, Kristen Stewart tomam conta do pedaço ao lado de Uma Thurman, Tilda Swinton, Kate Winslet, até chegar na ninfeta Lily-Rose Depp, filha de Vanessa e Johnny. Fórmula infalível para vender para mulheres que querem o ideal= sucesso por si mesmas, inteligência, talento e por fim, obviamente, beleza. 

Bem... Eu disserto sobre isso nas duas colunas sobre Cannes. Link para o Terapia do Luxo 


E vou colocar na íntegra o texto que está no BEM PARANÁ:




E o frufru tem Cannes para mostrar que os looks dos tapetes vermelhos não estão tão datados e caricatos. Existe algo fresco no ar. Existe juventude e uma atitude mais realista dentro de uma irrealidade total que pode ser a do showbusiness*. Uma das responsáveis por esse frescor é Kristen Stewart, atriz conhecida pela saga Crepúsculo e uma das maiores revelações do cinema mundial, muito pelo seu talento nas telas, mas também pelo que representa fora delas. Cool, punk, chique, bissexual, garota-propaganda da Chanel e um dos salários mais bem pagos de seu meio, Kristen é uma garota de menos de 30 anos que parece não estar nem aí em suas aparições públicas. Ela não faz caras e bocas e anda descabelada (o tal messy hair que os fashionistas brasileiros começaram a utilizar para falar de cabelos bagunçados). Mas não é só Kristen que imprime uma nova elegância despojada dentre as atuais queridinhas do cinema patrocinadas por marcas como Dior, Chanel, Gucci, Givenchy, Versace, entre outras. Temos mais. Temos a ninfeta Lily-Rose Depp. A única filha mulher, fruto do amor da francesa Vanessa Paradis e do astro Johny Depp, é a garota da vez. Aos 16 anos e perfeitamente pronta para aparições em tapetes vermelhos, Lily-Rose estrela filmes, campanhas publicitárias, ganha emancipação dos pais e consegue imprimir uma expressão natural, nada deslumbrada, apesar dos milhões de euros que giram em torno dela. Um pouco mais veterana, mas radiante num começo de gravidez, está Blake Lively. Tirem tudo dela e ela continuará maravilhosa, sorrindo ou não, com os cabelos um pouco desfeitos, talvez desproposital, talvez não. Bem. É isso. Elas são moda. Bons exemplos de beleza, sucesso e elegância. Para recortar e colar na parede. Saem as caricaturas, entram os sorrisos sinceros. A inteligência emocional dessas jovens as faz mais do que corpos e rostos. Elas são a nova forma de expressão que ajuda a tornar menos patéticos eventos feitos para vampirizar o mundo em torno de uma massacradora indústria do cinema que insiste em vender perfeição.

Fotos gentilmente cedidas por Antonio Barros, amigo e fotógrafo que está lá em Cannes e abriu seus arquivos para mim. 



Para ler na página com as legendas das fotos entre aqui:


Espero que gostem! Logo logo tem mais!

Bisous

A+



Sobre reciclar nossas vidas... MODA PARIS





Voltei! A partir de hoje eu começo a publicar aqui no blog novamente. Vou, pouco a pouco, dividindo com vocês minhas ideias, minhas imersões na moda, no street-style, no jornalismo, na vida. Não sei ainda onde isso vai parar mas, a pedidos de meus seguidores e de meu próprio coração, volto à ativa em definitivo. Vamos lá? Espero que gostem, compartilhem, comentem. Paralelo a isso estou no Snapchat anagarmendia68 e no Instagram @anagarmendia
 


Aqui vou eu...


Sobre minha vida hoje e a moda...

Eu fiquei super contente com o meu novo trench-coat. Lindo, preto, 50% de desconto na semana que eu resolvi comprar. Um golpe de sorte. Vim para a casa feliz, dias depois de ter resolvido nunca mais ir na Zara ( já desisti, vou olhar, ao menos), por causa do trabalho escravo, das acusações... Foi quando resolvi olhar a etiqueta, coisa que minha mãe me ensinou a fazer desde pequena para quando lavar não estragar e também para ver o made in... Sim, era Made in China. É Made in China. E eu não vou jogar fora, porque ele é lindo e eu não achei meu dinheiro na 'poubelle', mas vou sim cortar a etiqueta como fazia uma tia chique que não gostava que ninguém visse a marca das roupas que ela usasse. Não quero me lembrar dessa mancada pro resto da minha vida. Já aprendi. Educação é tudo nessa vida, não é mesmo? Daí, na outra corrente, eu resolvi colocar à venda no Le Vestiaire peças de marcas Made in Italy que não uso mais. Um vestido leopardo do Roberto Cavalli com certificado de garantia, um sapato Valentino, uma sandália da Prada. Não são vintage, mas é uma prática forte por aqui, as mulheres que curtem roupas de qualidade e vivem as vacas magras do mundo, começaram a usar esses sites, esse novo comércio, esse brechó virtual. Com a grana que venderei minhas peças, menos as minhas raridades dos tempos que Gaultier fazia prêt-à-porter (a imagem de abre desse post fiz no seu desfile de despedida no REX) pois essas eu não me desfaço por nada desse mundo, comprarei minhas novas Made in France, Made in Italy, Made in Spain. Quanta perspicácia Ana Clara.





O que vou vender?






Um original Cavalli comprado aqui em Paris na boutique da Saint-Honoré.





O que vou comprar com esse dinheiro?


Um óculos da Loewe. Estou louca por esse modelo, desde quando o fotografei nas ruas de Paris no rosto dessa moça. O que amo nele? É totalmente fora da febre dos espelhados que já cansei de ver por aí. Alguns eu acho horríveis, outros eu não me vejo neles. 


Volto logo! Bisous
A+










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